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20/01 - Erro na correção do Enem 2019: relembre histórico de problemas da prova, que inclui vazamentos e gabarito errado
Prova roubada, erros de impressão, vazamentos e ocupações de escolas marcaram a última década do exame, relembre. Provas do segundo dia do Enem 2019; MEC alega "inconsistência" nas correções Ana Carolina Moreno/G1 O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou neste domingo (19) que apura "possíveis inconsistências na correção" tanto do primeiro, quanto do segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. No sábado (18), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reconheceu que houve "inconsistências" na correção dos gabaritos da prova. Ele disse que a falha ocorreu na transmissão das informações – quem fez o exame de uma cor teve o gabarito corrigido como se fosse outra cor. Participantes temem perder vagas nas universidades federais MEC aponta 'inconsistências' na correção da segunda prova do Enem 2019 Inep apura 'possíveis inconsistências' também na correção do 1º dia O ministro disse que o problema será resolvido na segunda-feira (20) e descartou que qualquer candidato possa ser prejudicado. O desempenho no Enem é critério para concorrer no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237 mil vagas em universidades federais em todo o país. Além do erro nas correções, a edição de 2019 teve também o vazamento de uma das páginas da prova durante o dia do exame, em 3 de novembro. De acordo com o MEC, um aplicador de provas vazou a foto da folha de redação do Enem 2019 antes do final das provas. O ministro da Educação disse que o fato não interferiu no exame. Segundo sua avaliação, não houve dano nenhum por conta do vazamento. Essa, entretanto, não foi a primeira vez que o exame virou alvo de polêmicas. Em aplicações passadas a prova já foi roubada, teve problemas de impressão e até virou caso de polícia, relembre: 2009: prova roubada Na estreia do novo formato do Enem, a prova foi cancelada na madrugada do dia 1º de outubro de 2009 pelo MEC, após a divulgação de que havia sido furtada de uma gráfica em São Paulo e oferecida a uma repórter do jornal "O Estado de S. Paulo." Imagem de câmera de segurança de gráfica em São Paulo flagrou furto de prova em 2009 TV Globo/Reprodução O vazamento da prova obrigou o MEC a cancelar e remarcar o exame, que foi completamente refeito dois meses depois do prazo original para a aplicação. Parte das universidades que usariam o resultado nos processos seletivos desistiram de contar com a nota e os envolvidos no vazamento foram indiciados. Devido aos problemas, a abstenção na prova chegou a 1,5 milhão de pessoas. Além disso, o Enem 2009 teve anulação de questões e a divulgação de um gabarito errado. 2010: erros de impressão O segundo ano da prova em novo formato também apresentou problemas em sua realização, em 2010, o exame teve problemas na impressão do material. Naquele ano, o caderno amarelo com as provas de ciências humanas e ciências da natureza apresentou perguntas repetidas, fora da sequência e até algumas questões de um outro modelo aplicado, a prova branca. Enem Reprodução/ TV Globo Na folha de respostas, os cabeçalhos que indicaram as áreas de conhecimento estavam invertidos, na comparação com o caderno de questões. Na ocasião, o MEC informou que a orientação era seguir a ordem numérica das questões, mas alguns alunos afirmam que não receberam a recomendação e, por isso, preencheram o gabarito de forma invertida. O Inep convidou 9.500 estudantes para fazer a nova prova, mas a maioria faltou, com uma abstenção superior aos 50%. Para resolver a questão dos gabaritos, o MEC abriu espaço para que os estudantes solicitassem a correção de forma invertida. 2011: questões repetidas Dias depois a aplicação do Enem 2011, alunos do colégio Christus, de Fortaleza, confirmaram ter recebido um material em que continha questões idênticas ou parecidas com as que haviam caído no Enem. A escola havia recebido um dos pré-testes do Inep para testar e calibrar as questões, e um professor havia furtado questões e as inserido no banco de itens do colégio. Em 2011, questões de apostila do Colégio Christus, de Fortaleza, foram parar na prova do Enem, depois de serem furtadas de um pré-teste realizado pelo Inep na escola Reprodução Ele acabou sendo inocentado na Justiça Federal, em decisão de segunda instância, e 639 alunos do Christus tiveram o Enem anulado e refizeram a prova um mês depois, na edição do Enem para pessoas privadas de liberdade. 2012: hino do Palmeiras e miojo O Enem 2012 foi o primeiro no qual o Inep divulgou, após as notas, o espelho da prova de redação, ou seja, uma reprodução digitalizada da redação produzida pelos participantes. Por isso, foi a primeira vez em que os candidatos puderam comprovar a inserção de trechos que fugiam ao tema proposto. Trecho da redação do Enem de candidato que incluiu hino do Palmeiras ao falar sobre imigração Reprodução Foi o caso de um estudante que incluiu parte do hino oficial da Sociedade Esportiva Palmeiras e de outro, que escreveu uma receita de miojo no meio da introdução e conclusão da redação. Ambos tiraram nota baixa por causa da fuga ao tema, mas, até então, o edital do Enem não previa nota zero para redações com deboche. A partir desse ano, a regra mudou. 2014: vazamento da prova de redação Em 2014, uma foto da página da prova do segundo dia do Enem, que continha o tema e os textos de apoio da redação, vazou pelo WhatsApp pelo menos uma hora e 13 minutos antes do início do exame. Naquele ano, o tema foi "Publicidade infantil no Brasil". Polícia Federal investiga suposto vazamento na prova de redação do Enem - GNews Reprodução/GloboNews Um estudante do Piauí foi o primeiro a denunciar o vazamento, pelas redes sociais e depois oficialmente à Polícia Federal. Depois, estudantes do Ceará também confirmaram terem visto o tema pouco antes de o Enem começar. A PF confirmou a veracidade da foto, mas, em fevereiro do ano seguinte, o Ministério Público Federal do Ceará arquivou o caso, por entender que não foi comprovada má-fé e que nenhuma das pessoas que receberam a prova tiveram como usar a informação em seu benefício, ferindo a isonomia do exame. 2015: boatos mobilizam a PF No ano seguinte ao vazamento do tema da redação, diversos boatos sobre novo vazamento de provas circularam pelas redes sociais uma semana antes do Enem 2015. O Inep negou todos os boatos e acionou a Polícia Federal para investigar de onde teriam partido as informações. À esquerda, foto da prova falsa que circulou nas redes sociais em 2015. À direita, página com tema da redação do Enem 2016 - ambas tratam de intolerância religiosa. Reprodução Uma foto de dois supostos cadernos de prova do Enem 2015, e duas supostas propostas diferentes de temas da prova de redação tumultuaram a preparação dos estudantes. Um ano depois, uma dessas propostas era semelhante e continha o mesmo gráfico que o tema que efetivamente apareceu no Enem 2016: a redação foi sobre "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil". 2016: caso de polícia e ocupações Em 2016, a Polícia Federal prendeu duas pessoas flagradas com materiais de apoio para produzir uma redação sobre o tema cobrado no Enem daquele ano. Um dos candidatos, preso em Fortaleza, já tinha acesso ao gabarito e ao tema da redação por volta das 11h e 11h30 do dia da prova (12h e 12h30 no horário de Brasília). Em Macapá, um homem de 31 anos foi preso logo depois de deixar o local de prova. Foi encontrado com ele um texto com o assunto "intolerância religiosa", mesmo tema da redação aplicada naquele ano. Candidato estava com texto sobre o tema da redação do Enem Divulgação/Polícia Federal Ainda em 2016, o Inep precisou anunciar uma terceira edição do Enem para que 271.033 candidatos afetados por locais de prova com ocupações estudantis pudessem realizar o exame. Todos os anos, o Inep faz a reaplicação do exame para estudantes que, devido a algum imprevisto, foram impedidos de fazer as provas. Em geral, eles as realizam na mesma data do Enem para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL), mas como o número de alunos afetados em 2016 foi muito grande, a prova foi reaplicada em outra data. 2017: prova nas redes sociais Duas pessoas inscritas na edição 2017 do Enem saíram do local de provas com o caderno de questões antes do horário permitido. O Inep sustentou que nenhum dos dois casos configurou vazamento da prova. Um dos casos aconteceu em um local de provas em Goiás. De acordo com o instituto aplicador da prova, o candidato foi retirado da sala de aula depois de um "surto" relacionado a uma das questões da prova. "No momento que foi informado que seria eliminado fugiu com a prova e com o cartão resposta", disse a autarquia em nota. 2019: gráfica sem licitação Após a falência da RR Donnelley, que imprimiria o Enem 2019, o Inep foi dispensado de abrir uma nova licitação para selecionar a gráfica para o serviço. A empresa substituta foi a Valid Soluções S.A., pelo valor global de R$ 151,7 milhões. A gráfica foi responsável pela diagramação, manuseio, embalagem, impressão, rotulagem e entrega dos cadernos de provas para os Correios. As etapas ocorrem em condições especiais de segurança e em sigilo. A empresa já tinha sido escolhida em 2019 para imprimir as provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Este grupo de provas é objeto do contrato nº 05/2019, pelo qual o Inep vai desembolsar R$ 143,1 milhões. PODCAST VÍDEOS Governo reconhece falha no processo de correção das provas do Enem Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas Inscrições no Sisu começam terça-feira, dia 21 7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies Initial plugin text
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20/01 - O que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o erro na correção do Enem 2019
Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o problema deve ser corrigido até esta segunda-feira (20). Infográfico mostra parte das notas do gabarito do Enem 2019 no 2º dia de provas, com questões de matemática e ciências da natureza. Roberta Jaworsky/G1 O ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente do instituto responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Alexandre Lopes, afirmaram no sábado (18) que houve "inconsistências" na correção dos gabaritos das provas aplicadas em 3 e 10 de novembro do ano passado. Segundo Weintraub, a falha ocorreu na transmissão das informações – quem fez prova de uma cor teve o gabarito corrigido como se fosse outra cor. Weintraub afirmou que até esta segunda-feira (20) o problema será resolvido. Confira abaixo perguntas e respostas sobre o caso: Como ocorreu o erro na correção dos gabaritos? Todos os gabaritos estão errados? Quantas pessoas foram atingidas? O que o MEC e o Inep estão fazendo para resolver o caso? Quando o problema será resolvido? Por que a nota é importante para os participantes? A data do Sisu está mantida? O que os participantes do Enem 2019 relatam? É a primeira vez que ocorre erros no Enem? 1. Como ocorreu o erro na correção dos gabaritos? De acordo com Weintraub, ministro da Educação, houve falha na transmissão da informação, o que fez com que alguns candidatos tivessem os gabaritos corrigidos como se fosse outra prova. “Nós encontramos inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado. Um grupo muito pequeno de pessoas teve o gabarito trocado quando foram fechados os envelopes", afirmou. Assim, quem fez a prova cinza, por exemplo, foi avaliado como se tivesse feito a amarela. No cruzamento dos dados, as respostas não bateram e a nota caiu. 2. Todos os gabaritos estão errados? No sábado, Weintraub e Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), afirmaram que o erro ocorreu na correção das provas do segundo dia. De acordo com o ministro, o erro atingia "um grupo muito pequeno". No domingo, o Inep informou que está revisando as notas dos dois dias de provas do Enem 2019. As provas do Enem 2019 aconteceram nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, os inscritos realizaram as provas de linguagens e de ciências humanas, além da redação. No segundo, as questões eram de matemática e de ciências da natureza. 3. Quantas pessoas foram atingidas? Ainda não está claro. Quando a falha foi revelada, Weintraub afirmou que o erro atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame – o equivalente a 3,9 mil candidatos. Depois, Lopes falou que o erro poderia ter afetado "até" 1% – 39 mil pessoas. Ao fim, afirmou que "não chega a 9 mil". Concretamente, o erro já foi identificado em quatro provas de candidatos de Viçosa (MG), segundo Lopes. Ele admite, no entanto, que a falha pode estar presente em outros estados. Ao todo, 3,9 milhões de pessoas fizeram o Enem 2019. 4. O que o MEC e o Inep estão fazendo para resolver o caso? De acordo com o governo, uma força-tarefa foi montada para revisar as notas. Alexandre Lopes, presidente do Inep, afirmou no sábado (17) que o instituto está "rodando o banco de dados para identificar inconsistências" na correção. O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados enviarem seus relatos. O endereço é enem2019@inep.gov.br. Os depoimentos devem ser enviados até as 10h desta segunda, com nome completo e CPF. 5. Quando o problema será resolvido? Segundo Weintraub, ministro da Educação, a rechecagem estará concluída até esta segunda-feira (20). Ele afirmou que nenhum candidato será prejudicado. 6. Por que a nota é importante para os participantes? O desempenho no Enem é critério para concorrer a vagas em universidades públicas e particulares – incluindo instituições em Portugal –, e também para ter acesso a programas de apoio ao estudante, com financiamento e bolsas de estudo. Entre eles, está o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237 mil vagas em universidades federais em todo o país. Além do Sisu, a nota do Enem pode ser usada no Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares, e o Financiamento Estudantil (Fies), que financia o pagamento de mensalidades. 7. A data do Sisu está mantida? Até as 9h40 da manhã desta segunda-feira (20), o governo afirma que a data do Sisu está mantida. O período de inscrições vai de terça-feira (21) a sexta-feira (24). Sisu, Prouni e Fies: veja datas para o 1º semestre de 2020 8. O que os participantes do Enem 2019 relatam? Quem levou o rascunho do gabarito para casa pode conferir os acertos quando o Inep divulgou o resultado oficial, ainda em novembro. Com base no número de acertos, eles estimavam a nota. Na sexta-feira (17), assim que as notas individuais do Enem 2019 foram divulgadas, relatos de avaliações diferentes entre candidatos que tiveram o mesmo número de acertos ou notas próximas a zero com número alto de acertos começaram a aparecer nas redes sociais. Questionado pela TV Globo, o Inep informou que as notas eram calculadas com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). Esta metodologia avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo – uma espécie de método "antichute" – em vez de só contabilizar o número de acertos. Mas, candidatos ouvidos pelo G1 afirmam que o erro extrapola a variação de notas da TRI: houve quem acerou 36 questões entre as 45 e teve nota 350 – algo próximo ao mínimo do Enem. Outra participante disse que acertou 35 das 45 questões e teve nota 386,9. Confira aqui os relatos. Após erro na correção do Enem 2019, participantes temem perder vagas nas universidades federais 9. É a primeira vez que ocorre erros no Enem? Não. Além do erro nas correções, a edição de 2019 teve também o vazamento de uma das páginas da prova durante o dia do exame, em 3 de novembro. De acordo com o MEC, um aplicador de provas vazou a foto da folha de redação do Enem 2019 antes do final das provas. O ministro da Educação disse que o fato não interferiu no exame, porque o vazamento ocorreu quando todos os candidatos já estavam dentro das salas de aulas. Em 2009, a prova chegou a ser roubada e o Enem teve que ser remarcado. Em 2010 e 2011 houve erros de impressão, com perguntas repetidas. Em 2012, com a divulgação dos espelhos da redação (digitalização dos textos), pode ser comprovado que os estudantes inseriam trechos que fugiam do tema – como o hino do Palmeiras ou a receita de miojo. A partir de então, "fuga do tema" passou a ser critério para zerar a nota. Em 2014, houve vazamento do tema da redação pelo menos uma hora e 13 minutos antes do início do exame. Naquela edição, o tema foi "Publicidade infantil no Brasil". Em 2015 houve boatos de vazamento das provas, mas sem comprovação. Em 2016, a Polícia Federal prendeu duas pessoas flagradas com materiais de apoio para produzir uma redação sobre o tema cobrado no Enem daquele ano. Em 2017, duas pessoas saíram do local de provas com o caderno de questões antes do horário permitido. Erro na correção do Enem 2019: relembre histórico de problemas da prova, que inclui vazamentos e gabarito errado Em 2019, a gráfica que imprimia a prova do Enem, a RR Donnelley, faliu, e o Inep constrou uma substituta sem licitação. A Valid Soluções S.A., foi contratada pelo valor global de R$ 151,7 milhões. Ela se tornou responsável pela diagramação, manuseio, embalagem, impressão, rotulagem e entrega dos cadernos de provas para os Correios. De acordo com o governo, o erro na correção da prova neste ano foi na transmissão de informações da gráfica. Initial plugin text
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20/01 - Após erro na correção do Enem 2019, participantes temem perder vagas nas universidades federais
Inep manteve o prazo de inscrição no Sisu. Nesta segunda-feira (20), instituto vai divulgar resultado da apuração sobre as 'inconsistências na correção das provas'. Estudantes dizem estar apreensivos e temem perder vaga. Participantes do Enem 2019 relatam problemas na correção do exame Reprodução/Twitter A preocupação dos candidatos a uma vaga no ensino superior aumentou desde que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reconheceu no sábado (18) que houve "inconsistências" na correção dos gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Segundo Weintraub, a falha ocorreu na transmissão das informações – quem fez prova de uma cor teve o gabarito corrigido como se fosse outra cor. O ministro da Educação afirmou que até esta segunda-feira (20) o problema será resolvido. No domingo, ele reforçou que o Inep segue apurando os erros e descartou que qualquer candidato possa ser prejudicado. "A equipe do Inep continua trabalhando na apuração das inconsistências nas notas individuais do Enem 2019. Reafirmo: nenhum candidato será prejudicado! A abertura do Sisu será na terça, dia 21" – Abraham Weintraub, ministro da Educação. O desempenho no Enem é critério para concorrer no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237 mil vagas em universidades federais em todo o país. O período de inscrições foi mantido: vai de terça-feira (21) a sexta-feira (24). Sisu 2020: veja dicas para inscrição na seleção do primeiro semestre De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, 3,9 milhões de pessoas fizeram as provas em 3 e 10 de novembro. A princípio o erro havia atingido apenas a correção de gabaritos do 2º dia, quando houve provas de ciências da natureza e matemática. Neste domingo (19), o Inep afirmou que a revisão será feita nos dois dias do exame. O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados. O endereço é enem2019@inep.gov.br. Os relatos devem ser enviados até as 10h desta segunda-feira (20), com nome completo e CPF. Virgínia Medina, 20 anos, tenta pela quarta vez entrar em medicina – o primeiro ano foi como "treineira". Ela procurou o Inep e, até a manhã de domingo quando conversou com o G1, não sabia se as suas notas estavam sendo revisadas. "Meu medo é o erro não ser corrigido e eu ser prejudicada no Sisu. Foi um ano inteiro de investimento. Eu morei em outra cidade para fazer cursinho, paguei as aulas, estudei bastante e agora comecei a me preocupar, porque aquela nota não condiz com a minha preparação" – Virgínia Medina, 20 anos, que fez prova em Viçosa (MG). Ministro da Educação, Abraham Weintraub (à esq.), afirma que houve 'inconsistências' na correção do Enem 2019; pronunciamento foi feito ao lado de Alexandre Lopes, presidente do Inep Luis Fortes/MEC Até a manhã de sábado, o MEC e o Inep não sabiam informar quantas pessoas poderiam ter sido atingidas, mas admitiram o erro em ao menos quatro provas de Viçosa (MG) – justamente a cidade em que Virgínia fez o exame. O governo não descartou que as falhas podem ter ocorrido em outros estados e afirmou que investiga o caso. Segundo Weintraub, o erro atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame – o equivalente a 3,9 mil candidatos. Depois, Alexandre Lopes, presidente do Inep, falou que o erro poderia ter afetado "até" 1% – 39 mil pessoas. Ao fim, afirmou que "não chega a 9 mil". O G1 questionou o Inep na manhã de domingo (18) para saber se houve atualização nos dados, mas não recebeu resposta até as 5h. O instituto afirmou que vai divulgar o resultado da força tarefa feita para identificar os erros na correção das provas do Enem 2019 ainda nesta segunda-feira (20), mas não especificou o horário. Além do Sisu, a nota do Enem pode ser usada na seleção de outras universidades, incluindo instituições em Portugal, e também em programas de apoio do governo – como o Prouni, que oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares, e o Fies, que financia o pagamento de mensalidades. Entenda para que serve a nota do Enem Sisu, Prouni e Fies: veja datas para o 1º semestre de 2020 #ErrosnoEnem Os relatos de erros nas notas do Enem começaram a aparecer nas redes sociais assim que os resultados individuais foram divulgados na sexta (17). De acordo com os estudantes ouvidos pelo G1, antes do anúncio do governo, eles já haviam procurado o Inep, por telefone e e-mail. A resposta era de que não seria possível revisar a correção e que o Enem seguia a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – metodologia que avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo, uma espécie de método "antichute". A TRI calcula as notas conforme o desempenho em vez de contabilizar erros e acertos. O mesmo esclarecimento foi enviado pelo Inep à TV Globo. Os estudantes de Viçosa viram que outros candidatos estavam com o mesmo problema e começaram a usar a hashtag #errosnoenem. Logo, foram seguidos por outros estudantes de todo o país. Os relatos feitos ao G1 são de candidatos que fizeram a prova do Enem no Pavilhão de Aulas B (PVB) da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Segundo eles, ao menos 50 estudantes tiveram o mesmo problema e estudam entrar com uma ação no Ministério Público Federal. A União Nacional dos Estudantes (UNE) diz estar recolhendo informações de candidatos prejudicados para denunciar o caso à Justiça. A entidade diz estar atenta para as "correções necessárias". "Quando vi a nota baixa, achei que era erro e seria atualizado. Depois, vi que não foi. A gente confia na nossa educação e no preparo dado pelos professores. Sabíamos que estava errado. É uma sensação de descaso absurda, uma desvalorização de tudo que estudamos este ano" – Lívia Costa, 19 anos, que tenta medicina na UFV. Nota mínima Das 45 questões em matemática, Lívia afirma que acertou 36 e recebeu nota 350. "Não conheço absolutamente ninguém que já tirou essa nota, é praticamente a nota mínima do Enem", afirma ela, que em outras edições da prova chegou a atingir 700 pontos na disciplina. Lívia Costa, uma das participantes do Enem 2019 que relatou erro nas notas da prova Arquivo Pessoal A mesma discrepância de notas ocorreu com Virgínia, citada no início desta reportagem. Ela conta que acertou 35 das 45 questões de matemática e obteve nota de 386,9. Em ciências da natureza, ela acertou 30 das 45 questões e teve nota 400,3. "São notas que, mesmo com a TRI, correspondem a 5 ou 6 acertos, quando a pessoa tem um desempenho muito baixo", afirma. Virginia Medina, 20 anos, relatou erro na correção da prova do Enem 2019; ela tenta uma vaga em medicina Arquivo Pessoal "Nenhum dos participantes que entrei em contato está tranquilo com a manifestação [do MEC], principalmente pelo prazo curto que deram para refazer a correção", afirma Gustavo Castro, 18 anos, que fez seu primeiro Enem no PVB de Viçosa. Ele conta que acertou 35 questões das 45 em matemática e em ciências da natureza. Em ambas, tirou 400. "Mesmo com TRI, as notas de matemática são sempre próximas a 700 ou 800 [com este número de acertos]. Ano passado, sem cursinho e estudando em escola pública, eu tirei 785. A discrepância é muito grande", afirma. "Eu me sinto injustiçado e estou em um desgaste, sofrendo muito, é a realização de um sonho que está em jogo" – Gustavo Castro, estudante que tenta uma vaga em medicina e teve problemas na nota do Enem 2019. Gustavo Castro, 18 anos, é um dos participantes do Enem 2019 que relatam erros na correção do exame. Arquivo Pessoal Luisa Mendonça também fez a prova no PVB, em Viçosa(MG). Esta é a terceira vez que ela faz o exame. Luisa já cursa agronomia na UFV, mas quer tentar uma outra vaga em biomedicina e mudar de curso. Ela afirma que sentiu muita frustração ao ver as notas do segundo dia. Ela faz parte do grupo de estudantes de Viçosa que se mobilizou para relatar os erros nas redes sociais com a hashtag #errosnoenem. "Aparentemente, afetou só aqui em Viçosa, mas ouvimos relatos de pessoas que foram afetadas em outras cidades. Até o ministro fazer a declaração estávamos desolados. Agora, estamos ansiosos esperando que eles corrijam a nota. Mas estamos chateados, é um ano que a gente dedicou e a gente não esperava por isso. Esperamos que a nota seja corrigida antes do Sisu" – Luisa Mendonça, participantes do Enem 20192 que diz ter sido afetada pelos erros na correção. Luisa, 19 anos, pretende cursar Biomedicina Arquivo Pessoal PODCAST VÍDEOS Governo reconhece falha no processo de correção das provas do Enem Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas Inscrições no Sisu começam terça-feira, dia 21 7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies Initial plugin text
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20/01 - Inep diz que apura 'possíveis inconsistências' também na correção do 1º dia do Enem 2019
Ministério da Educação identificou falhas na correção do segundo dia de provas. Resultado da investigação sai nesta segunda-feira, diz instituto. Ministério da Educação reconhece erro na correção de provas do Enem O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou neste domingo (19) que apura "possíveis inconsistências na correção" tanto do primeiro dia quanto do segundo dia de provas do Enem 2019. Sisu está mantido, diz presidente do Inep Após erro na correção do Enem 2019, participantes temem perder vagas nas universidades federais Até então, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia confirmado o erro apenas no segundo dia do exame (leia mais no fim da reportagem). Por enquanto, não há conclusão se houve falha também na primeira prova — os resultados da investigação vão ser divulgados nesta segunda-feira (20). As provas do Enem 2019 aconteceram nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, os inscritos realizaram as provas de linguagens e de ciências humanas, além da redação. No segundo, as questões eram de matemática e de ciências da natureza. "A força-tarefa realizada pelo Inep busca identificar as possíveis inconsistências na correção das provas do Enem 2019, tanto do primeiro quanto do segundo dia. Na segunda-feira, 20, o instituto divulgará os resultados da ação", diz uma mensagem do Inep publicada na tarde deste domingo. 'Inconsistências' na correção do Enem 2019 Na manhã deste sábado (18) Weintraub afirmou que foram encontradas "inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado", referindo-se ao Enem 2019. Segundo Weintraub, o erro atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame. Já Alexandre Lopes, presidente do Inep, afirma que a falha "não vai chegar nem a 9 mil pessoas” e que a revisão das notas ainda está em andamento. O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados enviarem suas dúvidas. O endereço é enem2019@inep.gov.br. Os relatos devem ser enviados até as 10h desta segunda-feira (20). Initial plugin text
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19/01 - Diretor de Cine Holliúdy comemora citação do filme em redação nota mil do Enem
Filme narra história Francisgleydisson tentando manter um cinema no interior do Ceará. Tema da redação do Enem em 2019 foi 'Democratização do acesso ao cinema no Brasil'. Edmilson Filho (à esquerda) e Halder Gomes (centro) no set de filmagens Divulgação O cineasta Halder Gomes, diretor de Cine Holliúdy, celebrou a lembrança do filme em uma redação nota máxima no Enem. O cearense Daniel Gomes, de 25 anos, citou a obra de Halder para retratar sobre a "Democratização do acesso ao cinema no Brasil", tema do exame em 2019. "É uma alegria imensurável essa notícia de que o Cine Holliúdy foi citado em uma redação nota mil. Recebi muitas mensagens de que o filme havia sido citado, exatamente nesse referência da democratização do cinema, de um cara que tem um sonho, luta pelo seu cinema quando no interior do Ceará, em uma época – no Nordeste e até no Brasil inteiro –, tinha cinema nos interiores e hoje pouquíssimos têm", relata Halder Gomes. Na redação, Daniel cita a transformação ocasionada pela chegada do cinema a uma cidade do Ceará. Ele aponta ainda a falta de políticas públicas para que as salas cheguem a mais municípios. 'Não adianta se desesperar, é só uma prova', diz aluna nota mil no Enem Enem 2019: candidatos nota 1 mil dão dicas de como fazer uma boa redação Enem 2019: veja íntegra de redações nota 1 mil ""O filme 'Cine Hollywood' narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas. De maneira análoga à história fictícia, a questão da democratização do acesso ao cinema, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela socialmente vulnerável da sociedade", diz um trecho da redação. Veja a íntegra do texto abaixo. Personagem principal de 'Cine Holliúdy' tem o sonho de manter um cinema no interior do Ceará Divulgação "Trazer esse questionamento à tona é especial, principalmente porque o filme já tem seis anos desde que foi lançado e continua atemporal, provocando o imaginário. Não só pela sua qualidade artística, como também pelo que ele representa, o fenômeno de bilheteria que foi, mas também da transformação das pessoas de lembrarem dele num momento de falar sobre o assunto sério", diz Halder. 'Inconsistências' na correção Governo reconhece falha no processo de correção das provas do Enem Na manhã de sábado (17), após a divulgação da nota das provas do Enem, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que foram encontradas "inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado". Segundo o ministro, o erro atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame – o equivalente a 39 mil candidatos. Já Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, afirma que a falha "não vai chegar nem a 9 mil pessoas”. Até a noite de sábado, o MEC e o Inep ainda não tinham divulgado um balanço do número de candidatos afetados. Veja íntegra da redação nota mil Rascunho redação Enem 2019 Arquivo Pessoal/Daniel Gomes A pedido do G1, Daniel Gomes enviou a íntegra da redação avaliada com nota 1 mil no Enem 2019. Confira o texto abaixo: "O filme 'Cine Hollywood' narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas. De maneira análoga à história fictícia, a questão da democratização do acesso ao cinema, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela socialmente vulnerável da sociedade. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação à cultura e a negligência de parte das empresas que trabalham com a ‘’sétima arte’’ contribuem para a perpetuação desse cenário negativo. "Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para democratizar o acesso ao cinema no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Cultura exerce na administração do país. Instituído para se rum órgão que promova a aproximação de brasileiros a bens culturais, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco privilegiadas ao mundo dos filmes, como a distribuição de ingressos em instituições públicas de ensino básico e passeios escolares a salas de cinema. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo de exclusão da população mais pobre a esse tipo de entretenimento. Logo, é substancial a mudança desse quadro. "Outrossim, é imperativo pontuar que a negligência de empresas do setor – como produtoras, distribuidoras de filmes e cinemas – também colabora para a dificuldade em democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Isso decorre, principalmente, da postura capitalista de grande parte do empresariado desse segmento, que prioriza os ganhos financeiros em detrimento do impacto cultural que o cinema pode exercer sobre uma comunidade. Nesse sentido, há, de fato, uma visão elitista advinda dos donos de salas de exibição, que muitas vezes precificam ingressos com valores acima do que classes populares podem pagar. Consequentemente, a população de baixa renda fica impedida de frequentar esses espaços. "É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso democrático ao cinema no país. Posto isso, o Ministério da Cultura deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil, Agência Nacional de Cinema (ANCINE) e profissionais da área, lançar um Plano Nacional de Democratização ao Cinema no Brasil, a fim de fazer com que o maior número possível de brasileiros possa desfrutar do universo dos filmes. Tal plano deverá focar, principalmente, em destinar certo percentual de ingressos para pessoas de baixa renda e estudantes de escolas públicas. Ademais, o Governo Federal deve também, mediante oferecimento de incentivos fiscais, incentivar os cinemas a reduzirem o custo de seus ingressos. Dessa maneira, a situação vivenciada em ‘’Cine Hollywood’’ poderá ser visualizada na realidade de mais brasileiros."
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18/01 - Três estudantes do RS conquistam nota mil na redação do Enem 2019: 'Tema que eu não esperava'
Gaúchos pretendem cursar medicina. Em todo o Brasil, foram apenas 53 candidatos que conseguiram a nota máxima. Estudantes gaúchos que tiraram nota máxima no Enem pretendem cursar medicina Divulgação/UFRGS Três estudantes do Rio Grande do Sul conquistaram a nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. O tema desta edição foi a "Democratização do acesso ao cinema no Brasil". Ao todo, no país, foram 53 candidatos que conseguiram a nota máxima. Os gaúchos são Carlos Eduardo Immig, de 19 anos, Guilherme Mendes, 25, e Laura Cavalheiro Brizola, 20. Os três pretendem cursar medicina. Guilherme fez o Enem pela terceira vez. Ele pretende usar a nota para ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ou na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). "A prova objetiva eu achei mais difícil que nos anos anteriores, principalmente a prova de ciências da natureza", conta. "Quanto à redação, eu achei bacana, um tema que eu não esperava, mas que foi tranquilo de escrever." O estudante conta o que ele abordou na redação. "Eu foquei o ano todo em problematizar questões sociais, então, como o tema tratou da democratização do cinema, eu segui essa linha de pensamento. Falei sobre as dificuldades das classes menos favorecidas economicamente no acesso ao cinema e à cultura em geral, e abordei maneiras de facilitar esse acesso, como a construção de estruturas cinematográficas ao ar livre em regiões periféricas." Guilherme pretende usar a nota do Enem para ingressar em medicina em uma universidade federal Arquivo pessoal Laura conta que se preparou bastante. Ela realizou cerca de 40 redações ao longo do ano, escrevendo semanalmente. Ela explica quais foram os argumentos utilizados na hora da prova que garantiram a boa nota. "Abordei a questão da identidade nacional que necessita ser retomada a fim de democratizar o cinema, dando protagonismo para as produções nacionais, como o Cinema Novo fez, com Glauber Rocha. Escrevi: 'Por mais Lampiões e menos Lanternas-verde'. Além disso, trouxe a necessidade de investimento estatal nas produções". A estudante já havia realizado o Enem em outros anos. Ela acha que nessa edição a prova de humanas estava mais difícil em comparação com os exames passados. "Estava mais difícil na área de humanas na medida que deixou de lado alguns conteúdos cruciais para o ensino médio, como a ditadura, as grandes guerras e a Era Vargas. Nas demais áreas, seguiu o padrão das questões já apresentadas em outros anos", afirma. Laura conta que se preparou bastante, realizando cerca de 40 redações ao longo do ano Arquivo pessoal Carlos já havia feito o Enem quando estava no 2º e no 3º ano. Essa foi a terceira vez que realizou a prova, após um ano de cursinho. "Eu estava muito melhor preparado nesse ano do que nos anteriores, então achei mais tranquilo fazer a prova de 2019. E analisando as questões das provas antigas creio que o nível de dificuldade continuou o mesmo, mas a prova cobrou dos participantes muito mais o entendimento das habilidades e competências exigidas pelo Enem do que o conteúdo", conta. O estudante relata que focou os argumentos da redação nas causas da falta de democratização do acesso ao cinema e porquê esse problema persiste. "A proposta de intervenção foi baseada na criação de salas de cinemas em locais mais afastados e menos favorecidos basicamente." Carlos conta que realizou o Enem pela terceira vez Lucas Fleck/arquivo pessoal Os resultados individuais do Enem 2019 foram divulgados na manhã de sexta-feira (17). O candidato pode acessar as notas por meio de CPF e senha na Página do Participante e pelo aplicativo do Enem. As notas dos 'treineiros' e espelho da redação saem em março.
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18/01 - Alagoana com nota mil na redação do Enem cita Constituição na prova e diz que sucesso vem de apoio emocional e dedicação
Aldillany Maria é de Girau do Ponciano e já tirou nota máxima em redações de outros vestibulares. Alagoana Aldillany Maria tirou nota 1 mil na redação do Enem 2019 Arquivo Pessoal Aldillany Maria, 20 anos, moradora de Girau do Ponciano, no Agreste de Alagoas, tirou nota mil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Ela já havia conseguido duas notas máximas nas redações dos vestibulares 2019 e 2018 da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Duas alagoanas obtiveram nota mil na redação do Enem 2019, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em todo o Brasil, foram 53 redações com pontuações máxima, a maioria foi escrita por mulheres. Desde que concluiu o ensino médio no Instituto Federal de Alagoas (Ifal) em 2016, Aldillany faz vestibulares na busca por realizar o sonho de cursar Medicina. Ela contou que a rotina de estudos era em um curso pré-vestibular em Arapiraca e em um curso on-line de redação, além de muito treino em casa. A candidata alagoana atribui a conquista da nota ao apoio familiar e dos professores do cursinho e da redação e à rotina de treinos e estudos. "Eu não acredito que não tenha muito segredo. É como sempre dizem: muito esforço, dedicação, leitura, estar sempre se atualizando. Geralmente fazia uma redação por semana. Sempre procurava ter essa disciplina de sempre fazer uma por semana e ir corrigindo com os professores", disse a candidata de Alagoas. Antes de contar para o G1 o que escreveu na redação, Aldillany pediu para deixar um recado para quem vai prestar vestibular. "Eu quero deixar um recado para outros vestibulandos. Não existe dificuldade que não possa ser vencida e vale a pena lutar por aquilo que você deseja e mesmo sendo difícil a correria de vestibulando o resultado vem. Persista, persista até conseguir alcançar aquilo que almeja sem duvidar da sua capacidade, porque todo mundo pode desde que se dedique e lute para isso", disse a alagoana. Confira os argumentos da redação nota mil de Aldillay Maria: Constituição "Na introdução eu citei a Constituição, porque em uns dos artigos dela, ela fala que o acesso ao lazer deve ser para todos, igualitário para todos os indivíduos. Eu fui argumentando que apesar de ter isso na constituição na prática não há, porque nem todo mundo tem acesso aos cinemas, que foi o tema, a democratização do acesso ao cinema no Brasil", disse a alagoana. Falta de incentivo à cultura "Usei as teses de que a cultura é muito mercantilizada, por isso menospreza quem não tem valor aquisitivo para que ter acesso ao cinema. E também as escolas tem uma abordagem deficitária em relação ao incentivo da cultura. O ensino das melhores escolas é muito técnico, a maioria dos professores não está interessado em passar o incentivo à cultura". Renascimento Cultural "Eu escrevi quatro parágrafos, um de introdução, dois de desenvolvimento e um de conclusão. No primeiro de desenvolvimento eu citei o Renascimento Cultural, que foi um marco histórico no qual se valorizava o conhecimento através das artes. Eu quis mostrar que hoje isso não é muito levado em consideração, justamente por ser deficitário o incentivo dos alunos à cultura, porque a cultura também pode trazer conhecimento. Escola de Frankfurt "No segundo parágrafo de desenvolvimento eu falei da Escola de Frankfurt, que é uma escola de sociólogos que abordaram a indústria cultural, que é quando a indústria passar a ter um valor, um produto. A cultura é tratada como um produto pela indústria. Como na maioria das empresas , o cinema está preocupado em obter lucro e não propor propagar a cultura em si". Proposta de soluções "E na proposta de intervenção eu busquei solucionar essas abordagens ao longo do desenvolvimento, de que há um precário incentivo à cultura nas escolas, de o número de cinemas deveria aumentar, principalmente em lugares mais segregados, porque as pessoas não têm condições de pagar cinema caro. Sempre de acordo com as competências do Enem, que são cinco". Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
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18/01 - Sisu está mantido, diz presidente do Inep após 'inconsistências' na correção da prova do Enem 2019
Prazo de seleção unificada abre na próxima terça-feira (21) e se encerra na sexta (24). Segundo o MEC e o Inep, a correção das notas do Enem 2019 será concluída até segunda-feira (20). Ministério da Educação reconhece erro na correção de provas do Enem O prazo para inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) está mantido, apesar das falhas encontradas na correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, de acordo com Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Houve 'inconsistências' na correção da segunda prova do Enem 2019, diz ministro da Educação Sisu 2020: veja dicas para inscrição na seleção do primeiro semestre O Sisu permite ao candidato escolher uma universidade pública federal em qualquer lugar do país, com base na nota do Enem. O prazo de seleção abre na próxima terça (21) e se encerra na sexta (24). São 237.128 vagas em 128 instituições de todo o país. "A abertura do Sisu está confirmada para terça-feira. A gente conclui o trabalho de levantamento de inconstância até segunda-feira", afirma Lopes. De acordo com o Inep, 3.935.237 pessoas fizeram o Enem 2019 em 3 e 10 de novembro – 72,81% dos 5.095.388 inscritos. 'Inconsistências' na correção do Enem 2019 Na manhã deste sábado, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que foram encontradas "inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado", referindo-se ao Enem 2019. Segundo Weintraub, o erro atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame. Já Lopes afirma que a falha "não vai chegar nem a 9 mil pessoas”. Segundo o presidente do Inep, a revisão das notas ainda está em andamento. O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados enviarem suas dúvidas, diz Lopes. O endereço é enem2019@inep.gov.br. Initial plugin text
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18/01 - Toffoli determina teto salarial único para universidades estaduais e federais
Ação, movida pelo PSD, questiona a existência de subtetos remuneratórios para estados e municípios, que faz com que salários nas instituições federais sejam mais altos. O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar (decisão provisória) neste sábado (18) determinando que seja unificado o teto salarial de universidades estaduais e federais do país. Pela decisão, que poderá ser revista pelo plenário da Corte, professores e pesquisadores de universidades como USP, Unicamp e Unesp, que estão ligadas ao governo de São Paulo, terão o mesmo teto de remuneração das universidades ligadas ao governo federal. Segundo o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), um dos que apoiou a ação no Supremo, a diferença salarial pode chegar a R$ 16 mil. A decisão de Toffoli ocorre no recesso judiciário. O caso agora será encaminhado ao relator da ação, ministro Gilmar Mendes. Não há data para o julgamento do mérito pelo plenário do STF. A ação Na ação, o PSD (Partido Social Democrático) pediu a aplicação como teto único para o funcionalismo do sistema público de ensino superior o valor do subsídio dos ministros do STF. O partido questiona a Emenda Constitucional 41/2003, que definiu subtetos remuneratórios para o funcionalismo público dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Segundo o ação, os órgãos de fiscalização e controle de São Paulo, como o Tribunal de Contas, o Ministério Público de Contas e o Ministério Público Estadual, têm dado à redação do dispositivo maior abrangência, de modo a alcançar as universidades estaduais, o que levou os reitores das três universidades paulistas a adotar o subteto, com receio de que pudessem descumprir a lei e responder pessoalmente por isso, como administradores públicos. "Com isso, os professores ativos e inativos das três universidades sofreram profunda redução de seus proventos", diz a ação. O pedido argumenta que é "altamente discriminador diferenciar professores universitários com o mesmo grau de titulação, ensinando as mesmas matérias, ou coordenando pesquisa científica ou tecnológica de igual ou maior complexidade ou relevância, pelo só fato de integrarem universidade estadual, em face de outros, de universidade federal". Na liminar, Toffoli determina a suspensão de "qualquer interpretação e aplicação do subteto aos professores e pesquisadores das universidades estaduais, prevalecendo, assim, como teto único das universidades no país, os subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal". "A mensagem constitucional da educação como política nacional de Estado só poderá alcançar seu propósito a partir do reconhecimento e da valorização do ensino superior. Esse reconhecimento parte da consideração de que os professores que exercem as atividades de ensino e pesquisa nas universidades estaduais devem ser tratados em direito e obrigações de forma isonômica aos docentes vinculados às universidades federais", afirma Toffoli na decisão. Vídeo No vídeo abaixo, reportagem fala sobre decisão do STF, do ano passado, que proibiu estados e municípios de reduzirem salários de servidores. STF proíbe estados e municípios de reduzirem jornada e salário de servidores
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18/01 - Houve 'inconsistências' na correção da segunda prova do Enem 2019, diz ministro da Educação
Segundo Weintraub, o erro atingiu 'alguma coisa como 0,1%' dos candidatos que prestaram o exame; presidente do Inep estima que falha não 'não vai chegar nem a 9 mil pessoas'; 3,9 milhões de candidatos fizeram as provas. Ministro diz que até segunda-feira o erro estará corrigido. Governo admite falha no processo de apuração das notas do Enem O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou na manhã deste sábado (17) que foram encontradas "inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado", referindo-se ao Exame Nacional do Ensino Médio, de 2019. Segundo Weintraub, o erro atingiu "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos que prestaram o exame – o equivalente a 39 mil candidatos. Já Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, afirma que a falha "não vai chegar nem a 9 mil pessoas”. Até a noite de sábado, o MEC e o Inep ainda não tinham divulgado um balanço do número de candidatos afetados. Sisu está mantido, diz presidente do Inep após 'inconsistências' na correção da prova do Enem 2019 De acordo com o Inep, 3.935.237 pessoas fizeram o Enem 2019 em 3 e 10 de novembro – 72,81% dos 5.095.388 inscritos. “Nós encontramos inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado. Um grupo muito pequeno de pessoas teve o gabarito trocado quando foram fechados os envelopes. Uma inconsistência fácil de ser consertada. Estamos falando de alguma coisa como 0,1% das pessoas que fizeram, dos milhões [que prestaram a prova]” – Abraham Weintraub, ministro da Educação O ministro afirmou que o erro está sendo corrigido. "Apesar de estatisticamente [os participantes afetados] não serem significativos, individualmente não pode haver injustiça como essa. A gente está corrigindo e até segunda-feira será resolvido", afirmou. A abertura da inscrição do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que permite aos estudantes concorrerem a vagas em universidades federais pelo país com a nota do Enem, está com o cronograma mantido, segundo Lopes. O prazo vai de terça (21) a sexta (24). O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados enviarem suas dúvidas, diz Lopes. O endereço é enem2019@inep.gov.br. Quantas pessoas foram afetadas? Durante entrevista à imprensa, Alexandre Lopes afirmou que ainda não está claro quantas pessoas foram afetadas porque o sistema ainda está identificando as falhas. Ele chegou a dizer que as inconsistências não chegariam a afetar 1% dos participantes – o que daria 39 mil pessoas. Depois afirmou que o número de prejudicados deve ser menor. "Achamos inconsistências em um arquivo da gráfica com diversos nomes", diz. "Achamos que não vai chegar nem a 9 mil pessoas" – estima Alexandre Lopes, presidente do Inep. Concretamente, segundo Lopes, já foi identificado o erro em quatro provas de candidatos de Viçosa (MG). Ele admite, no entanto, que a falha pode estar presente em outros estados. Participantes do Enem 2019 relatam problemas na correção do exame Reprodução/Twitter Como ocorreu a falha O presidente do Inep admitiu que a falha foi da gráfica. As provas do Enem são divididas por cores e a correção do gabarito é feita conforme essa classificação. Segundo Lopes, o erro ocorreu na associação do arquivo do aluno e a cor da prova. "Alguns arquivos vieram com erro na associação entre o aluno e a cor da prova. Aluno fez prova cinza e veio informação de que fez a prova amarela. Ao rodar a correção, saiu resultado diferente", afirmou. Inep diz que não houve 'crime' Alexandre Lopes afirmou que não houve crime. "Comparar atuação criminosa com erro é diferente", afirma. "Não tenho argumentos ou informações suficientes para dizer o que gerou esse tipo de inconsistência. Fazer ilações sobre capacidade técnica de algum parceiro seria leviano", afirma Lopes. Sisu está mantido Lopes afirmou que a abertura do período de inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) está mantida. O sistema permite ao candidato escolher uma universidade pública federal em qualquer lugar do país, com base na nota do Enem. O Sisu abrirá as inscrições na terça-feira (21) e encerrará o processo às 23h59 de sexta-feira (24). Os resultados saem em 28 de janeiro. Sisu 2020: veja dicas para inscrição na seleção do primeiro semestre, Teoria de Resposta ao Item Assim que as notas individuais do Enem 2019 foram divulgadas na manhã desta sexta-feira (17), relatos de avaliações diferentes entre candidatos que tiveram o mesmo número de acertos ou notas próximas a zero com número alto de acertos começaram a aparecer nas redes sociais. O Inep chegou a enviar uma nota à TV Globo informando como as notas são calculadas de acordo com a Teoria de Resposta ao Item (TRI). De acordo com o Inep, a metodologia avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo. Notas do Enem são calculadas por teoria que avalia escala de desempenho, diz Inep VÍDEOS Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas Initial plugin text
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18/01 - Estudantes de Viçosa relatam erro na correção da prova do Enem
Alunos do Colégio de Aplicação da UFV reclamaram que a quantidade de acertos não condiz com as notas divulgadas pelo Inep. Instituto explicou que notas são calculadas por teoria que avalia escala de desempenho. Sede do Colégio Coluni em Viçosa Nathalie Guimarães/G1 Pelo menos 50 alunos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni) relataram erro na correção no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A instituição se manifestou sobre o caso. Os estudantes divulgaram a situação em redes sociais logo após a publicação das notas. No Twitter, a tag #erronoenem ficou entre as mais comentadas do Brasil na noite de sexta. Mais de 33 mil tweets –pronunciamentos – foram registrados na plataforma até a publicação desta matéria. Neste sábado (18), o ministro da Educação, Abraham Weintraub afirmou que foram encontradas "inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado". Não foi especificado em quais cidades os problemas foram encontrados. Durante entrevista coletiva à imprensa, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que até então haviam sido encontrados erros em quatro casos, todos de Viçosa. Lopes não descartou, no entanto, que possa ter havido erros em provas de outras cidades e estados. Estudantes De acordo com a presidente do Grêmio Estudantil do Coluni, Nicole Pedrosa, os alunos perceberam que mesmo tendo acertado mais de 35 questões, as notas foram inferiores a 400 ou 300 pontos. Conforme Nicole, os questionamentos começaram entre grupo de amigos durante conversas. “As pessoas que tiveram os problemas relativos fizeram a prova no pavilhão de aulas B da UFV”, explicou. Participantes do Enem 2019 relatam problemas na correção do exame Reprodução/Twitter A reportagem também do G1 também conversou com um dos alunos do Coluni, Arthur Mendes de Freitas, que reclamou das notas. “Pessoas que acertaram cerca de 30/45 questões tiveram suas notas por volta dos 300/400 pontos, quando deveriam vir na faixa dos 700/800 ou mais. Temos certeza de que houve algo de errado”, afirmou o estudante. UFV Em nota, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) informou que a responsabilidade das provas do Enem, em novembro de 2019, foi do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Sobre a reclamação dos alunos, a UFV disse que “o reitor Demetrius David da Silva se reuniu na noite desta sexta-feira com representantes dos estudantes e dos docentes do Coluni”. Segundo a UFV, durante a reunião ficou definido que a Reitoria e a Procuradoria Jurídica da UFV vão conversar novamente na próxima segunda-feira (20) para tomar as providências cabíveis. Inep Em nota enviada à TV Globo, o Inep explicou que o Enem usa a Teoria da Resposta ao Item (TRI) para calcular a média dos participantes. Esta metodologia avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo. A teoria "entende" que o acerto das questões difíceis foi ocasional – já que para acertá-la, o candidato precisaria demonstrar conhecimento de conceitos mais simples. Quando o candidato erra as questões simples, a TRI o avalia com nota menor do que o candidato que acertou as fáceis e algumas difíceis. "As escalas de proficiência construídas por meio da TRI são cumulativas em termos de habilidades e de competências. Assim, se um participante tem a nota 600, ele deve responder corretamente tanto itens referentes a habilidades e competências associados a esse ponto quanto itens associados a conteúdos, habilidades e competências descritas nos pontos anteriores", afirma, em nota. "Quando se considera, por exemplo, um participante com um nível de conhecimento muito bom em ciências da natureza, é esperado que ele acerte as questões mais difíceis e as mais fáceis dessa área do conhecimento. Errar itens considerados fáceis e acertar os mais difíceis revela uma inconsistência do participante, o que indica um possível 'chute' ao responder às questões. Por isso, duas ou mais pessoas que fizeram a mesma edição do Enem e tiveram número igual de acertos podem ter notas diferentes", complementa. Ministro da Educação Durante o posicionamento, Weintraub informou que o erro atingiu 0,1% dos candidatos que prestaram o exame. "Nós encontramos inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado. Um grupo muito pequeno de pessoas teve o gabarito trocado quando foram fechados os envelopes. Uma inconsistência fácil de ser consertada. Estamos falando de alguma coisa como 0,1% das pessoas que fizeram, dos milhões [que prestaram a prova]", disse o ministro em vídeo publicado em uma rede social. O ministro afirma que o erro está sendo corrigido. De acordo com o Inep, 3.935.237 pessoas fizeram o Enem 2019 em 3 e 10 de novembro – 72,81% dos 5.095.388 inscritos. Já o presidente do Inep, Alexandre Lopes, noticiou que o órgão segue fazendo buscas por outros erros. Um email foi criado para que os candidatos que se sentirem prejudicados enviem tirem dúvidas. O endereço é enem2019@inep.gov.br. Estudantes de Viçosa relatam erro na correção da prova do Enem Initial plugin text
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18/01 - Notas do Enem são calculadas por teoria que avalia escala de desempenho, diz Inep
Candidatos estão relatando erros na nota do Enem 2019; Inep afirma que Teoria da Resposta ao Item (TRI), usada para avaliar o desempenho, não é uma soma de acertos. Assim que as notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foram divulgadas na manhã desta sexta-feira (17), relatos de avaliações diferentes entre candidatos que tiveram o mesmo número de acertos ou notas próximas a zero com número alto de acertos começaram a aparecer nas redes sociais. Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Enem 2019 teve 53 participantes com nota 1 mil na redação Candidatos nota 1 mil dão dicas de como fazer uma boa redação Questionado pela TV Globo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, enviou nota em que esclarece como são calculadas as médias dos candidatos. De acordo com o Inep, o Enem usa a Teoria da Resposta ao Item (TRI) para calcular a média dos participantes. Esta metodologia avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo. Participantes do Enem 2019 relatam problemas na correção do exame Reprodução/Twitter Neste segundo caso, a teoria "entende" que o acerto das questões difíceis foi ocasional – já que para acertá-la, o candidato precisaria demonstrar conhecimento de conceitos mais simples. Quando o candidato erra as questões simples, a TRI o avalia com nota menor do que o candidato que acertou as fáceis e algumas difíceis. "As escalas de proficiência construídas por meio da TRI são cumulativas em termos de habilidades e de competências. Assim, se um participante tem a nota 600, ele deve responder corretamente tanto itens referentes a habilidades e competências associados a esse ponto quanto itens associados a conteúdos, habilidades e competências descritas nos pontos anteriores", afirma, em nota. "Quando se considera, por exemplo, um participante com um nível de conhecimento muito bom em ciências da natureza, é esperado que ele acerte as questões mais difíceis e as mais fáceis dessa área do conhecimento. Errar itens considerados fáceis e acertar os mais difíceis revela uma inconsistência do participante, o que indica um possível 'chute' ao responder às questões. Por isso, duas ou mais pessoas que fizeram a mesma edição do Enem e tiveram número igual de acertos podem ter notas diferentes", complementa. Em novembro, o G1 publicou uma matéria sobre o método, confira abaixo: Nota do Enem é calculada por método 'antichute'; saiba como funciona o TRI Para que existe o TRI? O TRI apresenta as seguintes diferenças em relação ao método clássico de correção: ao detectar os famosos "chutes", ele avalia melhor o aluno que, de fato, se preparou para a prova; possibilita a comparação entre candidatos que tenham feito diferentes edições do exame; torna mais improvável que dois concorrentes tirem exatamente a mesma nota – já que o resultado final é divulgado com duas casas decimais (816,48 pontos, por exemplo). Ainda de acordo com o MEC, a TRI é usada desde 1995 nas provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mede o desempenho de estudantes do ensino fundamental e médio. A teoria começou a ser aplicada no Enem em 2009, para garantir a possibilidade de comparação das notas de diversos anos. VÍDEOS Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas Olhar em Pauta: conheça uma dos 53 estudantes nota mil na redação do Enem Initial plugin text
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18/01 - Jovem critica preços e falta de cinemas de rua em redação nota 1 mil do Enem 2019: 'não é acessível'
Durante rotina de 14 horas diárias de estudos, Nagib Pontim, de Ribeirão Preto (SP), produzia 4 textos por semana. Ele foi um dos 53 estudantes do país a obter nota máxima na prova. Morador de Ribeirão Preto, SP, Nagib Pontim, de 20 anos, foi tirou nota 1 mil na redação do Enem 2019 Laura Scarpelini/ G1 Um dos quatro estudantes do estado de São Paulo a tirar nota 1 mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, Nagib Pontim, de Ribeirão Preto (SP), criticou os preços inacessíveis e a falta de cinemas de rua no texto que produziu para a prova. Com o tema “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”, a redação proposta foi do tipo dissertativo-argumentativo e deveria ser desenvolvida a partir da situação-problema e de textos motivadores. Além de Nagib, outros 52 alunos de todo o país atingiram a nota máxima na produção do texto. “Primeiro falei da importância do cinema como cultura em relação à sociedade. Comentei a importância do cinema na época da ditadura e também trouxe a questão do preço do cinema, pois, além de não ser acessível no aspecto físico, que não tem em todos os lugares, os cinemas hoje são dentro dos shoppings, não tem mais cinema na rua”, diz. Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Estudante nota 1 mil no Enem leu Machado de Assis na preparação; professor trabalhou interpretação de texto Entenda para que serve a nota do Enem Além da rotina de estudos, ser fã de cinema ajudou bastante na avaliação, afirma o jovem. Para ele, discutir o assunto é uma questão social que vai além do lazer. “O tema me ajudou bastante. Gosto de cinema, assisto a vários filmes e sei da importância para a cultura." Para o estudante de Ribeirão Preto, SP, fato de ser fã de cinema ajudou na redação do Enem Laura Scarpelini/ G1 Preparação Desde 2015, o jovem presta o Enem e, em 2018, conseguiu a nota 940 na redação. Para tentar passar no vestibular de medicina, a rotina de estudos ficou ainda mais corrida em 2019. Em meio às 14 horas diárias de preparação, Nagib frequentou aulas de redação no cursinho e recorreu a leituras obrigatórias recomendadas pelos professores, mas deu muita atenção ao aprimoramento da própria escrita, conta o estudante. "O diferencial foi realmente treinar e fazer muita redação e entender o meu jeito de escrever. Eu era o meu próprio concorrente”, diz. Durante um ano, ele relata que produziu quatro redações por semana, sempre com apontamentos do professor, e tratando de diferentes assuntos. “Todos os temas possíveis, desde os clichês que todos os anos a gente trabalha até específicos, como política e economia", lembra. Por semana, Nagib Pontim chegou a produzir quatro redações para preparação ao Enem Laura Scarpelini/ G1 O interesse pessoal por história e filosofia, e por autores como o intelectual alemão Theodor Adorno [1903 - 1969], expoente da "Escola de Frankfurt", também ajudaram, segundo o estudante. "As aulas de história relacionadas ao cinema novo, da ditadura e tudo mais, foram muito importantes. Consegui abordar e trazer para a redação, além da filosofia. Eu gosto muito dos filósofos que falam sobre a indústria cultural e tudo mais, como o Adorno", diz. Surpresa boa Com a sensação de dever cumprido, o estudante diz que ficou surpreso ao saber que estava entre os 53 com nota 1 mil na redação. “Foi surpreendente. Fiquei muito feliz. Eu sabia que a minha nota seria uma nota boa, mas não esperava que fosse mil, porque é muito difícil”, diz. Depois de alcançar a nota máxima, o jovem aguarda a abertura do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para tentar uma vaga no curso de medicina na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) ou na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e não esconde a ansiedade em entrar para a vida universitária. “Pretendo passar. Estou esperançoso. Desde pequeno eu sempre quis ser médico. Hoje entendo a medicina como uma profissão em que posso contribuir diretamente na vida das pessoas. (...) Só estou esperando raspar a cabeça”, brinca. Após a conquista, Nagib recebe o carinho e o amor da mãe Daniela Machado em Ribeirão Preto, SP Laura Scarpelini/ G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca
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18/01 - Órgão responsável pelo Enem posta mensagem com erro de português e depois apaga
Perfil do Inep afirmou que número de 'vizualizações' das notas do Enem já havia ultrapassado marca de 2,5 milhões. No dia 8, ministro da Educação disse que um fato era 'imprecionante'. Mensagem publicada pelo Inep em uma rede social com a palavra visualizações escrita 'vizualizações' Reprodução/Twitter O perfil do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no Twitter cometeu um erro de português nesta sexta-feira (17) ao informar que o número de "vizualizações" das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já havia ultrapassado a marca de 2,5 milhões. Resultado do Enem 2019 é divulgado pelo Inep; saiba como consultar a nota Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Enem 2019 teve 53 participantes com nota 1 mil na redação Vinculado ao Ministério da Educação, o Inep é o responsável pelo Enem. Após a publicação, a mensagem foi apagada, e uma nova mensagem foi postada com a palavra escrita da maneira correta, isto é, visualizações. O G1 procurou o Inep e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. Mais cedo, nesta sexta-feira, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente do Inep, Alexandre Lopes, apresentaram os resultados do Enem de 2019. 'Imprecionante' No último dia 8, Weintraub publicou uma mensagem também em uma rede social afirmando que um fato era "imprecionante". Ele redigiu a palavra impressionante de maneira incorreta ao enviar uma mensagem ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro. Após a mensagem ter sido publicada, diversos usuários da rede social responderam, informando a ele o erro. A publicação foi apagada posteriormente. Weintraub também já escreveu "paralização" e "suspenção". As palavras corretas são paralisação e suspensão. VÍDEOS Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas Olhar em Pauta: conheça uma dos 53 estudantes nota mil na redação do Enem Initial plugin text
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17/01 - Unicamp 2020: comissão publica respostas esperadas nas provas específicas da segunda fase
Universidade liberou gabaritos de questões gerais e das disciplinas de biologia, física, química, geografia e história. Ao todo, 12,2 mil disputam 2,5 mil vagas em 69 cursos de graduação. Estudantes durante 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri / Unicamp A Unicamp liberou na noite desta sexta-feira (17) as respostas esperadas pelas bancas corretoras nas provas específicas da 2ª fase do vestibular 2020. Os exames foram feitos por 12,2 mil e o material está disponível no site da organizadora (Comvest). A avaliação aplicada segunda-feira teve seis questões de matemática; duas questões interdisciplinares de ciências humanas; duas questões interdisciplinares de ciências da natureza. Além disso, teve uma parte direcionada conforme área do curso escolhido pelo estudante: Candidatos em ciências biológicas/saúde: seis questões de biologia e seis questões de química; Candidatos em ciências exatas/tecnológicas: seis questões de física e seis questões de química; Candidatos em ciências humanas/artes: seis questões de geografia e seis questões de história, incluindo conteúdos de Filosofia e Sociologia. A universidade tem 2,5 mil vagas em 69 cursos. A 1ª chamada sai em fevereiro - veja abaixo calendário. Já a prova de domingo teve oito questões dissertativas de português, incluindo abordagens sobre obras literárias obrigatórias, e duas interdisciplinares de inglês. Além disso, a de redação reuniu dois temas inéditos, e o candidato precisava escolher um deles: fazer uma crônica sobre micromachismos na sociedade ou elaborar um texto de podcast para relacionar biodiversidade e sociodiversidade no Brasil. Confira as respostas esperadas em português e inglês; e comentários sobre as redações Os exames foram aplicados em 17 municípios paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). As provas estão disponíveis no site da Comvest Novo formato altera peso das notas Esta é a primeira vez em que a 2ª fase do processo seletivo da universidade estadual teve dois dias de provas dissertativas - até a edição anterior eram três. A comissão organizadora do processo seletivo diz que a nova distribuição alterou a composição da nota na classificação. "Até ano passado, a prova de 1ª fase equivalia a 30% da nota dos aprovados. Nesse ano, funcionou como um grande filtro, e houve aumento do peso da nota da 2ª fase. As provas dessa etapa passaram a valer 65% da nota final, sendo outros 20% para redação e 15% para 1ª fase", diz o diretor, José Alves de Freitas Neto. Confira lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular Veja as notas de corte para cada um dos cursos Cursos mais concorridos Medicina (integral) - 11,86 candidatos por vaga (c/v) Ciências do esporte (integral) - 8,38 c/v História (integral) - 6,78 c/v Engenharia de produção (integral) - 6,34 c/v Farmácia (integral) - 6,23 c/v Calendário Provas de Habilidades Específicas - 20 a 24/1 Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 10/2 Matrícula não presencial - 11/2 2ª chamada - 13/2 Matrícula não presencial da 2ª chamada - 14/2 Período para cancelamento de matrícula - 17 a 19/2 3ª chamada - 18/2 Matrícula não presencial da 3ª chamada - 19/2 4ª chamada - 21/2/2020 Matrícula presencial da 4ª chamada - 2/3 "A matrícula presencial da 4ª chamada deve ser feita, também, por todos os candidatos convocados nas três primeiras chamadas e que realizaram a matrícula virtual pela internet", informa nota da Comvest. Segundo a comissão, a vaga só estará garantida após realização deste procedimento, entre 9h e 12h. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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17/01 - Paraense se inspira em filme de Martin Scorsese e no livro de José Saramago para tirar nota 1 mil em redação do Enem 2019
Vinícius Amaral, de 17 anos, utilizou 'A invenção de Hugo Cabret' e 'Ensaio sobre a cegueira' como contexto para falar sobre o tema 'Democratização do acesso ao cinema no Brasil'. Paraense Vinícius Amaral obteve nota 1000 na redação do Enem Arquivo Pessoal Um estudante de Belém ficou entre os 53 candidatos que tiraram nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019. Vinícius Amaral, 17 anos, usou a sua paixão por cinema para alcançar a nota 1 mil, que teve o tema "Democratização do acesso ao cinema no Brasil". Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Enem 2019 teve 53 participantes com nota 1 mil na redação Candidatos nota 1 mil dão dicas de como fazer uma boa redação Veja íntegra de redações nota 1 mil O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, na manhã desta sexta-feira (17), os resultados individuais dos participantes e a nota da redação. "Sou apaixonado por cinema, por isso que tive certa facilidade em associar alguns repertórios no momento da prova. Esse é meu terceiro Enem. Fiz no meu primeiro e segundo ano como treineiro. De primeira, não tive muita reação pois estava mais preocupado com a nota final. Só depois de somar tudo eu realmente parei pra pensar na nota de redação", contou o estudante. Paraense citou obras de José Saramago e Martin Scorsese durante a argumentação Reprodução/ Inep Para a prova de 2019, Vinícius contou que tentou expandir o repertório sociocultural, habilidade importante para as provas de redação, durante o ano de estudos. Ele explica que criou um método durante a preparação, que prefere não revelar, mas que se aplica a quase todos os temas possíveis. "Prefiro não revelar o meu método, mas uma das minhas estratégias é saber exatamente o que devia ser escrito em cada parágrafo. Por exemplo, na minha introdução, no primeiro período da redação eu utilizo um repertório sociocultural. Em seguida eu relaciono o repertório com o tema proposto e aponto a problemática. Por fim eu apresento os dois tópicos que irei utilizar no desenvolvimento", explicou. Scorsese e Saramago foram pilares na argumentação A invenção de Hugo Cabret Divulgação Na introdução, o estudante fez referência ao filme “A Invenção de Hugo Cabret", do diretor americano Martin Scorsese. A produção, vencedora de cinco Óscars, foi usada para exemplificar a dificuldade que certas camadas da sociedade possuem para terem acesso ao cinema. "No filme, o protagonista é um órfão que trabalha e mora em uma estação de trem parisiense. Porém, por ser muito fã de cinema, ele frequenta clandestinamente uma sala de exibição da cidade", cita Vinícius. 'Ensaio sobre a cegueira', de José Saramago. Divulgação Em seguida, o estudante diz que mergulhou no universo do escritor português José Saramago. Único autor da língua portuguesa a vencer um prêmio Nobel de Literatura, Saramago foi usado para falar da falta de mobilização da população em relação à falta de espaços no cinema. "Usei referência principalmente do livro "Ensaio sobre a cegueira". Lá mostra uma sociedade que vai ficando cega aos poucos e perdendo a condição de mobilização social. Disse que essa falta de mobilização da população ocorre devido a um “eclipse de consciência”, termo usado por Saramago para se referir a falta de sensibilidade humana diante dos problemas enfrentados pelos indivíduos". Futuro na universidade Sobre a aprovação na universidade, Vinícius conta que, apesar da boa nota, acredita que ainda não será dessa vez que vai ingressar no ensino superior. O estudante, que deseja cursar medicina, conta que, apesar disso, ainda vai esperar o resultado final dos processos seletivos. "Se não conseguir entrar na universidade pública, não tentarei universidade privada. A mensalidade é muito alta. Então, por enquanto, continuarei estudando. Fiquei muito satisfeito (com a nota mil) porque isso proporcionou o ganho de bolsas integrais em cursos preparatórios para o Enem 2020. VÍDEOS Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas Olhar em Pauta: conheça uma dos 53 estudantes nota mil na redação do Enem Initial plugin text
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17/01 - 'Achei que o aplicativo estava com problema', conta estudante de Juiz de Fora que tirou mil na redação do Enem
Bruna Dias quer cursar Medicina e apostou no livro Admirável Mundo Novo e citou Gilles Lipovetsky e Norberto Bobbio. No país, 53 participantes tiraram nota máxima. Estudante de Juiz de Fora tirou mil na redação Redes Sociais/Reprodução "Achei que o aplicativo estava com problema", contou a estudante Bruna Dias, de 18 anos, ao G1. A jovem, moradora de Juiz de Fora, tirou mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Na segunda participação no exame, ela apostou no livro Admirável Mundo Novo e citou Gilles Lipovetsky e Norberto Bobbio. Os resultados das provas foram divulgados nesta sexta-feira (17). O candidato pode acessar as notas por meio do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha na Página do Participante e pelo aplicativo do Enem. No país, 53 participantes tiraram a nota máxima, sendo 13 em Minas Gerais, o Estado que mais teve notas mil. Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Entenda para que serve a nota do Enem O G1 também conversou com a professora de Redação, Alice Frascaroli, que deu aula para a estudante em Juiz de Fora. Veja abaixo. 'Fazia uma redação por semana' De acordo com Bruna Dias, a preparação ocorreu com aulas e com a prática. "Eu fazia uma redação por semana e tinha o curso também. Tentava ler textos antigos de pessoas que tiraram mil. Estudava várias áreas de conhecimento", explicou. Quando foi fazer a prova, a estudante informou que no primeiro momento achou o tema "Democratização do acesso ao cinema no Brasil" difícil. "Fiquei meio assustada e fui fazer outras questões. Não esperava, mas depois consegui desenvolver". "Eu usei o livro "Admirável Mundo Novo" e os pensadores Gilles Lipovetsky e Norberto Bobbio", destacou. Ao G1, a jovem, que sonha em cursar Medicina, revelou ter tomado um susto quando viu a nota. "Na hora eu não acreditei, achei que o aplicativo estava com problema. Fechei e entrei de novo e vi que era verdade. Fiquei surpresa", finalizou. O livro "Admirável Mundo Novo" é um romance escrito por Aldous Huxley em 1931 e publicado em 1932. O autor conta a história na cidade de Londres, no ano 2540, onde antecipa o desenvolvimento da tecnologia. A estudante Bruna Dias mostrou o comprovante da nota mil Bruna Dias/Arquivo Pessoal 'Muito feliz' A professora de Redação, Alice Frascaroli, contou para a reportagem como foi receber a mensagem da nota mil. "Fiquei muito feliz. Ela é uma aluna muito querida, estudiosa, dedicada. Foi muito bom participar disso", comemorou. Conforme Franscaroli, o tema da redação foi estudado pelos alunos. "A gente trabalha esses tópicos. Trabalhamos leis voltadas, pesquisa de cinema. Quando os estudantes saíram da prova no dia, já deram um retorno muito positivo".
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17/01 - Enem 2019: 60% das redações com nota mil foram escritas por mulheres; região Sudeste e Nordeste têm 77,3% das notas máximas
Sudeste teve 45,3% das notas máximas em redação, seguido pela região Nordeste, com 32%. Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas As mulheres são a maioria no grupo de 53 participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 que tiraram a nota mil na prova de redação. Os dados foram divulgados na tarde desta sexta-feira (17) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Resultado do Enem 2019 inspira memes e desabafos nas redes sociais No total, 3,6 milhões de redações da aplicação regular do Enem 2019 foram corrigidas e só 53 chegaram à pontuação máxima. Os candidatos homens são responsáveis por 21 dessas notas, enquanto 32 mulheres tiraram a nota mil. As redações com nota máxima são de estados do Sudeste (24), Nordeste (17), Centro-Oeste (7), Sul (3) e Norte (2), veja a relação por estado: Alagoas (2); Bahia (1); Ceará (6); Distrito Federal (2); Goiás (4); Maranhão (1); Mato Grosso do Sul (1); Minas Gerais (13); Paraíba (1); Pará (2); Pernambuco (1); Piauí (2); Rio Grande do Norte (3); Rio Grande do Sul (3); Rio de Janeiro (6); São Paulo (4). Enem 2019: candidatos nota 1 mil dão dicas de como fazer uma boa redação Entre as regiões do Brasil, a maior parte dos inscritos no Enem está no Sudeste (35,2%), seguido por Nordeste (34,2%), Norte (11,7%), Sul (10,6%) e Centro-Oeste (8,3%). Onde estão as 53 pessoas que tiraram a nota mil em redação no Enem Guilherme Luiz Pinheiro / G1 Resultado do Enem 2019 O resultado do Enem 2019 foi divulgado na manhã desta sexta-feira (17). De acordo com o perfil divulgado pelo Inep, 17 estados brasileiros tiveram candidatos ou candidatas com a nota máxima na prova de redação. Minas Gerais é o estado com o maior número de candidatos com a nota máxima. Segundo os dados, 13 pessoas, que tiraram a nota máxima, vivem no Estado. Ceará e Rio de Janeiro, são os estados que vem após Minas, com 6 candidatos cada um. O Inep divulgou o gênero e a idade dessas 53 pessoas – o instituto não pode divulgar as notas de cada participante sem autorização prévia. Veja abaixo o perfil dos candidatos: Redações nota mil no Enem 2019 Atualização - sábado (18) - O Inep atualizou o número de redações nota 1.000 no Enem de 2019 para os estados do Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. O número foi atualizado neste texto. Initial plugin text Inep divulga notas do Enem de 2019, que teve quatro milhões de candidatos
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17/01 - 'Não adianta se desesperar, é só uma prova', diz aluna nota 1 mil no Enem 2019
Júlia Fernandes, de 17 anos, dá dicas de como se dar bem no exame. Júlia Fernandes e outros 52 candidatos do Enem 2019 tiraram nota máxima na redação Helene Santos/SVM A estudante cearense Júlia Fernandes, de 17 anos, que obteve nota 1 mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019, afirmou que uma das dicas para alcançar o feito é ter confiança. "Não adianta se desesperar, você precisa ter na sua cabeça que você é capaz, que passou meses se dedicando para isso e que, no final, é só uma prova. No mais, confiar em si mesmo é o que importa", afirma. Além disso, ela diz ser indispensável se manter informado sobre questões em pauta no atual governo. Em todo o Brasil, 53 participantes obtiveram nota 1 mil na redação do Enem 2019. As notas individuais do Enem 2019 foram divulgadas nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Saiba onde usar a nota do Enem e confira datas para inscrições Veja íntegra de redações avaliadas com nota 1 mil no Enem 2019 "Quando eu acordei, a minha supervisora do colégio havia mandado uma mensagem no WhatsApp dizendo que estava muito orgulhosa. Quando fui ver, lá estava a nota 1000 na redação! Fiquei em êxtase, quase sem acreditar", relatou a estudante ao G1. Boletim com resultado mostra nota 1000 da estudante Júlia Fernandes Arquivo pessoal Júlia revelou a estratégia usada no dia da prova para não correr risco de perder tempo e não concluir o exame. "Eu comecei fazendo o rascunho da redação para não ter problema com o tempo depois. Em seguida fiz as 45 questões de ciências humanas, passei a redação a limpo e no final marquei o gabarito. Eu fiz linguagens depois de passar a redação a limpo, pois é uma prova mais extensa, e eu demoro para ler tudo atentamente e poder marcar com cuidado." Para a aluna, o tema "Democratização do acesso ao cinema", foi uma surpresa positiva, fácil de desenvolver. "Como ao longo do ano eu desenvolvi diversos temas, pesquisei por muitos repertórios socioculturais e fui muito bem preparada no curso de redação, achei certa facilidade". A estudante, que vai tentar o curso de odontologia na Universidade Federal do Ceará (UFC), finaliza deixando uma dica para quem for fazer o Enem 2020. "Em questões de técnica, acho que é importante sempre ter palavras-chave que possam deixar o texto mais culto, além de articular uma boa proposta de intervenção, sempre lembrando do que foi problematizado nos outros parágrafos." VÍDEOS Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas Olhar em Pauta: conheça uma dos 53 estudantes nota mil na redação do Enem Initial plugin text
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17/01 - Estudante da PB faz 980 pontos na redação do Enem 2019: 'Escolas públicas podem fazer a diferença'
Redação já era uma conquista para Nathalya, uma vez que em 2019, ela levou a premiação de melhor redação do Concurso Se Liga no Enem Paraíba. Nathalya Santos conquistou 980 pontos na redação do Enem Nathalya Santos/Arquivo Pessoal Nathalya do Santos, de 18 anos, carrega o orgulho de ser estudante de escola pública e de ter conquistado uma boa pontuação na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2019). Aluna da Escola Cidadã Integral Professor Lordão, na cidade de Picuí, a 234km de João Pessoa, ela fez 980 pontos, fruto de muita dedicação da estudante, que precisou vencer o cansaço do período integral na escola para continuar estudando em casa. "Eu pegava das 7h30 às 17h30 da tarde, passava o dia na escola. Em casa, quando chegava, descansava e voltava a estudar, fazendo redações regularmente", disse Natalya. Resultado do Enem 2019 é divulgado pelo Inep; saiba como consultar a nota Enem 2019: veja íntegra de redações nota 1 mil A estudante teve o incentivo da professora de redação, da coordenadoria pedagógica da escola e dos pais. Esse foi o segundo ano em que ela tentou o Enem, porém dessa vez não mais como treineira. O segredo para a aluna foi o esforço, porque, apesar de passar tantas horas na escola, também buscou na internet outras formas de se dedicar e de aprimorar os conhecimentos dos conteúdos do exame. Os argumentos utilizados por Nathalya para escrever a redação - que teve como tema este ano "Democratização do acesso ao cinema no Brasil" - foram a má distribuição das salas de cinema no território nacional e a desigualdade quanto ao preço cobrado nas bilheterias, que nem toda população consegue ter acesso e custear. "Uma dica pra ir bem na redação do Enem é treinar. Adotar uma modelo de redação, no caso dissertativa, e seguir aprimorando esse modelo com vários temas e fazer uma ou duas redações por semana, pelo menos. É importante ver notícias e estar ligado em diversas áreas para adquirir conhecimento de mundo", afirmou. Aluna de escola pública da Paraíba faz 980 pontos na redação do Enem 2019 Reprodução/Inep "Eu estava muito bem treinada. Você tinha que ter conhecimento de mundo na hora de escrever e quando eu estudava eu procurava melhorar as minhas principais dificuldades em redação, assim como eu buscava ir bem nas outras matérias, porque tudo está relacionado. Além de todo apoio que a escola me deu. Isso prova que as escolas públicas podem sim fazer a diferença", afirmou a aluna. A disciplina redação já tinha sido uma conquista para Nathalya. Isso porque, em maio de 2019, ela levou a premiação de melhor redação do Concurso Se Liga no Enem Paraíba, oferecido pela Secretaria de Educação do Estado, que tem como objetivo promover o interesse dos alunos em escrever e praticar a redação. A aluna espera agora poder conquistar uma vaga no curso de engenharia mecânica, química ou medicina na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). "Eu me identifico muito com a área de exatas, mas também gosto muito de biologia e de cuidar das pessoas", confessou Nathalya. O Enem 2019 teve 53 notas 1 mil na redação, de acordo com um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta sexta-feira (17). A Paraíba teve uma nota 1 mil, de uma estudante de 16 anos. O nome dela, no entanto, não foi divulgado. Esta é a maior pontuação que pode ser atingida. *Sob supervisão de Krys Carneiro
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17/01 - Sisu: inscrição começa na terça e poderá ser feita por dispositivos móveis
Ministério da Educação divulgou um novo site para o sistema de seleção e prometeu maior agilidade no processo de candidatura. Inscrição do Sisu 2020 poderá ser feita por dispositivos móveis Reprodução/Sisu/Inep O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta sexta-feira (17), um novo portal do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), usado pelos estudantes para concorrerem a vagas em universidades públicas de todo o país com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Sisu 2020 abrirá o período de inscrições na próxima terça-feira (21) e encerrará às 23h59 de sexta-feira (25). Além da mudança visual, o novo sistema permitirá concluir a inscrição por meio de aparelhos móveis, como celulares e tablets. Sisu 2020: veja dicas para inscrição na seleção do primeiro semestre, que abre na próxima semana Notas do Enem 2019 são divulgadas pelo Inep De acordo com o MEC, para fazer a inscrição via celular, o estudante não vai precisar baixar nenhum aplicativo. "A principal mudança é que esse novo site foi construído em uma tecnologia que permite que as inscrições sejam feitas por aparelhos 'mobile'. Qualquer consulta por qualquer estudante em qualquer lugar do pais seja feita por celular ou tablet" – Thiago Leitão, coordenador-geral de Programas de Ensino Superior do MEC. A inscrição é feita pela internet com a nota do Enem, divulgada nesta sexta-feira (17). No site do Sisu, é possível escolher duas opções de cursos, em diferentes universidades federais e estaduais espalhadas pelo país. Quem teve melhor pontuação no Enem tem mais chances de conquistar a vaga. No site do Sisu é possível consultar informações detalhadas das 237 mil vagas. Lá estão disponíveis dados, como número de vagas, campus, modalidade, turno da vaga desejada e o modo de concorrência, por cotas ou deficiência física. Ainda pode-se consultar as vagas por região, estado e município O estudante já pode começar a avaliar e a planejar os cursos aos quais pretende concorrer, para isso, basta acessar o site http://sisu.mec.gov.br/ e fazer a escolha por nome do curso, instituição ou município. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibiliza o número de telefone 0800-616161 para tirar dúvidas sobre o Sisu. Entenda como a nota do Enem influencia no Sisu com simulador Cronograma do Sisu 2020 Abertura das inscrições: 21 de janeiro Fim das inscrições: 23h59 de 24 de janeiro Resultado: 28 de janeiro Prazo para participar da lista de espera: 29/1 a 04/2 Convocação dos candidatos em lista de espera: 07/2 a 30/4 Initial plugin text
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17/01 - Enem 2019: veja íntegra de redações nota 1 mil
Rascunhos de textos foram enviados ao G1 pelos participantes. Os resultados individuais do exame foram divulgados nesta sexta (17). Notas dos 'treineiros' e espelho da redação saem em março. Rascunho redação Enem 2019 Arquivo Pessoal/Daniel Gomes O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 teve 53 notas 1 mil na redação, de acordo com um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Esta é a maior pontuação que pode ser atingida. Na edição anterior, houve 55 redações com esta avaliação. Os resultados individuais do exame foram divulgados na manhã desta sexta-feira (17). O candidato pode acessar as notas por meio de CPF e senha na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/) e pelo aplicativo do Enem. As notas dos "treineiros" e o espelho da redação, com a correção dos avaliadores, saem em março. Enem 2019: candidatos nota 1 mil dão dicas de como fazer uma boa redação A pedido do G1, dois participantes do exame avaliados com nota 1 mil na redação enviaram os rascunhos dos textos feitos para o Enem 2019. Confira: Daniel Gomes, de Fortaleza "O filme ‘’Cine Hollywood’’ narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas. De maneira análoga à história fictícia, a questão da democratização do acesso ao cinema, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela socialmente vulnerável da sociedade. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação à cultura e a negligência de parte das empresas que trabalham com a ‘’sétima arte’’ contribuem para a perpetuação desse cenário negativo. Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para democratizar o acesso ao cinema no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Cultura exerce na administração do país. Instituído para se rum órgão que promova a aproximação de brasileiros a bens culturais, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco privilegiadas ao mundo dos filmes, como a distribuição de ingressos em instituições públicas de ensino básico e passeios escolares a salas de cinema. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo de exclusão da população mais pobre a esse tipo de entretenimento. Logo, é substancial a mudança desse quadro. Outrossim, é imperativo pontuar que a negligência de empresas do setor – como produtoras, distribuidoras de filmes e cinemas – também colabora para a dificuldade em democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Isso decorre, principalmente, da postura capitalista de grande parte do empresariado desse segmento, que prioriza os ganhos financeiros em detrimento do impacto cultural que o cinema pode exercer sobre uma comunidade. Nesse sentido, há, de fato, uma visão elitista advinda dos donos de salas de exibição, que muitas vezes precificam ingressos com valores acima do que classes populares podem pagar. Consequentemente, a população de baixa renda fica impedida de frequentar esses espaços. É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso democrático ao cinema no país. Posto isso, o Ministério da Cultura deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil, Agência Nacional de Cinema (ANCINE) e profissionais da área, lançar um Plano Nacional de Democratização ao Cinema no Brasil, a fim de fazer com que o maior número possível de brasileiros possa desfrutar do universo dos filmes. Tal plano deverá focar, principalmente, em destinar certo percentual de ingressos para pessoas de baixa renda e estudantes de escolas públicas. Ademais, o Governo Federal deve também, mediante oferecimento de incentivos fiscais, incentivar os cinemas a reduzirem o custo de seus ingressos. Dessa maneira, a situação vivenciada em ‘’Cine Hollywood’’ poderá ser visualizada na realidade de mais brasileiros." Gabriel Lopes, do Rio de Janeiro "O longa-metragem nacional "Na Quebrada" revela histórias reais de jovens da periferia de São Paulo, os quais, inseridos em um cenário de violência e pobreza, encontram no cinema uma nova perspectiva de vida. Na narrativa, evidencia-se o papel transformador da cultura por intermédio do Instituto Criar, que promove o desenvolvimento pessoal, social e profissional dos alunos por meio da sétima arte. Apresentando-se como um retrato social, tal obra, contudo, ainda representa a história de parte minoritária da população, haja vista o deficitário e excludente acesso ao cinema no Brasil, sobretudo às classes menos favorecidas. Todavia, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário analisar as causas corporativas e educacionais que contribuem para a continuidade da problemática em território nacional. Deve-se destacar, primeiramente, o distanciamento entre as periferias e as áreas de consumo de arte. Acerca disso, os filósofos Adorno e Horkheimer, em seus estudos sobre a "Indústria Cultural", afirmaram que a arte, na era moderna, tornou-se objeto industrial feito para ser comercializado, tendo finalidades prioritariamente lucrativas. Sob esse prisma, empresas fornecedoras de filmes concentram sua atuação nas grandes metrópoles urbanas, regiões onde prevalece a população de maior poder aquisitivo, que se mostra mais disposta a pagar um maior valor pelas exibições. Essa prática, no entanto, fomenta uma tendência segregatória que afasta o cinema das camadas menos abastadas, contribuindo para a dificuldade na democratização do acesso a essa forma de expressão e de identidade cultural no Brasil. Ademais, uma análise dos métodos da educação nacional é necessária. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relativos à aproximação do indivíduo com a cultura desde os primeiros anos escolares, fruto de uma educação tecnicista e pouco voltada para a formação cidadã do aluno. Dessa forma, com aulas voltadas para memorização teórica, o sistema educacional vigente pouco estimula o contato do estudante com as diversas formas de expressão cultural e artística, como o cinema, negligenciando, também, o seu potencial didático, notável pela sua inerente natureza estimulante. Tal cenário reforça a ideia da teórica Vera Maria Candau, que afirma que o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significativas para as inquietudes hodiernas. Assim, com a carência de um ensino que desperte o interesse dos alunos pelo cinema, a escola contribui para um afastamento desses indivíduos em relação ao cinema, o que constitui um entrave para que eles, durante a vida, tornem-se espectadores ativos das produções cinematográficas brasileiras e internacionais. É evidente, portanto, que a dificuldade na democratização do acesso ao cinema no Brasil é agravada por causas corporativas e educacionais. Logo, é necessário que a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania torne tais obras mais alcançáveis ao corpo social. Para isso, ela deve estabelecer parcerias público-privadas com empresas exibidoras de filmes, beneficiando com isenções fiscais aquelas que provarem, por meio de relatórios semestrais, a expansão de seus serviços a preços populares para regiões fora dos centros urbanos, de forma que, com maior oferta a um maior número de pessoas, os indivíduos possam efetivar o seu uso para o lazer e para o seu engrandecimento cultural. Paralelamente, o Ministério da Educação deve levar o tema às escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer por meio da substituição de parte da carga teórica da Base Nacional Comum Curricular por projetos interdisciplinares que envolvam exibição de filmes condizentes com a prática pedagógica e visitas aos cinemas da região da escola, para que se desperte o interesse do aluno pelo tema ao mesmo tempo em que se desenvolve sua consciência cultural e cidadã. Nesse contexto, poder-se-á expandir a ação transformadora da sétima arte retratada em "Na Quebrada", criando um legado duradouro de acesso à cultura e de desenvolvimento social em território nacional." VÍDEOS Inep divulga notas do Enem de 2019, que teve quatro milhões de candidatos Acabou o Enem, e agora - veja a íntegra do programa do G1 Initial plugin text
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17/01 - Enem 2019: candidatos nota 1 mil dão dicas de como fazer uma boa redação
Ao todo, foram 3,6 milhões de redações corrigidas, e somente 53 receberam pontuação máxima. Proposta de redação da prova do Enem 2019 - CADERNO AMARELO Reprodução Inep Dos quase quatro milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019, 53 candidatos tiraram nota 1 mil na redação, de acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep). Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Saiba onde usar a nota do Enem e confira datas para inscrições Veja íntegra de redações avaliadas com nota 1 mil no Enem 2019 O tema da redação do Enem 2019 foi "Democratização do acesso ao cinema no Brasil". Os estudantes tiveram acesso a textos de apoio como um trecho do artigo "O que é cinema", de Jean-Claude Bernardet; um trecho do texto "O filme e a representação do real", de C.F.Gutfreind. No total, o Inep diz que corrigiu 3.652.864 provas de redação do Enem, que aconteceu nos dias 4 e 11 de novembro. Os dados não incluem as provas do Enem PPL, aplicado para pessoas privadas de liberdade. O G1 conversou com alguns desses estudantes nota 1 mil, que deram dicas de como elaborar uma boa redação. Confira: Mapa mental Rascunho redação Enem 2019 Arquivo Pessoal/Daniel Gomes Daniel Gomes, 25 anos, foi um dos candidatos que atingiu a nota 1 mil na redação. Gomes mora em Fortaleza, cursa engenharia de produção na Universidade Federal do Ceará (UFC), e faz estágio na área. O último Enem dele foi em 2013. Agora, ele quer cursar medicina. Gomes diz que redigiu cerca de 80 redações ao longo de 2019 para treinar e não fez cursinho. "Sempre procurei estudar de forma profunda cada competência exigida pela banca e, principalmente, estudar as redações nota 1 mil e 980", afirma. "Eu tinha um mapa mental, um modelo de redação que poderia se adaptar a muitos temas. Isso me ajudou bastante", conta. Ele explica que o "mapa mental" era a estrutura da redação (introdução, desenvolvimento, conclusão); palavras conectoras que pudessem relacionar os parágrafos e unir ou contrapor as ideias, e também "agentes" que poderiam ser usados na conclusão, como ministérios do governo ligados à área, empresas, livros clássicos. Nesta redação em específico, ele citou o filme nacional Cine Holliúdy, de 2013, dirigido por Halder Gomes. Gomes conta que citou a falta de incentivos do governo para o audiovisual e propôs projetos para levar estudantes de escolas públicas para o cinema. Ele também citou incetivos fiscais que poderiam ser criados em troca de ingressos para comunidades carentes. Na conclusão ele argumentou que deveriam ser tomadas medidas para democratizar o acesso ao audiovisual, propondo um plano nacional. Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas Citação de filósofos Vitória Castro, aluna nota 1000 na redação do Enem 2019 no Piauí. Andrê Nascimento/G1 A estudante Vitória Castro, 19 anos, foi uma das estudantes do Piauí que conquistaram nota 1 mil na prova da redação do Enem 2019. Segundo ela, dois dos segredos para a nota máxima foram: fazer três redações por semana e estudar assuntos gerais de forma ampla, sem decorar temas específicos. “A gente nunca pensa que vai tirar uma bota nota, ainda mais nota 1 mil, mas eu estava confiante de que tinha feito uma bota redação. Quando vi o número na nota, fiquei muito feliz, corri pra falar pra todo mundo”, disse a candidata. Vitória contou o que fez para obter a nota máxima: praticou muito. Essa foi a terceira vez que ela fez a prova e já tinha obtido 940 pontos no Enem em 2018. “Fazia de duas a três redações por semana, no cursinho, em casa, e isso contribuiu muito, porque a prática leva à perfeição", disse Castro. "Alguns dos autores que li e citei na prova foram Gilberto Dimenstein, Milton Santos e John Locke.” Gilberto Dimenstein é um escritor e jornalista brasileiro; Milton Santos foi um geógrafo brasileiro que ganhou, em 1994, o Prêmio Vautrin Lud de Geografia, na França, considerado o Nobel de Geografia. Ele foi o primeiro brasileiro a realizar este feito e faleceu em 2001. John Locke é um filósofo britânico e considerado um dos principais expoentes do liberalismo, autor da obra 'Dois Tratados do Governo Civil'. Saúde mental em dia Gabriel Lopes, 20, é um dos candidatos nota mil do Enem 2019 Arquivo Pessoal, Gabriel Lopes Para o estudante do Rio de Janeiro, Gabriel Lopes, 20, tão importante quanto praticar a redação, são os cuidados com a saúde mental para a hora da prova. Ele disse que o candidato precisa estar bem para poder se concentrar e ir bem no exame. "Não é besteira, é muito importante estar com a mente e corpo sãos para fazer uma boa redação", disse Lopes que espera poder usar a nota do Enem para se inscrever no curso de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Lopes presta o Enem desde 2015 quando terminou o ensino médio e contou que escreveu ao menos uma redação por semana durante a preparação para a prova no Curso pH, da capital carioca. Ele contou que procurava praticar sempre que podia, e mesmo nas atividades de outras disciplinas, tentava argumentar para treinar para a prova. "A redação foi minha vida, eu lia jornal e pensava em temas, eu via possibilidades de redação em todo lugar", disse Lopes. O candidato citou o filme "Na Quebrada", do diretor Fernando Grostein Andrade e disse que aplicou conceitos dos filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer sobre a indústria cultural. Ele contou que passou a se interessar por temas filosóficos após ganhar um livro que resumia o pensamento de diversos intelectuais. De Machado de Assis a Kant Letícia Silva, do Piauí, foi uma das alunas a obter nota 1000 na redação do Enem em 2019. Letícia Silva/Arquivo pessoal Letícia Silva foi outra das estudantes piauenses a conseguir a nota 1 mil na redação do Enem 2019. Ela disse que usou na prova o embasamento que adquiriu lendo autores clássicos como o escritor brasileiro Machado de Assis e o filósofo alemão Immanuel Kant. “Eu me preparei fazendo umas três redações por semana", disse Silva. "Busquei ter embasamento em autores clássicos como Machado de Assis, de pensadores como Kant. No momento eu não lembro quais autores eu usei na prova, mas o tema permitia desenvolver e defender um ponto de vista, apesar de ter sido inesperado." A candidata contou que essa foi a terceira vez que fez o exame, e que em edições anteriores conseguiu a pontuação de 840 e 940 pontos. A jovem disse ainda que pretende cursar medicina na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Aristóteles e atualidades O estudante Thiago Nakazone, de 18 anos, comemora a conquista da nota mil na redação, com amigos e parentes. "Eu tomei como base alguns filósofos como Aristóteles, a quem eu poderia recorrer para argumentar. Não parei para assistir aos jornais, mas, sempre que estava em casa, via as notícias ou olhava o celular. Isso também me ajudou", afirmou o estudante, que fazia cerca de duas redações por mês para treinar a escrita. “Eu confesso que gostei. No dia da prova, passei a limpo a redação, transcrevi, e os professores gostaram. Só que eu não estava esperando mil. Foi realmente uma surpresa”, contou. Thiago Nakazone conquistou nota mil na redação do Enem 2019 Reprodução/Arquivo Pessoal Calma e confiança A estudante cearense Júlia Fernandes, de 17 anos, que obteve nota 1 mil, afirmou que uma das dicas para alcançar o feito é ter confiança. "Não adianta se desesperar, você precisa ter na sua cabeça que você é capaz, que passou meses se dedicando para isso e que, no final, é só uma prova. No mais, confiar em si mesmo é o que importa", afirma. Além disso, ela diz ser indispensável se manter informado sobre questões em pauta no atual governo. "Eu comecei fazendo o rascunho da redação para não ter problema com o tempo depois. Em seguida fiz as 45 questões de ciências humanas, passei a redação a limpo e no final marquei o gabarito. Eu fiz linguagens depois de passar a redação a limpo, pois é uma prova mais extensa, e eu demoro para ler tudo atentamente e poder marcar com cuidado." Júlia Fernandes e outros 52 candidatos do Enem 2019 tiraram nota máxima na redação Helene Santos/SVM Martin Scorsese e José Saramago Vinícius Amaral, 17 anos, usou a sua paixão por cinema para alcançar a nota 1 mil na redação. "Sou apaixonado por cinema, por isso que tive certa facilidade em associar alguns repertórios no momento da prova. Esse é meu terceiro Enem. Fiz no meu primeiro e segundo ano como treineiro. De primeira, não tive muita reação pois estava mais preocupado com a nota final. Só depois de somar tudo eu realmente parei pra pensar na nota de redação", contou o estudante. Para a prova de 2019, Vinícius contou que tentou expandir o repertório sociocultural, habilidade importante para as provas de redação, durante o ano de estudos. Ele explica que criou um método durante a preparação, que prefere não revelar, mas que se aplica a quase todos os temas possíveis. Paraense Vinícius Amaral obteve nota 1000 na redação do Enem Arquivo Pessoal VÍDEOS Inep divulga notas do Enem de 2019, que teve quatro milhões de candidatos Olhar em Pauta: conheça uma dos 53 estudantes nota mil na redação do Enem Professores comentam o tema da redação do Enem 2019 Initial plugin text
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17/01 - Estudante do Recife conquista nota mil na redação do Enem apostando em Aristóteles e atualidades
Thiago Nakazone, que quer cursar arquitetura, fazia duas redações por mês. Estudante Fernanda Nascimento conquistou a nota máxima em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Thiago Nakazone obteve nota mil na redação do Enem 2019 Reprodução/Arquivo pessoal O estudante Thiago Nakazone, de 18 anos, foi um dos 53 candidatos que conquistaram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019. Surpreendido pela nota, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Ministério da Educação (MEC), o jovem comemora a conquista com amigos e parentes. Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Saiba onde usar a nota do Enem e confira datas para inscrições Veja íntegra de redações avaliadas com nota 1 mil no Enem 2019 Ex-aluno de uma escola particular do Recife, Thiago concluiu o 3º ano do ensino médio em 2019 e já havia feito o Enem em anos anteriores. “Eles sempre procuram surpreender a gente com o tema. Todo mundo tem uma aposta, mas essa foi por um caminho diferente”, disse. No ano passado, a democratização do acesso ao cinema no Brasil foi o tema da redação. Thiago Nakazone obteve nota mil na redação do Enem 2019 Reprodução/Arquivo Pessoal "Eu tomei como base alguns filósofos como Aristóteles, a quem eu poderia recorrer para argumentar. Não parei para assistir aos jornais, mas, sempre que estava em casa, via as notícias ou olhava o celular. Isso também me ajudou", afirmou o estudante, que fazia cerca de duas redações por mês para treinar a escrita. “Eu confesso que gostei. No dia da prova, passei a limpo a redação, transcrevi, e os professores gostaram. Só que eu não estava esperando mil. Foi realmente uma surpresa”, contou. Depois de alcançar a nota máxima, Thiago aguarda a abertura do Sistema de Seleção Unificada para tentar uma vaga no curso de arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). "Tenho certeza de que a minha nota vai subir, porque o peso da redação para o meu curso é grande", afirmou. Thiago Nakazone conquistou nota mil na redação do Enem 2019 Reprodução/Arquivo Pessoal Nota máxima em Linguagens Também no Recife, a estudante Fernanda Nascimento, de 18 anos, conquistou a nota máxima em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. De acordo com o MEC, a pontuação mais alta na competência foi de 801,7. Fernanda Nascimento obteve 801,7 em Linguagens no Enem 2019, a maior nota da competência segundo o MEC Fernando Alves/Núcleo/Divulgação “Saí da prova sem saber muito bem como seria, mas não estava esperando esse resultado. Subiu muito em relação aos últimos anos”, disse a estudante, aprovada em primeiro lugar no curso de direito da Universidade de Pernambuco (UPE), pelo Sistema Seriado de Avaliação (SSA). Ex-aluna de uma escola particular da capital pernambucana, a jovem terminou o terceiro ano do ensino médio em 2019. “Eu já tinha feito o Enem nos outros anos do ensino médio como ‘treineira’. Achei essa última prova diferente, mais direta em 2019”, contou. Fernanda Nascimento teve a nota máxima de Linguagens no Enem 2019, segundo o MEC Reprodução/Internet Initial plugin text
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17/01 - Estudante nota 1 mil no Enem leu Machado de Assis na preparação; professor trabalhou interpretação de texto
Ao todo, 53 participantes tiraram nota 1 mil na redação do Enem 2019. Letícia Silva, do Piauí, foi uma das alunas a obter nota 1000 na redação do Enem em 2019. Letícia Silva/Arquivo pessoal Letícia Silva, uma das estudantes avaliadas com nota 1 mil na redação do Enem no Piauí, falou ao G1 que usou na prova o embasamento que adquiriu lendo autores clássicos como o escritor Machado de Assis e o filósofo alemão Immanuel Kant. Os resultados individuais do Enem 2019 foram divulgados na manhã desta sexta-feira (17). O candidato pode acessar as notas por meio de CPF e senha na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/) e pelo aplicativo do Enem. As notas dos 'treineiros' e espelho da redação saem em março. O professor de Letícia, Thiago Morais, disse que o foco da preparação dos alunos, durante o ano, foi a interpretação de texto. Além de Letícia, o professor já teve outros três estudantes com a nota máxima na prova em anos anteriores. Ao todo, no país, em 2019, foram 53 alunos nota 1 mil. Aluna nota 1 mil fazia três redações por semana e citou John Locke e Milton Santos Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Saiba onde usar a nota do Enem e confira datas para inscrições Letícia Silva foi mais uma aluna nota 1000 na redação do Enem no Piauí. Divulgação “Eu me preparei fazendo umas três redações por semana. Busquei ter embasamento em autores clássicos como Machado de Assis, de pensadores como Kant. No momento eu não lembro quais autores eu usei na prova, mas o tema permitia desenvolver e defender um ponto de vista, apesar de ter sido inesperado”, contou a estudante. O professor da garota disse que ela, assim como os outros alunos do cursinho de redação, fez muitas leituras durante o ano e um dos focos foi a interpretação de texto. Segundo ele, muitos alunos não obtém boas notas porque não entendem o que é pedido na prova. Professor de redação, Thiago Morais. Andrê Nascimento/G1 “Muitos alunos vão mal no Enem porque não conseguem interpretar o tema. Muitos, no ano passado, acabaram entendendo que [o tema, "democratização do acesso ao cinema no Brasil"] tratava de acessibilidade, eles entenderam errado e isso acabou com a redação deles. Em 2018, muitos também não conseguiram entender o tema ‘manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet’. Por exemplo, não entenderam o sentido da palavra ‘dados’, que é polissêmica, tem muitos sentidos, então ficaram em dúvida e também não foram bem”, disse o professor. Letícia disse que nos anos anteriores, em que já fez a prova por duas vezes, tinha obtido 840 e 940 pontos. A jovem disse que pretende cursar medicina na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). VÍDEO Estudantes falam sobre difícil rotina para boas notas no Enem Initial plugin text
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17/01 - Aluna do PI nota 1 mil no Enem fazia três redações por semana e citou John Locke e Milton Santos
A menina contou que pretende cursar medicina em Teresina. Vitória Castro, aluna nota 1000 na redação do Enem 2019 no Piauí. Andrê Nascimento/G1 A estudante Vitória Castro, 19 anos, foi uma das estudantes do Piauí que conquistaram nota 1 mil na prova da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019. Segundo ela, dois dos segredos para a nota máxima foram: fazer três redações por semana e estudar assuntos gerais de forma ampla, sem decorar temas específicos. Ao todo, 53 participantes tiveram nota 1 mil na redação do Enem 2019. As notas individuais do Enem 2019 foram divulgadas nesta sexta-feira (17) por volta das 8h30 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Estudante nota 1 mil no Enem leu Machado de Assis na preparação; professor trabalhou interpretação de texto Entenda para que serve a nota do Enem “A gente nunca pensa que vai tirar uma boa nota, ainda mais nota 1000, mas eu estava confiante de que tinha feito uma boa redação. Quando vi o número na nota, fiquei muito feliz, corri pra falar pra todo mundo”, disse ela. Vitória contou o que fez para obter a nota máxima: praticou muito. Essa foi a terceira vez que ela fez a prova e já tinha obtido 940 pontos no Enem em 2018. “Fazia de duas a três redações por semana, no cursinho, em casa, e isso contribuiu muito, porque a prática leva à perfeição. Alguns dos autores que li e citei na prova foram Gilberto Dimenstein, Milton Santos e John Locke”, contou. Gilberto Dimenstein é um escritor e jornalista brasileiro; Milton Santos foi um geógrafo brasileiro que ganhou, em 1994, o Prêmio Vautrin Lud de Geografia, na França, considerado o Nobel de Geografia. Ele foi o primeiro brasileiro a realizar este feito e faleceu em 2001. John Locke é um filósofo britânico e considerado um dos principais expoentes do liberalismo, autor da obra 'Dois Tratados do Governo Civil'. Segundo a aluna, o tema "Democratização do acesso ao cinema", considerado inesperado, não foi fácil de desenvolver, mas ela se sentiu preparada por não ter estudado para temas específicos, mas sim de forma ampla e atual. "No dia da prova, é importante que o aluno esteja preparado pra fazer redações, de forma geral, e não decorar temas. Então quando vi o tema inesperado, não fiquei nervosa. Anotei alguns assuntos que eu lembrava, associados ao tema, fiz toda a prova, voltei para a redação, fiz o rascunho e passei a limpo", lembrou. A menina contou que pretende cursar medicina em Teresina. VÍDEO Estudantes falam sobre difícil rotina para boas notas no Enem Initial plugin text
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17/01 - Enem 2019 teve 53 participantes com nota 1 mil na redação, diz Inep; veja íntegra de texto e dicas
Os resultados individuais do exame foram divulgados na manhã desta sexta-feira (17). Notas dos 'treineiros' e espelho da redação saem em março. Notas médias dos estudantes no Enem caem em 4 das 5 áreas avaliadas O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 teve 53 notas 1 mil na redação, de acordo com um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta sexta-feira (17). Esta é a maior pontuação que pode ser atingida. Na edição anterior, houve 55 redações com esta avaliação. Candidatos nota 1 mil dão dicas de como fazer uma boa redação Veja íntegra de redações avaliadas com nota 1 mil no Enem 2019 Saiba onde usar a nota do Enem e confira datas para inscrições Os resultados individuais do exame foram divulgados nesta sexta-feira (17). O candidato pode acessar as notas por meio de CPF e senha na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/) e pelo aplicativo do Enem. As notas dos 'treineiros' e espelho da redação saem em março. O tema da redação do Enem 2019 foi "Democratização do acesso ao cinema no Brasil". Os estudantes tiveram acesso a textos de apoio como um trecho do artigo "O que é cinema", de Jean-Claude Bernardet; um trecho do texto "O filme e a representação do real", de C.F.Gutfreind; um infográfico do periódico "Meio e a Mensagem" sobre o percentual de brasileiros que frequentam as salas de cinema; e um trecho do texto "Cinema perto de você", da Ancine. Resultado individual do Enem 2019 é divulgado Reprodução/Inep Candidato nota mil dá dicas Rascunho de redação nota 1 mil no Enem 2019 Arquivo Pessoal/Daniel Gomes Daniel Gomes, 25 anos, foi um dos candidatos que atingiu a nota 1 mil na redação. Gomes mora em Fortaleza, cursa engenharia de produção na Universidade Federal do Ceará (UFC), e faz estágio na área. O último Enem dele foi em 2013. Agora, ele quer cursar medicina. Gomes diz que redigiu cerca de 80 redações ao longo de 2019 para treinar e não fez cursinho. "Sempre procurei estudar de forma profunda cada competência exigida pela banca e, principalmente, estudar as redações nota 1 mil e 980", afirma. "Eu tinha um mapa mental, um modelo de redação que poderia se adaptar a muitos temas. Isso me ajudou bastante", conta. Ele explica que o "mapa mental" era a estrutura da redação (introdução, desenvolvimento, conclusão); palavras conectoras que pudessem relacionar os parágrafos e unir ou contrapor as ideias, e também "agentes" que poderiam ser usados na conclusão, como ministérios do governo ligados à área, empresas, livros clássicos. Nesta redação em específico, ele citou o filme nacional Cine Holliúdy, de 2013, dirigido por Halder Gomes. Gomes conta que citou a falta de incentivos do governo para o audiovisual e propôs projetos para levar estudantes de escolas públicas para o cinema. Ele também citou incetivos fiscais que poderiam ser criados em troca de ingressos para comunidades carentes. Na conclusão ele argumentou que deveriam ser tomadas medidas para democratizar o acesso ao audiovisual, propondo um plano nacional. Confira outras dicas de candidatos que tiraram nota 1 mil na redação Veja íntegra da redação nota 1 mil A pedido do G1, Daniel Gomes enviou a íntegra da redação avaliada com nota 1 mil no Enem 2019. Confira o texto abaixo: "O filme ‘’Cine Hollywood’’ narra a chegada da primeira sala de cinema na cidade de Crato, interior do Ceará. Na obra, os moradores do até então vilarejo nordestino têm suas vidas modificadas pela modernidade que, naquele contexto, se traduzia na exibição de obras cinematográficas. De maneira análoga à história fictícia, a questão da democratização do acesso ao cinema, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à exclusão da parcela socialmente vulnerável da sociedade. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado em relação à cultura e a negligência de parte das empresas que trabalham com a ‘’sétima arte’’ contribuem para a perpetuação desse cenário negativo. Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para democratizar o acesso ao cinema no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Cultura exerce na administração do país. Instituído para se rum órgão que promova a aproximação de brasileiros a bens culturais, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco privilegiadas ao mundo dos filmes, como a distribuição de ingressos em instituições públicas de ensino básico e passeios escolares a salas de cinema. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo de exclusão da população mais pobre a esse tipo de entretenimento. Logo, é substancial a mudança desse quadro. Outrossim, é imperativo pontuar que a negligência de empresas do setor – como produtoras, distribuidoras de filmes e cinemas – também colabora para a dificuldade em democratizar o acesso ao cinema no Brasil. Isso decorre, principalmente, da postura capitalista de grande parte do empresariado desse segmento, que prioriza os ganhos financeiros em detrimento do impacto cultural que o cinema pode exercer sobre uma comunidade. Nesse sentido, há, de fato, uma visão elitista advinda dos donos de salas de exibição, que muitas vezes precificam ingressos com valores acima do que classes populares podem pagar. Consequentemente, a população de baixa renda fica impedida de frequentar esses espaços. É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso democrático ao cinema no país. Posto isso, o Ministério da Cultura deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil, Agência Nacional de Cinema (ANCINE) e profissionais da área, lançar um Plano Nacional de Democratização ao Cinema no Brasil, a fim de fazer com que o maior número possível de brasileiros possa desfrutar do universo dos filmes. Tal plano deverá focar, principalmente, em destinar certo percentual de ingressos para pessoas de baixa renda e estudantes de escolas públicas. Ademais, o Governo Federal deve também, mediante oferecimento de incentivos fiscais, incentivar os cinemas a reduzirem o custo de seus ingressos. Dessa maneira, a situação vivenciada em ‘’Cine Hollywood’’ poderá ser visualizada na realidade de mais brasileiros." Confira outras redações com nota 1 mil VÍDEO Inep divulga notas do Enem de 2019, que teve quatro milhões de candidatos Initial plugin text
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17/01 - Resultado do Enem 2019 inspira memes e desabafos nas redes sociais
Notas foram divulgadas pelo Inep pouco depois das 10h30 desta sexta-feira (17). Resultado individual do Enem 2019 é divulgado Reprodução/Inep As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 foram divulgadas na manhã desta sexta-feira (17), e vários candidatos foram para as redes sociais fazer piadas e memes sobre a situação. Por volta das 10h, "Enem" era um dos temas mais comentados no Twitter mundial. VEJA COMO CONSULTAR O RESULTADO DO ENEM 2019 Nesta edição, as notas médias caíram em todas as provas objetivas, em comparação com o ano anterior. Além disso, 53 alunos tiraram nota 1 mil na redação, de acordo com o Ministério da Educação, que convocou uma coletiva de imprensa para dar detalhes sobre a prova. A ansiedade para conferir os resultados rendeu uma série de memes no Twitter seja para comemorar a nota boa ou, pelo menos, rir do resultado. Veja abaixo algumas das piadas que mobilizaram os candidatos do Enem nesta sexta: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text VÍDEOS Entenda como a nota do Enem influencia no Sisu com simulador Como funciona o acesso a universidades com a nota do ENEM Initial plugin text
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17/01 - Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas
Inep divulgou nesta sexta-feira (17) o resultado do Enem. As notas médias em todas as disciplinas caíram. 53 participantes tiraram nota 1 mil na redação. A nota média das 3.709.809 pessoas que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 caiu nas quatro provas objetivas, em comparação com a edição anterior. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na manhã desta sexta-feira (17). Notas do Enem 2019 são divulgadas pelo Inep Resultado do Enem 2019 inspira memes e desabafos nas redes sociais Enem 2019 teve 53 participantes com nota 1 mil na redação Sisu 2020: veja dicas para inscrição na seleção do primeiro semestre Para calcular as notas, o Inep usa a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – conjunto de modelos matemáticos que permite comparar edições anteriores da avaliação e avaliar os estudantes de forma coerente com os erros e acertos, detectando "chutes". Já as redações são corrigidas uma a uma pelos mais de 5 mil avaliadores, conforme explicou o Inep. Em redação, a nota média foi de 592,9. O número de candidatos com nota 1 mil caiu de 55 para 53 em relação a 2018. O número de redações nota zero aumentou de 112.559 para 143.736. Questionado sobre a queda das médias nas notas do Enem, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o exame não pode ser usado para medir o ensino no país, mas que o resultado mostra que os alunos não evoluíram. "O ensino não avançou no Brasil. O resultado mostra que os alunos não apresentaram uma evolução ano contra ano, porque o pessoal votou no PT e tem a lápide da educação aqui embaixo, do Paulo Freire. É o paradigma do fracasso. Pior país da América do Sul. É isso", declarou. Entre os países da América do Sul avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), o Brasil não está nem entre os primeiros nem em último, considerando o desempenho geral. Gilberto Alvarez, diretor do Cursinho da Poli, analisa que as médias das notas mostram uma estabilidade com tendência de queda em relação a 2018. “Me preocupa o início de queda, porque essa radiografia mostra que nós temos que atuar, urgentemente, para melhorar nossa educação básica", destacou. Para Alvarez, apesar de todas as polêmicas, a prova manteve seu estilo: não aumentou, nem diminuiu o nível de dificuldade. "A prova do Enem continua primando pela excelência, é uma prova muito importante para o Estado brasileiro porque ela é uma prova diagnóstica. Ela possibilita que o Brasil analise as médias e os micro dados e com eles estabeleça política publicas sérias e aprofundadas para melhorar a educação no país", analisa. Veja abaixo as médias gerais dos participantes por áreas, em 2019, comparadas aos anos anteriores: Enem 2019: Nota média em matemática Educação G1 Enem 2019: Nota média em ciências humanas Educação G1 Enem 2019: Nota média em linguagens G1 Educação Enem 2019: Nota média em ciências da natureza Educação G1 Resultado de todas as áreas do conhecimento Linguagens Nota mínima – 322,0 Nota máxima – 801,7 Nota média geral – 520,9 Ciências humanas Nota mínima – 315,9 Nota máxima – 835,1 Nota média geral – 508,0 Matemática Nota mínima – 359,0 Nota máxima – 985,5 Nota média geral – 523,1 Ciências da natureza Nota mínima – 327,9 Nota máxima – 860,9 Nota média geral – 477,8 Redação 143.736 pessoas zeraram a redação. Em 56 mil casos, o motivo da nota zero foi porque o participante entregou a prova em branco. Enem 2019 teve 53 participantes com nota 1 mil na redação, diz Inep; veja íntegra de texto e dicas VÍDEOS Inep divulga notas do Enem de 2019, que teve quatro milhões de candidatos Resultado do Enem sai hoje G1 em 1 Minuto: Notas do Enem 2019 são divulgadas pelo Inep Initial plugin text
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17/01 - Resultado do Enem 2019 é divulgado pelo Inep; saiba como consultar a nota
Notas individuais do Enem já está disponível; 4 milhões de participantes fizeram as provas em 3 e 10 de novembro. Resultados dos 'treineiros' sairão apenas em março. Resultado individual do Enem 2019 é divulgado Reprodução/Inep As notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foram divulgadas nesta sexta-feira (17) por volta das 8h30 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O G1 conseguiu acessar as notas por meio de CPF e senha na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/) e pelo aplicativo do Enem. Até as 11h30, mais de 1 milhão de participantes já havia acessado o sistema, segundo o Inep. Quem não lembra da senha para acessar os dados pode recuperá-la ou mesmo resetá-la e fazer uma nova. Confira aqui o passo a passo para recuperar a senha do Enem. Os participantes poderão consultar a nota da redação (que varia de zero a 1 mil) e o desempenho em cada área de conhecimento: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática. Notas médias do Enem 2019 caem em todas as provas objetivas Enem 2019 teve 53 participantes com nota 1 mil na redação Candidatos nota 1 mil dão dicas de como fazer uma boa redação Veja íntegra de redações nota 1 mil Por volta do meio dia, o Inep postou nas redes sociais que a recuperação de senha pode demorar por causa da quantidade de pessoas acessando o sistema. Inep faz postagem durante a divulgação das notas do Enem de 2019. Reprodução/Redes sociais De acordo com o Inep, 3.935.237 pessoas fizeram o Enem 2019 em 3 e 10 de novembro – 72,81% dos 5.095.388 inscritos. Quem fez a prova como “treineiro”, ou seja, que ainda não concluiu o ensino médio, terá que esperar até março para acessar o boletim individual. O espelho da redação também será divulgado na mesma data. Entenda para que serve a nota do Enem Nota do Enem é calculada por método 'antichute'; saiba como funciona o TRI Sisu, Prouni e Fies: veja datas para o 1º semestre de 2020 Notas médias caem As notas médias do Enem 2019 caíram em todas as áreas objetivas, se comparadas à edição anterior, de acordo com o Inep. Notas médias do Enem, por edição Para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o resultado mostra que os alunos não evoluíram. "O ensino não avançou no Brasil. O resultado mostra que os alunos não apresentaram uma evolução ano contra ano, porque o pessoal votou no PT e tem a lápide da educação aqui embaixo, do Paulo Freire. É o paradigma do fracasso. Pior país da América do Sul. É isso", afirmou durante entrevista coletiva, em Brasília, nesta sexta. Entre os países da América do Sul avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), o Brasil não está nem entre os primeiros nem em último, considerando o desempenho geral. Gilberto Alvarez, diretor do Cursinho da Poli, afirma que a prova manteve seu estilo: não aumentou, nem diminuiu o nível de dificuldade. "A prova do Enem continua primando pela excelência. Ela possibilita que o Brasil analise as médias e os micro dados e com eles estabeleça política publicas sérias e aprofundadas para melhorar a educação no país", analisa. Redações nota 1 mil Em redação, a nota média foi de 592,9. O número de candidatos com nota 1 mil caiu de 55 para 53 em relação ao ano passado. O número de redações nota zero aumentou de 112.559 para 143.736. Em 56 mil casos, o motivo da nota zero foi porque o participante entregou a prova em branco. Rascunho de redação nota mil no Enem 2019 Arquivo Pessoal/Daniel Gomes Confira abaixo onde usar as notas do Enem: Quando se inscrever no Sisu 2020? O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o sistema do MEC que reúne centenas de milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. Para participar do Sisu em 2020, é preciso ter feito o Enem 2019 e não ter tirado nota zero na prova de redação. O prazo começa na próxima terça (21) e encerra às 23h59, na sexta-feira (24). A inscrição é feita pelo site do programa: http://sisu.mec.gov.br/. Neste primeiro semestre, serão ofertadas 237.128 vagas em 128 instituições de todo o país. No site do Sisu é possível escolher duas opções de curso. Quem teve melhor pontuação no Enem tem mais chances de conquistar a vaga. Cronograma do Sisu 2020: Abertura das inscrições: 21 de janeiro Fim das inscrições: 23h59 de 24 de janeiro Resultado: 28 de janeiro Além do Sisu, as notas do Enem podem ser usadas pelos candidatos no Programa Universidade para Todos (ProUni), Financiamento Estudantil (Fies), e em 37 universidades de Portugal. Veja abaixo os cronogramas para o Prouni e para o Fies. Quando abre Prouni? O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais em universidades privadas em cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica. O programa tem dois critérios de avaliação: desempenho no Enem e a avaliação da renda familiar. Cronograma do Prouni 2020: Início das inscrições: 28 de janeiro Fim das inscrições: 31 de janeiro Primeira chamada: 4 de fevereiro Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 4 a 11 de fevereiro Segunda chamada: 18 de fevereiro Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 18 a 28 de fevereiro Adesão à lista de espera: 6 a 9 de março Quando abre o Fies 2020? O Programa de financiamento Estudantil (Fies) é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas e, atualmente, possui duas categorias: a primeira, oferece vagas com juros zero para os estudantes com renda mensal familiar de até três salários mínimos. Já a segunda, chamada P-Fies, é direcionada para os estudantes com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos. MEC prevê reduzir número de vagas do Fies a partir de 2021 Fies 2020: MEC divulga cronograma de programa de financiamento para estudantes do ensino superior Cronograma do Fies 2020: Inscrições: 5 a 12 de fevereiro Pré-seleção: 26 de fevereiro Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março Enem 2020 Neste ano, o Inep deverá testar uma versão totalmente digital do Enem. O projeto é piloto e não será aplicado a todos os participantes. A ideia é testar o modelo para 50 mil candidatos de 15 capitais. Enem vai ser 100% digital até 2026, diz Inep Os participantes poderão escolher no momento da inscrição se querem aderir ao modelo digital ou se preferem fazer a prova escrita tradicional. As 50 mil vagas serão preenchidas por ordem de chegada. O valor da taxa será o mesmo. O Enem digital em formato piloto acontecerá nos dias 11 e 18 de outubro. Já o Enem regular acontecerá em 1º e 8 de novembro. Confira abaixo alguns pontos da mudança: A aplicação em 2020 será em 15 capitais brasileiras: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP); A adesão dos candidatos será opcional no ato de inscrição, até um total de 50 mil participantes, o equivalente a 1% do total de participantes; O valor da inscrição será o mesmo para todos os participantes; O Inep estima investir cerca de R$ 20 milhões no projeto-piloto de 2020, e não pretende comprar novos computadores, mas sim usar equipamentos de instituições de ensino localizadas nas cidades participantes; Entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto e participação opcional; A partir de 2026, o Enem será 100% digital; Tanto as provas objetivas quanto a prova de redação serão feitas em formato digital no piloto; O Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) só passará ao formato digital a partir de 2026. Mapa mostra as 15 capitais brasileiras que participaração da primeira edição do Enem digital, em 2020, em projeto-piloto Rodrigo Sanches/G1 VÍDEOS Inep divulga notas do Enem de 2019, que teve quatro milhões de candidatos Entenda como a nota do Enem influencia no Sisu com simulador Como funciona o acesso a universidades com a nota do ENEM Initial plugin text
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17/01 - 'Fazia faxinas para poder estudar': a história da ex-empregada doméstica que se tornou doutora
Simone Marasco trabalhou por quase oito anos como empregada doméstica e faxineira para que pudesse estudar. Simone (ao centro) e os professores: oito anos como empregada e faxineira para que pudesse estudar Arquivo pessoal Dois meses atrás, Simone Marasco, 34 anos, comemorou a conclusão do doutorado. O fato fez com que ela relembrasse as dificuldades que enfrentou desde a infância para que pudesse estudar. Por cerca de oito anos, trabalhou como empregada doméstica e faxineira e se dividiu entre os livros e itens de limpeza. Hoje, se orgulha da sua história de vida. Em relato à BBC News Brasil, ela conta as dificuldades e humilhações que enfrentou até se tornar doutora. Abaixo, leia o relato da história de Simone: Após concluir doutorado, Simone quer se tornar professora de latim, mas afirma que há poucas oportunidades na área Arquivo pessoal Durante a minha infância e adolescência, eu só pensava em estudar para mudar de vida. Sou filha de uma costureira e de um pedreiro, que sequer completaram o ensino fundamental. Morávamos na periferia de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Para ter dinheiro para comprar itens como materiais escolares, comecei a fazer diversos bicos desde cedo. Fui babá, entreguei salgadinhos e fui servente de pedreiro para o meu pai. Quando terminei o ensino fundamental, deixei a minha escola na periferia para estudar em um colégio público na região central de Juiz de Fora. Mas havia um problema: eu não tinha dinheiro para pagar as passagens de ônibus para que pudesse me locomover diariamente ao novo colégio. Os meus pais não tinham condições para me ajudar no transporte escolar. Por isso, procurei um trabalho fixo. Assim, me tornei empregada doméstica aos 14 anos, em uma casa próxima à região em que eu morava com a minha família. Passei a me dividir entre o trabalho com serviços domésticos e os estudos. Para fazer atividades escolares, restavam somente as madrugadas. Fiz o primeiro e o segundo ano do ensino médio em uma escola pública, na região central de Juiz de Fora. Eu trabalhava no período da manhã e da tarde. Saía do serviço e logo pegava o ônibus em direção à escola. No terceiro ano, estudei em uma escola particular, porque o colégio público onde eu estudava entrava muito em greve e eu queria ter uma boa preparação para o vestibular daquele ano. Grande parte do meu salário como empregada doméstica passou a ser destinada à mensalidade da escola. Apesar de ser a caçula entre os meus irmãos, fui a primeira a concluir o ensino médio. Para me preparar para o vestibular, usava quase todo o meu tempo livre, em meio ao trabalho e escola. No meu quarto, cortava folhas com fórmulas importantes para que eu pudesse memorizar. Depois de tanta dedicação, fui aprovada no curso de Letras na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com habilitação em português e latim. Acesso ao ensino superior Nas últimas décadas, o Brasil adotou políticas públicas de inclusão no ensino superior - como as cotas para pessoas de baixa renda familiar, oriundos de escola pública ou pardos e negros. Houve também as criações de financiamento estudantil, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e as concessões de bolsas parciais ou integrais na rede privada, por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). Apesar das medidas, especialistas afirmam que o acesso à educação superior ainda é para uma minoria no país. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de baixa renda tem atraso escolar quatro vezes maior que as pessoas com rendimentos maiores. "Houve aumento no acesso ao ensino superior nas últimas décadas, com as políticas de expansão da educação superior e de ação afirmativa. Mas o percentual de alunos matriculados não é distribuído de maneira uniforme em termos de renda, cor e região do país", pontua a pesquisadora Rosana Heringer, doutora em Sociologia e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os mais pobres são os que menos chegam ao ensino superior. Segundo Heringer, as razões para isso incluem desde a trajetória escolar, que muitas vezes tem um ensino fundamental e médio da pior qualidade, à entrada precoce - ainda no início da adolescência - no mercado de trabalho. A universidade Quando ingressei na universidade, ainda não haviam entrado em vigor políticas públicas de acesso ao ensino superior como as cotas para pessoas de baixa renda. Mesmo não tendo a oportunidade de recorrer à cota na minha época, sei que é uma medida muito necessária. É como se fosse um paliativo até que a educação básica seja equiparada (entre escolas públicas e privadas). Na universidade, me encantei pela literatura latina, principalmente pela mitologia greco-romana. Por isso, decidi que queria trabalhar, principalmente, com o latim. Durante a graduação, minha rotina de aprendizado continuou a mesma do ensino médio: estudar durante a madrugada. Enquanto as pessoas liam os textos para as aulas durante o dia ou no trabalho, eu não poderia deixar o banheiro cheio de água ou parar outra atividade para ler. Então, minha vida sempre foi estudar na madrugada. Dormia de quatro a seis horas por dia. Virar a noite sempre foi comum para mim. No começo da graduação, mudei de casa e passei a trabalhar com uma nova família. Nesse novo trabalho, sofri muita humilhação. A avó do meu patrão guardava toda a comida do almoço na geladeira, pegava um pote com o almoço do dia anterior e dizia que eu deveria comer aquilo. Mesmo sobrando, ela não deixava que eu comesse a mesma comida que haviam almoçado naquele dia. O meu prato, copo e talheres eram separados. Diziam que eu não poderia usar os mesmos itens da família. Me sentia como uma peça da casa. Esse era um dos principais motivos para que eu quisesse deixar de ser empregada doméstica o quanto antes. Passei pouco mais de um ano nessa casa. Pouco após entrar na universidade, abandonei o serviço fixo como doméstica e me tornei diarista. Foi até mesmo uma forma para conciliar com a universidade, porque comecei a fazer algumas disciplinas durante a tarde. Eu fazia as diárias nas casas de estudantes e de servidores da universidade. Um ia contanto para o outro sobre o meu trabalho e acabavam surgindo novos serviços. Eu estipulava os dias e horários em que poderia trabalhar, conforme as aulas de cada semestre. Os meus principais clientes eram universitários, que me pagavam para fazer faxinas em repúblicas. Era uma função, muitas vezes, complicada, porque alguns jovens não me respeitavam, eu recebia cantadas e chegaram a tentar me agarrar. Mesmo com dificuldades, nunca pensei em parar de fazer faxinas. Era a única forma que eu tinha para comprar os materiais necessários para a universidade e pagar o meu próprio almoço. Nem sempre eu tinha dinheiro para comer e, por isso, uma professora costumava me ajudar. Ela sabia das minhas dificuldades, então me chamava para fazer faxinas e também me levava para almoçar em sua casa. Um dos pontos positivos em ter sido diarista é que conheci pessoas incríveis nesse período. Aos 21 anos, concluí a graduação. Ainda continuei trabalhando como diarista, pois estava desempregada. Na época, fiz um processo seletivo e fui aprovada no mestrado em estudos literários, com foco na literatura latina, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Juntei dinheiro e me mudei para Belo Horizonte. Fiz o mestrado na UFMG por um ano. Na época, não consegui nenhum tipo de bolsa para me ajudar financeiramente. Por isso, precisei me dividir entre os estudos e algumas faxinas. Mas consegui poucos trabalhos como diarista naquela região, pois conhecia poucas pessoas. Quando estava na metade desse mestrado, o pouco dinheiro que eu tinha foi levado durante um assalto. Não tive condições financeiras para me manter em Belo Horizonte e voltei para Juiz de Fora. Eu ainda planejava concluir o mestrado na capital, mas a minha orientadora da época me desestimulou. Ela me disse que eu deveria escolher entre trabalhar ou estudar, porque eu deveria me dedicar totalmente aos estudos. Eu expliquei que não tinha bolsa na universidade, então precisava trabalhar, porque senão poderia até ficar sem comer. Mas ela não entendeu. Por fim, desisti desse primeiro mestrado. Nesse mesmo ano, me tornei professora substituta na UFJF. O contrato era de dois anos. A partir de então, abandonei a função de diarista. O salário como professora era quatro vezes maior do que o que eu ganhava com faxinas. Com o primeiro salário, reformei o telhado da casa dos meus pais (hoje já falecidos). Chovia muito dentro de casa e ajudá-los. Para mim, isso foi a minha independência. Apesar de ter começado a trabalhar cedo, aquele momento foi a primeira vez em que vi que poderia fazer algo para ajudar meus pais. Comecei a namorar. Meu companheiro, que hoje é meu marido, cursava física na UFJF. Ele passou em um concurso público para lecionar em Volta Redonda (RJ). Eu disse que me mudaria com ele somente se eu fosse aprovada e conseguisse bolsa em um mestrado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fiz a prova e fui selecionada para o mestrado na UFRJ, com bolsa. Me mudei para Volta Redonda com o meu companheiro. Em uma motocicleta, percorria quase diariamente os cerca de 130 quilômetros que separam Volta Redonda, onde morávamos, e a capital do Rio de Janeiro. Quando concluí o mestrado, logo comecei o doutorado em letras clássicas, onde também consegui bolsa para me manter. Pós-graduação De acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no Brasil havia, até o fim do ano passado, 131,6 mil pessoas matriculadas em mestrados e 114,8 mil matriculados em doutorados - os dados correspondem a diferentes áreas de estudos. Em 2019, segundo a Capes, foram destinadas 95 mil bolsas divididas entre mestrado (R$ 1,5 mil cada bolsa), doutorado (R$ 2,2 mil) e pós-doutorado (R$ 4,1 mil) no Brasil. A Capes afirma que concede bolsas de estudo para estimular a "formação de recursos humanos de alto nível, consolidando assim os padrões de excelência imprescindíveis ao desenvolvimento do Brasil." Em 2019, a entidade anunciou contingenciamento de despesas e cortou mais de 11 mil bolsas de diferentes áreas. O fato causou revolta e especialistas disseram que traria graves prejuízos à pesquisa no país. Posteriormente, a Capes anunciou gradativamente, ao longo do ano passado, a retomada das bolsas. No fim do ano, segundo a entidade, todas haviam sido retomadas, após liberação total dos R$ 3, 98 bilhões que eram aguardados para 2019. Diretora de avaliação da Capes, Sônia Báo ressalta que as bolsas são fundamentais para que muitos pesquisadores e estudantes consigam continuar com suas atividades. Apesar de não haver dados específicos sobre o tema, ela afirma que nos últimos anos houve aumento no número de pessoas com menor renda na pós-graduação. "As políticas, atualmente, iniciam-se no acesso ao ensino superior uma vez que 50% das vagas da Universidades Públicas são destinadas aos estudantes provenientes de escolas públicas (cotas sociais). Este é um início para que a carreira acadêmica possa ser seguida. No entanto, seguir a carreira acadêmica envolve outros aspectos, onde destaco a paixão pelo ensinar e fazer pesquisa", afirma Sônia. Para as pessoas de baixa renda que não conseguem bolsas, muitas vezes torna-se impossível concluir uma pós-graduação, segundo estudiosos. Um dos principais motivos é que essas áreas costumam exigir dedicação quase exclusiva do acadêmico e podem impedi-lo de ter um emprego fixo. "Tive estudantes de pós-graduação em com rendas menores que tiveram dificuldades de acompanhar e concluir o curso, principalmente em função das dificuldades econômicas", declara Rosana Heringer. Depois de formados, um dos dilemas enfrentados por muitos que concluem o mestrado ou doutorado é a busca por um emprego na área. "Hoje existe um maior acesso aos cursos de pós-graduação e, por consequência, um número maior de concluintes. Não é possível generalizar, pois em muitas áreas os recém mestres e recém doutores são demandados e há mais oportunidades. Mas, em outras áreas, onde há menor demanda por profissionais com esta qualificação, é mais difícil para mestres e doutores conseguirem se inserir no mercado de trabalho em ocupações correspondentes ao seu nível de formação", explica Rosana Heringer. "Temos visto muitos doutores que terminam por trabalhar em atividades que exigem menor qualificação, situação relacionada também à crise do mercado de trabalho brasileiro. Dada esta precariedade no mercado de trabalho acredito que para muitos profissionais a situação é mais difícil hoje", acrescenta Heringer. Simone, a filha e o marido: ela quer que a garota aprenda desde cedo sobre a importância da educação Arquivo pessoal 'As bolsas foram fundamentais' Em novembro passado, concluí o doutorado. Somente terminei o mestrado e o doutorado porque tive bolsas. Não conseguiria essa formação se não fossem esses auxílios. Não considero que minha história seja exemplo de meritocracia, pois sei que sou o que sou porque tive acesso a políticas públicas voltadas para a educação. Existiria meritocracia se todas as pessoas tivessem as mesmas oportunidades e o mesmo modo de vida. Entre as pessoas que tinham mesmo estilo de vida que o meu, poucas conseguiram concluir a graduação. Agora que concluí o doutorado, estou em busca de um emprego como professora de latim. A grande dificuldade é que não se dá aula de latim em qualquer lugar. Mas seguirei tentando. Porém, não descarto, daqui a algum tempo, se nada aparecer, atuar em outras áreas, talvez como professora de português. Por enquanto, tenho administrado uma loja de produtos geeks em Volta Redonda, que é do meu marido e um sócio dele. Hoje me divido entre o trabalho na loja e os cuidados com a minha filha, de três anos. Quero que ela entenda a importância do estudo e tenha uma infância mais tranquila que a minha. Porque quando eu era criança e adolescente, nunca tive tempo para grandes aspirações. Só imaginava que o estudo era a única forma de mudar a minha realidade.
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17/01 - Enem 2019: resultado é divulgado nesta sexta-feira pelo Inep; saiba como consultar a nota
As notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) saem nesta sexta-feira (17). Com o resultado em mãos, os alunos podem se programar para concorrerem às vagas ao ensino superior e a programas como Sisu, Prouni e Fies. Enem 2019, caderno azul para PPL e quem pediu reaplicação da prova Reprodução/Inep As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 foram divulgadas nesta sexta-feira (17) por volta de 8h30. Para acessar o resultado, os candidatos que fizeram o exame devem entrar na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/), incluir o CPF e a senha cadastrada (veja abaixo como recuperar a senha para consultar resultado). Resultados do Enem 2019 já estão disponíveis Os participantes poderão consultar a nota da redação (que varia de zero a 1 mil) e o desempenho em cada área de conhecimento: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática. De acordo com o Inep, 3.709.809 pessoas fizeram as provas do Enem 2019 – em 3 e 10 de novembro – 72,81% dos 5.095.388 inscritos. Quem fez a prova como “treineiro”, ou seja, aqueles que ainda não concluíram o ensino médio, terão que esperar até março do ano que vem para acessar o boletim individual. Entenda para que serve a nota do Enem Nota do Enem é calculada por método 'antichute'; saiba como funciona o TRI O ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, vão conceder uma entrevista coletiva para apresentarem os resultados, às 10 horas, desta sexta-feira (17). Espera A espera pela divulgação dos resultados individuais gerou alguns memes nas redes sociais. Confira abaixo: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Como recuperar a senha do Enem? Para quem não se lembra da senha para acessar a Página do participante, é importante já iniciar o processo para a sua recuperação. O procedimento pode ser feito através do portal e do aplicativo do Enem. Passo a passo para recuperar a senha da página do participante: Acesse o endereço eletrônico https://enem.inep.gov.br/participante/#!/ Responda ao desafio de figuras solicitado no campo Insira seu CPF Clique em “esqueci minha senha” no canto inferior direito da tela Clique em “enviar senha” Aguarde uma nova senha ser enviada para o seu e-mail cadastrado Assim que tiver a nova senha, digite-a no sistema para conferir seu resultado Acabou o Enem, e agora - veja a íntegra do programa do G1 Com a nota do Enem em mãos o estudante pode candidatar à vagas de diversas universidades (públicas e particulares) e aos programas de acesso ao ensino superior - Sisu, Prouni e Fies. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Enem é a segunda maior prova do tipo no mundo, só perdendo para o "gao kao", prova de admissão ao ensino superior da China, com 9 milhões de candidatos. O G1 organizou os cronogramas do Sisu, Prouni e Fies, confira: Quando se inscrever no Sisu 2020? O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o sistema do MEC que reúne centenas de milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. Para participar do Sisu em 2020, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019, e não ter tirado nota zero na prova de redação. Com a nota do Enem 2019, os candidatos podem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2020. O prazo começa na próxima terça (21) e encerra as 23h59, na sexta-feira (24). A inscrição é feita pelo site do programa: http://sisu.mec.gov.br/. Neste primeiro semestre, serão ofertadas 237.128 vagas em 128 instituições de todo o país. No site do Sisu é possível escolher duas opções de curso. Quem teve melhor pontuação no Enem tem mais chances de conquistar a vaga. Sisu 2020: dicas para inscrição na seleção do primeiro semestre, que abre na próxima semana Cronograma do Sisu 2020: Abertura das inscrições: 21 de janeiro Fim das inscrições: 23h59 de 24 de janeiro Resultado: 28 de janeiro Entenda como a nota do Enem influencia no Sisu com simulador Além do Sisu, as notas do Enem podem ser usadas pelos candidatos no Programa Universidade para Todos (ProUni), Financiamento Estudantil (Fies), e em 37 universidades de Portugal. Veja abaixo os cronogramas para o Prouni e para o Fies. Quando abre Prouni? O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais em universidades privadas em cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica. O programa tem dois critérios de avaliação: desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a avaliação da renda familiar. Cronograma do Prouni 2020: Início das inscrições: 28 de janeiro Fim das inscrições: 31 de janeiro Primeira chamada: 4 de fevereiro Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 4 a 11 de fevereiro Segunda chamada: 18 de fevereiro Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 18 a 28 de fevereiro Adesão à lista de espera: 6 a 9 de março Quando abre o Fies 2020? O Programa de financiamento Estudantil (Fies) é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas e, atualmente, possui duas categorias: a primeira, oferece vagas com juros zero para os estudantes com renda mensal familiar de até três salários mínimos. Já a segunda, chamada P-Fies, é direcionada para os estudantes com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos. MEC prevê reduzir número de vagas do Fies a partir de 2021 Fies 2020: MEC divulga cronograma de programa de financiamento para estudantes do ensino superior Cronograma do Fies 2020: Inscrições: 5 a 12 de fevereiro Pré-seleção: 26 de fevereiro Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março VÍDEOS O Tema É Enem Notas do Enem serão divulgadas nesta sexta-feira (17). Initial plugin text
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17/01 - Governo divulga aumento do piso salarial de professores do ensino básico, já previsto em lei de 2008
Aumento anunciado por Weintraub em live com o presidente já estava previsto na Lei do piso. A Lei prevê um reajuste automático a partir do valor mínimo por aluno pago pelo Fundeb, que neste ano teve crescimento. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub anunciaram, nesta quinta-feira (16), em uma Live o aumento do piso salarial dos professores da educação básica em início de carreira, de R$ 2.557,74 para R$ 2.888,24. Este reajuste já estava previsto na Lei do Piso (Lei 11.738), de 2008, que estabelece aumento anual no mês de janeiro. Após ano turbulento, por que 2020 será decisivo para a educação no Brasil Weintraub garante que manterá Fundeb, mas diz que governo pretende apresentar PEC sobre o tema no Congresso MEC propõe aumentar repasse de 10% para 15% para o Fundeb Na prática, o governo apenas aplicou um reajuste automático e previsto na legislação. A lei determina o cálculo base do reajuste na variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Como, neste ano, Estados e municípios tiveram uma receita maior, o valor mínimo repassado para alunos foi reajustado em 12, 84% -- porcentagem de aumento nos salários base dos professores (entenda o cálculo abaixo). Entenda o cálculo O Fundeb, criado em 2007 por uma lei que expira em 2020, reúne parte dos impostos arrecadados pelos estados e pelo Distrito Federal ao longo do ano. A União participa com 10% adicionais sobre esse somatório. Em 2019, o Fundeb reuniu R$ 166,61 bilhões. Esse montante, uma vez reunido, é repassado para as unidades da Federação que tiveram a menor arrecadação (e com isso, o menor investimento) por aluno. Em 2019, nove estados do Norte e do Nordeste receberam essa complementação. A previsão do governo era de que, com esse repasse, os alunos desses nove estados receberiam um investimento mínimo de R$ 3.238,52 por ano – valor 6,22% maior que o de 2018. Com a melhora na arrecadação dos estados, no fim do ano, esse valor subiu para R$ 3.440,29 – alta de 12,84%. Isso significa que, no ano passado, esse foi o investimento mínimo por aluno nos estados que investiram menos. A Lei do Piso prevê que esses mesmos 12,84%, referentes à alta no Fundeb por aluno, devem incidir sobre o piso dos professores. É por isso que, em 2020, o piso do magistério subirá de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24. Vídeo: O Futuro do Fundeb O futuro do Fundeb
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16/01 - Unicamp 2020: comissão libera comentários sobre propostas de redação e respostas esperadas nas provas de português e inglês
Universidade publicou 'gabaritos' das questões dissertativas e análises sobre as opções de texto apresentadas no exame. Ao todo, 12,2 mil disputam 2,5 mil vagas em 69 cursos de graduação. Candidatos durante a 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri/SEC Unicamp A Unicamp liberou na tarde desta quinta-feira (16) as respostas esperadas nas provas de português e inglês, além de comentários sobre as propostas de redação apresentadas na 2ª fase do vestibular 2020. Os exames foram feitos por 12,2 mil e o material está no site da comissão organizadora (Comvest). A avaliação aplicada domingo teve oito questões dissertativas de português, incluindo abordagens sobre obras literárias obrigatórias, e duas interdisciplinares de inglês. Já a prova de redação reuniu dois temas inéditos, e o candidato precisava escolher um deles: fazer uma crônica sobre micromachismos na sociedade ou elaborar um texto de podcast para relacionar biodiversidade e sociodiversidade no Brasil. Inicialmente, a Unicamp previa divulgar todos os gabaritos da 2ª fase nesta quinta-feira, mas a divulgação das respostas das provas específicas, realizadas na segunda, foi remarcada para sexta-feira. A universidade tem 2,5 mil vagas em 69 cursos. A 1ª chamada sai em fevereiro - veja abaixo calendário. Segundo a Comvest, 62% dos participantes fizeram uma crônica sobre micromachismos. Os exames foram aplicados em 17 municípios paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). As provas estão disponíveis no site da Comvest Novo formato altera peso das notas Esta é a primeira vez em que a 2ª fase do processo seletivo da universidade estadual teve dois dias de provas dissertativas - até a edição anterior eram três. O segundo dia, especificamente, apresentou aos candidatos seis questões de matemática; duas questões interdisciplinares de ciências humanas; duas questões interdisciplinares de ciências da natureza; e uma parte específica por área: Candidatos em ciências biológicas/saúde: seis questões de biologia e seis questões de química; Candidatos em ciências exatas/tecnológicas: seis questões de física e seis questões de química; Candidatos em ciências humanas/artes: seis questões de geografia e seis questões de história, incluindo conteúdos de Filosofia e Sociologia. A Comvest diz que a nova distribuição alterou a composição da nota na classificação. "Até ano passado, a prova de 1ª fase equivalia a 30% da nota dos aprovados. Nesse ano, funcionou como um grande filtro, e houve aumento do peso da nota da 2ª fase. As provas dessa etapa passaram a valer 65% da nota final, sendo outros 20% para redação e 15% para 1ª fase", diz o diretor, José Alves de Freitas Neto. Confira lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular Veja as notas de corte para cada um dos cursos Cursos mais concorridos Medicina (integral) - 11,86 candidatos por vaga (c/v) Ciências do esporte (integral) - 8,38 c/v História (integral) - 6,78 c/v Engenharia de produção (integral) - 6,34 c/v Farmácia (integral) - 6,23 c/v Calendário Provas de Habilidades Específicas - 20 a 24/1 Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 10/2 Matrícula não presencial - 11/2 2ª chamada - 13/2 Matrícula não presencial da 2ª chamada - 14/2 Período para cancelamento de matrícula - 17 a 19/2 3ª chamada - 18/2 Matrícula não presencial da 3ª chamada - 19/2 4ª chamada - 21/2/2020 Matrícula presencial da 4ª chamada - 2/3 "A matrícula presencial da 4ª chamada deve ser feita, também, por todos os candidatos convocados nas três primeiras chamadas e que realizaram a matrícula virtual pela internet", informa nota da Comvest. Segundo a comissão, a vaga só estará garantida após realização deste procedimento, entre 9h e 12h. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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16/01 - UFSJ divulga editais de concursos públicos para professores titulares e substitutos
As vagas são para as áreas de Geografia, Computação e Medicina. Confira detalhes, requisitos e período de inscrições. Campus Dom Bosco em São João del Rei da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) UFSJ/Divulgação A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) divulgou três editais de concursos públicos para professores nas áreas de Geografia, Computação e Medicina. Há vagas tanto para professor titular quanto substituto e os períodos de inscrição variam. Para Geografia Humana, por exemplo, a vaga é para professor titular e o período de inscrição é de 28 de janeiro a 6 de março. A documentação deve ser enviada exclusivamente via correio para a Secretaria do Departamento de Geociências, Campus Tancredo Neves, Reuni I, sala 3.09ª, no endereço Av. Visconde do Rio Preto, s/nº, Colônia do Bengo, São João del Rei. A vaga é para profissionais graduados em Geografia e doutorado nas seguintes áreas: Sociologia, Filosofia, História, Antropologia, Educação, Direito, Turismo, Economia, Administração ou Arquitetura e Urbanismo. Para a vaga de professor titular em Imaginologia, as inscrições devem ser feitas entre os dias 27 de janeiro e 27 de fevereiro. As inscrições podem ser feitas presencialmente na Secretaria do Departamento de Medicina, Campus Dom Bosco, Pavilhão de Aulas, sala 4.17, localizada na Praça Dom Helvécio, 74, Fábricas, São João del Rei, ou por correio. Os candidatos interessados em concorrer à vaga devem ser graduados em Medicina e ter especialização em Imaginologia ou Medicina Nuclear. Para a vaga de professor substituto em Matemática da Computação as inscrições estão abertas e se encerram no dia 31 de janeiro. As inscrições podem ser feitas no Departamento de Ciência da Computação, Campus Tancredo Neves, sala 3.01-A, localizado na Rodovia BR-494, s/nº, Vila João Lombardi, São João del Rei, por correio ou presencialmente. O candidato interessado em concorrer à vaga deve ser graduado em alguma dessas áreas: Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Engenharia Computacional, Modelagem Computacional, Matemática, Engenharia Mecânica, Engenharia Mecatrônica, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Engenharia de Controle e Automação ou Engenharia Civil. ´ É requisito também ter mestrado Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Engenharia Computacional ou Modelagem Computacional. Mais detalhes para cada uma das vagas estão disponíveis nos editais de Medicina, Geografia e Ciência da Computação.
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16/01 - O professor que quis ajudar um aluno angustiado e acabou inspirando centenas a desabafar
Na tentativa de ajudar um aluno que estava se distanciando dos colegas, professor da Paraíba acabou acolhendo os sentimentos de todas as suas turmas, em uma dinâmica que acabou se espalhando para outras escolas. Vianna recebeu mensagens de centenas de professores de todo o país interessados em replicar sua atividade Arquivo Pessoal/BBC Quando o professor paraibano Rilton Vianna decidiu ajudar um aluno que estava se isolando do restante da classe, conseguiu, sem querer, trazer à luz as angústias de todos os seus estudantes adolescentes — além de inspirar centenas de professores em outras partes do país. Essa história começa em abril do ano passado, quando Vianna — que é professor de português no ensino médio na cidade de Cajazeiras, interior da Paraíba — ouviu de uma aluna que um colega dela estava com baixa autoestima e cada vez mais distante dos colegas. "O que podemos fazer por ele?", pensou Vianna na época. Uma conversa direta talvez afastasse o aluno; mencioná-lo em sala de aula certamente o constrangeria. Vianna, então, bolou uma atividade para incluir toda a turma, com a intenção de, indiretamente, ajudar o aluno. "Escrevam em um papel uma angústia que estejam sentindo", pediu Vianna a metade dos alunos da turma. O texto era escrito anonimamente e podia se relacionar a angústias da vida escolar ou familiar. "Escrevam em um papel uma mensagem de apoio ou conforto", pediu ele à outra metade da classe. Podiam ser mensagens genéricas ou mais específicas, para motivar seus colegas. As mensagens foram misturadas, a classe formou um círculo e Vianna sorteou quem iria ler o quê. "Quem tiver em mãos um papelzinho com uma angústia, leia-a em voz alta. E todos aqueles que se identificarem com aquela angústia, deem um passo à frente." E daí começaram a vir à tona as aflições dos adolescentes: baixa autoestima, dificuldade em conversar com os pais, não se sentir bom o bastante, a pressão em se preparar para o vestibular, sensação de ser invisível ou incompreendido por parte dos adultos. A cada papel lido, muitos davam um passo à frente. Em seguida, Vianna pedia que alunos que tivessem em mãos mensagens de conforto as lessem também. "Nenhum leu a própria angústia, mas dava para ver a comoção deles" ao se identificar com os sentimentos dos colegas, conta Vianna à BBC News Brasil. Alguns choraram, outros espontaneamente interrompiam a sessão para dar abraços nos amigos. "Uma das maiores lições que tirei disso é que os adolescentes não se sentiam ouvidos. Não achavam que havia espaço para darem sua opinião", diz o professor. E nenhum aluno zombou do outro durante a atividade. "Fiquei pensando que algum poderia ridicularizar o outro, mas ninguém tirou onda. Até meninos mais conhecidos por serem fechados ou brincalhões demonstraram comoção." Initial plugin text Post viral A atividade foi aplicada nas seis turmas de ensino médio de Vianna e acabou repercutindo muito além do que ele esperava. Ele tinha poucos seguidores no Twitter e no Instagram quando contou a experiência nas redes sociais. "Dou aula à galera de ensino médio há uns oito anos e só agora vim perceber o quão carentes nossos adolescentes são de serem ouvidos", escreveu na época. "Fiquei impressionado porque, em todas as turmas, quando o assunto era incompreensão da família, falta de diálogo ou distanciamento dos pais, o número de pessoas que deram um passo à frente foi muito alto. Às vezes, os alunos chegam à escola com a mochila carregada não só de livros, mas também de angústias." O post acabou viralizando, e Vianna foi inundado por centenas (ele estima 500) de mensagens de outros educadores brasileiros — desde professores universitários até educadores de jovens em processo de reabilitação — interessados em replicar a ideia. 'Alunos estavam sufocados' Entre esses educadores estavam Maura Silva e Mariane Carvalho da Rocha, professoras, respectivamente, de matemática e espanhol em uma escola estadual em Bocaina, no Piauí. Elas estavam especialmente preocupadas com uma turma de ensino médio que estava desmotivada, desinteressada e desconcentrada das aulas. Quando leram sobre a atividade na Paraíba, em maio, resolveram testá-la. "Se eu te disser que isso está rendendo (frutos) até hoje, você acredita?", diz Silva à BBC News Brasil. Assim como em Cajazeiras, a dinâmica em Bocaina teve lágrimas e desabafos dos alunos. Mariane Rocha e Maura Silva promoveram a dinâmica em escola no Piauí e se surpreenderam com o que ouviram dos alunos Arquivo Pessoal/BBC "Sinto falta de mais carinho", escreveu um dos estudantes, anonimamente. "Quem nunca se sentiu assim?", perguntaram às professoras à sala, enquanto muitos davam um passo à frente. "Nos surpreendeu muito como os alunos estavam se sentindo sufocados", prossegue Silva. "Nos chamaram a atenção os relatos de vida. Às vezes a gente olha para a disciplina (dada em aula), sem ter ideia de o que está passando na cabeça deles." Tratando-se de uma cidade pequena (Bocaina tem, segundo o IBGE, 4,5 mil habitantes), Silva passou a receber até visitas dos alunos querendo desabafar. Vieram à superfície desde dificuldades cotidianas até casos mais graves de abuso e doenças mentais, o que levou as professoras a buscar ajuda psicológica para lidar com as situações mais extremas. "Descobrimos problemas dos jovens em casa que afetavam seu desempenho em sala de aula", explica. "Começamos a ver os alunos de forma diferente." 'Porta aberta' para falar de sentimentos Enquanto isso, em Cajazeiras, Viana recebia mensagens de pais dos alunos. "Eles agradeceram, dizendo que os filhos estavam mais abertos (ao diálogo) em casa. Na adolescência, muitos se isolam dos pais, perdem a paciência. O mais importante é que eles passaram a se sentir mais abertos a falar sobre os próprios sentimentos. É preocupante que adolescentes não tenham com quem se abrir, ou sintam que não têm com quem se abrir." Vianna conta que a experiência melhorou o clima em sala de aula pela sensação de que os alunos passaram a ter "uma porta aberta" para a conversa. E o professor também mudou suas próprias aulas. Para dar continuidade à "dinâmica da empatia", como ele a chamou, Vianna passou a promover debates semanais com seus alunos sobre temas do cotidiano ou da vida pessoal deles. O professor passou a ser mais sensível ao clima da classe. "Já teve vezes em que preparei uma aula e, quando via que a turma não estava bem (para acompanhar), mudava de rumo. Foi algo que a dinâmica da empatia me ensinou. O que realmente marca os alunos são as pequenas coisas que fazemos por eles." Em Bocaina, Silva ficou com sensação semelhante. Lá, também houve um esforço para dar continuidade ao projeto, criando planos multidisciplinares que ajudassem a manter a turma de alunos motivada. "Acho que é uma dinâmica que vale a pena repetir quando sentir que é necessário" para lidar com problemas em sala de aula, opina a professora. "Ou mesmo só para criar um laço entre professor e aluno que vá além da disciplina." VÍDEOS SOBRE EDUCAÇÃO Alunos de zonas ribeirinhas de Manaus voltam às aulas com calendário antecipado Ministério da Educação planeja descartar 2,9 milhões de livros didáticos nunca usados Psiquiatra orienta como ajudar jovens a lidar com os sentimentos
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16/01 - UFJF divulga resultado final do Módulo III do Pism 2020
Os aprovados devem ficar atentos para as datas e horários para pré-matrícula online e matrícula presencial. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta quinta-feira (16) o resultado final do Módulo III do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2020. As notas atualizadas após os pedidos de recursos estão disponíveis no site da Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese). De acordo com a UFJF, nesta edição foram distribuídas 2.303 vagas em 76 cursos para o primeiro semestre, sendo 1.167 vagas no campus de Juiz de Fora e, 213 no campus de Governador Valadares. No site da instituição também foram disponibilizadas as pontuações máximas e mínimas para aprovação no triênio 2017-2019. A maior nota foi do curso de Medicina pela cota E, que alcançou 1.136 pontos. Os candidatos que não foram aprovados devem ficar atentos ao cronograma de reclassificação, que prevê cinco chamadas para o primeiro semestre e nove para o segundo. O primeiro edital será divulgado no dia 12 de fevereiro. Os aprovados devem consultar o site da UFJF para conferir as datas e horários para pré-matrícula online e matrícula presencial. Os cronogramas variam de acordo com os cursos.
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16/01 - Nota do Enem 2019 será divulgada nesta sexta; saiba como recuperar a senha para conferir o resultado
É possível recuperar a senha ou mesmo resetá-la e fazer uma nova antes da divulgação dos dados individuais. Provas do segundo dia do Enem 2019 Ana Carolina Moreno/G1 As notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 serão divulgadas nesta sexta-feira (17). Para ter acesso ao desempenho, o estudante terá que entrar na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/), incluir o CPF e a senha cadastrada. Quem não lembra da senha não precisa esperar sair o resultado para resolver o problema: é possível tentar recuperá-la ou mesmo resetá-la e fazer uma nova antes da divulgação dos dados individuais. Entenda para que serve a nota do Enem Nota do Enem é calculada por método 'antichute'; saiba como funciona o TRI Sisu, Prouni e Fies: veja datas para o 1º semestre de 2020 Passo a passo para recuperar a senha do Enem: Acesse o endereço eletrônico https://enem.inep.gov.br/participante/#!/ Responda ao desafio de figuras solicitado Insira o CPF Clique em “esqueci minha senha” no canto inferior direito da tela Clique em “enviar senha” Aguarde uma nova senha ser enviada para o seu e-mail cadastrado Assim que tiver a nova senha, digite-a no sistema para conferir seu resultado após a divulgação Caso a senha demore para ser enviada ao e-mail cadastrado, o Ministério da Educação orienta que o estudante procure na caixa de spam. Se o candidato não tiver mais acesso ao e-mail cadastrado, é possível mudar o cadastro e inserir outro endereço – mas, para isso, é preciso lembrar qual foi o e-mail usado antes e responder a algumas perguntas de confirmação. Para fazer a troca, clique em “alterar e-mail”. O MEC também disponibiliza um telefone para tirar dúvidas dos estudantes. o número é: 0800 616161. VÍDEOS Entenda como a nota do Enem influencia no Sisu com simulador Como funciona o acesso a universidades com a nota do ENEM Initial plugin text
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15/01 - Unicamp 2020: comissão divulga gabarito da prova de português e comentários sobre propostas de redação nesta quinta-feira
Universidade irá publicar respostas esperadas para questões dissertativas e análises sobre as opções de texto apresentadas no exame. Ao todo, 12,2 mil disputam 2,5 mil vagas em 69 cursos. Estudantes durante a 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri/SEC Unicamp A Unicamp confirmou nesta quarta-feira (15) que as respostas esperadas nas provas de português e inglês da 2ª fase do vestibular 2020 serão divulgadas nesta quinta-feira. Além disso, os candidatos também podem conferir os comentários sobre as propostas de redação apresentadas na avaliação realizada por 12,2 mil estudantes no domingo. O material será disponibilizado no site da instituição. O exame foi formado por oito questões dissertativas de português, incluindo abordagens sobre obras literárias obrigatórias, e duas interdisciplinares de inglês. Já a prova de redação teve dois temas inéditos, e o candidato precisava escolher um deles: fazer uma crônica sobre micromachismos na sociedade ou elaborar um texto de podcast para relacionar biodiversidade e sociodiversidade no Brasil. Inicialmente, a Unicamp previa divulgar todos os gabaritos da 2ª fase nesta quinta-feira, mas a divulgação das respostas das provas específicas, realizadas na segunda, foi revista para sexta-feira. A universidade tem 2,5 mil vagas em 69 cursos. A 1ª chamada sai em fevereiro - veja abaixo calendário. Segundo a Comvest, 62% dos participantes fizeram uma crônica sobre micromachismos. Os exames foram aplicados em 17 municípios paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). As provas estão disponíveis no site da Comvest Novo formato altera peso das notas Esta é a primeira vez em que a 2ª fase do processo seletivo da universidade estadual teve dois dias de provas dissertativas - até a edição anterior eram três. O segundo dia, especificamente, apresentou aos candidatos seis questões de matemática; duas questões interdisciplinares de ciências humanas; duas questões interdisciplinares de ciências da natureza; e uma parte específica por área: Candidatos em ciências biológicas/saúde: seis questões de biologia e seis questões de química; Candidatos em ciências exatas/tecnológicas: seis questões de física e seis questões de química; Candidatos em ciências humanas/artes: seis questões de geografia e seis questões de história, incluindo conteúdos de Filosofia e Sociologia. A Comvest diz que a nova distribuição alterou a composição da nota na classificação. "Até ano passado, a prova de 1ª fase equivalia a 30% da nota dos aprovados. Nesse ano, funcionou como um grande filtro, e houve aumento do peso da nota da 2ª fase. As provas dessa etapa passaram a valer 65% da nota final, sendo outros 20% para redação e 15% para 1ª fase", diz o diretor, José Alves de Freitas Neto. Confira lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular Veja as notas de corte para cada um dos cursos Gabaritos das provas da 2ª fase serão divulgados na quinta-feira, diz comissão Provas da segunda fase começam com temas inéditos na redação e abstenção de 10,2% Cursos mais concorridos Medicina (integral) - 11,86 candidatos por vaga (c/v) Ciências do esporte (integral) - 8,38 c/v História (integral) - 6,78 c/v Engenharia de produção (integral) - 6,34 c/v Farmácia (integral) - 6,23 c/v Calendário Provas de Habilidades Específicas - 20 a 24/1 Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 10/2 Matrícula não presencial - 11/2 2ª chamada - 13/2 Matrícula não presencial da 2ª chamada - 14/2 Período para cancelamento de matrícula - 17 a 19/2 3ª chamada - 18/2 Matrícula não presencial da 3ª chamada - 19/2 4ª chamada - 21/2/2020 Matrícula presencial da 4ª chamada - 2/3 "A matrícula presencial da 4ª chamada deve ser feita, também, por todos os candidatos convocados nas três primeiras chamadas e que realizaram a matrícula virtual pela internet", informa nota da Comvest. Segundo a comissão, a vaga só estará garantida após realização deste procedimento, entre 9h e 12h. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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15/01 - Unicamp 2020: crônica sobre micromachismos foi proposta escolhida por 62% na prova de redação na 2ª fase, diz comissão
Diretor destaca 'apelo emocional' e diz que resultado indica maior proximidade entre estudantes e tema. Gabaritos devem ser divulgados na quinta e 1ª chamada está prevista para fevereiro. Candidatos durante 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antonio Scarpinetti Elaborar uma crônica sobre micromachismos na sociedade foi a proposta de redação escolhida por 62% dos participantes da 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp, segundo levantamento realizado pela comissão organizadora (Comvest). Ao todo, 12,2 mil candidatos participaram desta etapa de seleção para 2,5 mil vagas em 69 cursos de graduação. A 1ª chamada sai em fevereiro - veja abaixo calendário. A outra proposta disponibilizada pela universidade estadual foi a elaboração de um texto para a plataforma podcast onde são relacionadas biodiversidade e sociodiversidade no Brasil. A 2ª fase do exame foi encerrada na segunda-feira e os gabaritos devem ser divulgados nesta quinta-feira (16). O diretor da comissão, José Alves de Freitas Neto, avalia que o resultado indica maior proximidade entre os estudantes e o tema proposto, embora o gênero textual cobrado tenha sido uma crônica. "O tema do micromachismo e as situações ali relatadas são conhecidas, vivenciadas no cotidiano de nossas vidas. Além disso, o assunto tem perpassado diferentes grupos sociais e, mesmo em um contexto complexo como o que estamos vivendo no mundo, a afirmação dos direitos das mulheres é uma pauta urgente", destaca. O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto Antoninho Perri/SEC Unicamp Sobre a segunda proposta, ele considera que os candidatos tinham condições de explorar o assunto e atender aos pedidos dela. Conduto, explica, não teve o mesmo "apelo emocional" do que a outra. "Houve grande euforia por ver um texto para podcast, por ser uma mídia muito difundida entre os jovens, mas o assunto do micromachismo mostrou-se mais estimulante", falou o diretor ao lembrar que acompanhou manifestações de estudantes nas redes sociais sobre as propostas da Unicamp. 2ª fase Esta etapa do vestibular foi encerrada na tarde desta segunda-feira, com questões que foram desde a importância do "arroz e feijão" até debates na web sobre a negação do Holocausto. Os exames foram aplicados em 17 municípios paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). As provas estão disponíveis no site da Comvest Novo formato altera peso das notas Esta é a primeira vez em que a 2ª fase do processo seletivo da universidade estadual teve dois dias de provas dissertativas - até a edição anterior eram três. No primeiro dia, além da redação, os candidatos precisaram resolver oito questões de português e duas interdisciplinares de inglês. Já no segundo, foram seis questões de matemática; duas questões interdisciplinares de ciências humanas; duas questões interdisciplinares de ciências da natureza; e uma parte específica por área: Candidatos em ciências biológicas/saúde: seis questões de biologia e seis questões de química; Candidatos em ciências exatas/tecnológicas: seis questões de física e seis questões de química; Candidatos em ciências humanas/artes: seis questões de geografia e seis questões de história, incluindo conteúdos de Filosofia e Sociologia. Freitas Neto destaca que a nova distribuição alterou a composição da nota para classificação. "Até ano passado, a prova de 1ª fase equivalia a 30% da nota dos aprovados. Nesse ano, ela funcionou como um grande filtro, e houve aumento do peso da nota da 2ª fase. As provas dessa etapa passaram a valer 65% da nota final, sendo outros 20% para redação e 15% para a 1ª fase." Confira lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular Veja as notas de corte para cada um dos cursos Gabaritos das provas da 2ª fase serão divulgados na quinta-feira, diz comissão Provas da segunda fase começam com temas inéditos na redação e abstenção de 10,2% Cursos mais concorridos Medicina (integral) - 11,86 candidatos por vaga (c/v) Ciências do esporte (integral) - 8,38 c/v História (integral) - 6,78 c/v Engenharia de produção (integral) - 6,34 c/v Farmácia (integral) - 6,23 c/v Calendário Provas de Habilidades Específicas - 20 a 24/1 Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 10/2 Matrícula não presencial - 11/2 2ª chamada - 13/2 Matrícula não presencial da 2ª chamada - 14/2 Período para cancelamento de matrícula - 17 a 19/2 3ª chamada - 18/2 Matrícula não presencial da 3ª chamada - 19/2 4ª chamada - 21/2/2020 Matrícula presencial da 4ª chamada - 2/3 "A matrícula presencial da 4ª chamada deve ser feita, também, por todos os candidatos convocados nas três primeiras chamadas e que realizaram a matrícula virtual pela internet", informa nota da Comvest. Segundo a comissão, a vaga só estará garantida após realização deste procedimento, entre 9h e 12h. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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