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27/06 - Servidores do MEC relatam que Ribeiro recebia com frequência pastor investigado no gabinete e até em casa
Ex-assessor diz que alertou ex-ministro sobre potencial de desgaste para a imagem do ministério. Servidores também citam episódio em que Ribeiro tentou nomear pastor Arilton Moura para o MEC. Milton Ribeiro queria dar cargo a pastor no Ministério da Educação, diz Victor Godoy Em relatos na investigação sobre irregularidades no Ministério da Educação, servidores da pasta disseram que o ex-ministro Milton Ribeiro recebia com frequência o pastor Arilton Moura em seu gabinete. Os encontros, segundo os servidores, ocorriam também na casa do ex-ministro. Ribeiro foi alvo de operação da Polícia Federal na semana passada. Ele chegou a ser preso, mas depois foi solto, por determinação judicial, assim como o pastor Moura e o também pastor Gilmar Santos. O ex-ministro e os pastores são suspeitos de participarem de um esquema no MEC de liberação de verbas do ministério para projetos em municípios em troca de propina. Os relatos de servidores do MEC sobre as denúncias na pasta foram dados para a Controladoria-Geral da União e embasaram a operação da PF. Essa é uma segunda investigação da CGU, aberta em março deste ano, após a imprensa ter revelado as suspeitas de irregularidades no MEC. Antes, em 2021, a CGU tinha uma investigação sobre o caso, mas encerrou os trabalhos alegando que não havia indícios de envolvimento de autoridades. No relato à CGU, a chefe da Assessoria de Agenda do gabinete do ministro da Educação, Mychelle Rodrigues Braga, afirmou que "durante a gestão de Milton Ribeiro nenhuma outra pessoa ou autoridade esteve naquelas dependências com a frequência do pastor Arilton". O ex-assessor Albério Rodrigues Lima afirmou também que a partir de maio de 2021 Milton Ribeiro concedeu espaço mais privilegiado a dupla, quando passou a recebê-los em sua própria residência. LEIA MAIS: Escândalo do MEC: ministra envia à PGR pedido da oposição para que Bolsonaro seja investigado Exclusivo: empresário que denunciou esquema no MEC diz como era a abordagem por propina Avião da FAB Segundo os relatos de servidores, Ribeiro também autorizou que Moura pudesse acompanhá-lo em uma viagem em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O ex-ministro, de acordo com os servidores, foi alertado de que a ação dos pastores no MEC causaria riscos para a imagem do ministério. Tentativa de dar cargo a pastor O ex-assessor Albério Rodrigues disse que um dos momentos de maior risco para a imagem do MEC foi quando Ribeiro tentou dar um cargo a Arilton Moura na pasta. Em maio, o atual ministro, Victor Godoy, que na gestão de Ribeiro era secretário-executivo, publicou uma nota oficial afirmando que, após a indicação de Arilton ter sido negada pela Casa Civil, o então ministro indicidou Luciano Musse para assumir a função que seria do pastor. Musse também foi alvo da operação da PF na semana passada.
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27/06 - Universidades da PB oferecem quase 5 mil vagas no Sisu 2022.2; veja como se inscrever
Candidatos podem fazer a escolha pelos cursos até a próxima sexta-feira (1º). Consulta de vagas na página do Sisu John Pacheco/g1 As universidades públicas da Paraíba vão oferecer 4.936 vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o semestre 2022.2. As inscrições no programa começam nesta terça-feira (28) e podem ser feitas pela internet até o dia 1º de julho. Veja abaixo a quantidade de oportunidades ofertadas por instituição: Universidade Federal da Paraíba (UFPB): 378 vagas; Universidade Federal de Campina Grande (UFCG): 1.535 vagas; Universidade Estadual da Paraíba (UEPB): 3.023 vagas. O instituto Federal da Paraíba (IFPB) não aderiu ao sistema de seleção, mas tem 1.590 vagas em 38 cursos superiores presenciais e a distância distribuídos entre os campi de Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, Patos, Picuí, Princesa Isabel e Sousa. Compartilhe esta notícia no Whatsapp Compartilhe esta notícia no Telegram Para participar do Sisu será exigido do candidato que tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição de 2021, obtido nota superior a zero na prova de redação e não tenha participado do Enem na condição de treineiro. LEIA TAMBÉM: Sisu: veja tudo sobre o sistema de seleção O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 6 de julho. A matrícula ou registro acadêmico devem ser feitos de 13 a 18 de julho. Já o prazo para os interessados manifestarem interesse em participar da lista de espera será de 6 a 18 de julho. Os candidatos são selecionados para as opções de cursos indicados no ato de inscrição, de acordo com a melhor classificação de nota obtida na edição mais recente do Enem, que, nesta edição, será a de 2021. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
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27/06 - Enade 2022 será aplicado em 27 de novembro; veja lista de cursos que serão avaliados
Prova é obrigatória para alunos ingressantes e concluintes. Inscrições irão de 6 de julho a 8 de agosto de 2022 e deverão ser feitas pelos coordenadores dos cursos. Enade 2022 será aplicado em 27 de novembro Pexels O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2022, usado para aferir o conhecimento dos estudantes e a qualidade das instituições de ensino, será aplicado em 27 de novembro, segundo o edital publicado nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União (DOU). A cada ciclo, um grupo diferente de cursos é avaliado. Neste ano, a prova será obrigatória para alunos ingressantes e concluintes das graduações listadas abaixo. Quem não prestar o exame não poderá colar grau e obter o diploma. Bacharelado Administração Administração Pública Ciências Contábeis Ciências Econômicas Comunicação Social (Jornalismo) Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) Direito Psicologia Relações Internacionais Secretariado Executivo Serviço Social Teologia Turismo Tecnólogos Tecnologia em: Comércio Exterior Design de Interiores Design Gráfico Design de Moda Gastronomia Gestão Comercial Gestão da Qualidade Gestão Pública Gestão de Recursos Humanos Gestão Financeira Logística Marketing Processos Gerenciais Inscrições As inscrições deverão ser feitas pelos coordenadores de cada curso, entre 6 de julho e 8 de agosto de 2022. Estrutura da prova O Enade é formado por: 10 questões de formação geral (2 discursivas e 8 testes); 30 questões relacionadas ao curso avaliado (3 discursivas e 27 testes); questionário do estudante (com perguntas sobre o perfil do aluno); questionário de percepção da prova (para avaliar o que o participante achou do grau de dificuldade das perguntas). Cronograma do Enade 2022 Inscrição dos estudantes ingressantes e concluintes habilitados: 6 de julho a 8 de agosto de 2022 Divulgação dos locais de prova no Sistema Enade: 16 a 27 de novembro de 2022 Aplicação da prova: 27 de novembro de 2022 Divulgação da relação de estudantes em situação regular: 4 de janeiro de 2023 Horários da prova Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início da prova: 13h30 Término da prova: 17h30 Vídeos
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27/06 - Revalida 2022: prazo de inscrição para edição do 2º semestre termina nesta segunda
Exame possibilita a validação de diplomas de medicina expedidos no exterior. Candidatos farão a primeira etapa do processo em 7 de agosto em 8 capitais. Mulher com lápis na mão, preenchendo um formulário. AdobeStock As inscrições para o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) podem ser feitas até esta segunda-feira (27), de acordo com o Inep, responsável pela avaliação. A taxa a ser paga é de R$ 410 e deve ser paga ainda nesta segunda. Este também é o último dia para enviar a documentação exigida por meio do Sistema Revalida. A avaliação é exigida para revalidar diplomas de medicina expedidos por universidades estrangeiras e permitir que os profissionais possam atuar no Brasil. LEIA TAMBÉM: Sisu do 2º semestre: inscrições começarão em 28 de junho Fraude: saiba como funciona o mercado de venda de TCCs Enem 2022: 3,4 milhões se inscreveram; número é 10% maior que em 2021 São duas etapas (teórica e prática) que abordam, de forma interdisciplinar, cinco grandes áreas de conhecimento: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina da família e comunidade (saúde coletiva). A primeira fase será aplicada em 7 de agosto, em oito capitais: Brasília, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Salvador e São Paulo. No momento da inscrição, o participante deverá indicar a cidade onde deseja fazer a prova. O que é o Revalida A prova faz parte do processo de revalidação de diplomas de medicina expedidos por universidades estrangeiras. Se for aprovado nas duas fases, o candidato passa a poder exercer a profissão no Brasil. Para participar, é necessário: ser brasileiro(a) ou estrangeiro(a) em situação legal de residência no Brasil; enviar imagens do diploma (frente e verso), como solicitado pelo sistema de inscrição; ter registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) emitido pela Receita Federal do Brasil; ser portador de diploma médico expedido por instituição de ensino superior estrangeira, reconhecida no país de origem pelo seu ministério da educação ou órgão equivalente, autenticado pela autoridade consular brasileira ou pelo processo de Apostilamento de Haia, regulamentado pela Convenção de Apostila da Haia, tratado internacional promulgado pelo Brasil por intermédio do Decreto nº 8.660, de 29 de janeiro de 2016. Calendário do Revalida Inscrição: 21 a 27/06/2022 Pagamento da taxa de inscrição: 21 a 27/06/2022 Solicitação de atendimento especializado e tratamento por nome social: 21 a 27/06/2022 Resultado da solicitação de atendimento especializado: 05/07/2022 Envio do diploma: 21 a 27/06/2022 Resultado da análise do diploma: 05/07/2022 Recurso para pedidos negados: 05 a 11/07/2022 Resultado do recurso: 15/07/2022 1ª etapa da aplicação da prova: 07/08/2022 Divulgação das versões preliminares do gabarito: 10/08/2022 Divulgação versões definitivas definitivos: 13/09/2022 Resultado definitivo (P2) e resultado final da 1ª etapa: 07/10/2022 Vídeos
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24/06 - Milton Ribeiro diz ter recebido ligação de Bolsonaro: 'O presidente me ligou (...) Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão'
Ex-ministro da Educação falava com a filha. Justiça Federal atendeu a pedido do Ministério Público e encaminhou para o Supremo a investigação devido a suspeita de interferência de Bolsonaro. Advogado do presidente disse que Ribeiro deve responder por declarações. Milton Ribeiro diz ter recebido ligação de Bolsonaro sobre busca e apreensão O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disse em conversa com uma filha que recebeu uma ligação de Jair Bolsonaro(PL) em que o presidente dizia temer ser atingido pela investigação da Polícia Federal contra Ribeiro. Ouça acima e aqui. A ligação ocorreu em 9 de junho, antes de Ribeiro ter sido alvo da operação da PF --deflagrada em 22 de junho. Ouça a ligação em que Milton Ribeiro faz referência a Bolsonaro Entenda por que Ribeiro, ex-ministro da Educação, foi preso "A única coisa meio... hoje o presidente me ligou... ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?", disse Ribeiro para a filha. O trecho está em investigação da Polícia Federal. "Ele quer que você pare de mandar mensagens?", pergunta a filha. "Não! Não é isso... ele acha que vão fazer uma busca e apreensão... em casa... sabe... é... é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né?", afirmou o ministro. MPF encontra indício de interferência de Bolsonaro nas investigações sobre corrupção no MEC O Ministério Público Federal (MPF) pediu para a Justiça que a investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro seja enviada para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o MPF, a medida é necessária porque há indício de que o presidente Jair Bolsonaro pode ter interferido na investigação. O MPF justifica o pedido com base em interceptações telefônicas de Milton Ribeiro que indicam a possibilidade de vazamento das apurações do caso. Segundo o MPF, há indícios de que houve vazamento da operação policial e possível interferência ilícita por parte do Bolsonaro. Caso Milton Ribeiro: ex-ministro falou com filha sobre conversa com o presidente, aponta P O advogado Daniel Bialski disse para Andréia Sadi que ainda não havia tido acesso a todo o processo. E que, se há a citação ao foro privilegiado, a prisão de Milton Ribeiro deveria ter sido decretada pela primeira instância --e o caso ter sido remetido antes ao Supremo Tribunal Federal. "Observando o áudio citado na decisão, causa espécie que se esteja fazendo menção a gravações/mensagens envolvendo autoridade com foro privilegiado, ocorridas antes da deflagração da operação. Se assim o era, não haveria competência do juiz de primeiro grau para analisar o pedido feito pela autoridade policial e, consequentemente, decretar a prisão preventiva", informou a defesa de Milton Ribeiro. O g1 perguntou à Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) se o Palácio do Planalto pretende se manifestar e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. O advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, afirmou nesta sexta-feira (24) que o presidente e o ex-ministro da educação Milton Ribeiro não têm contato. É uma acusação fake, falsa, criminosa, infundada que o presidente Bolsonaro interferiu na Polícia Federal. Se ele tivesse o poder ou se ele tivesse interferido, os senhores acham que o ministro teria sido preso?”, disse. O advogado afirmou ainda que "se o ex-ministro usou o nome do presidente Bolsonaro, usou sem seu conhecimento, sem sua autorização" e que Ribeiro deveria responder por isso. Ex-ministro fala sobre Bolsonaro com a filha Reprodução Investigação Gravações mostram que Milton Ribeiro temia busca e apreensão A Justiça Federal de Brasília atendeu a um pedido do Ministério Público Federal e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro por suspeita de envolvimento dele e de pastores em um esquema para liberação de verbas da pasta. O pedido do MPF foi baseado em conversas do ex-ministro com terceiros, gravadas com autorização da Justiça, e que, na visão dos procuradores, são indícios de que o presidente Jair Bolsonaro interferiu na investigação. O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara de Justiça Federal de Brasília, destacou em sua decisão alguns trechos dessas conversas. Veja a transcrição: Conversa com uma pessoa identificada como Waldomiro: MILTON RIBEIRO: Tudo caminhando, tudo caminhando. Agora... tem que aguardar né.... alguns assuntos tão sendo resolvidos pela misericórdia divina né...negócio da arma, resolveu... aquele... aquela mentira que eles falavam...que os ônibus estavam superfaturados no FNDE... pra... (ininteligível) também... agora vai faltar o assunto dos pastores, né? Mas eu acho assim, que o assunto dos pastores... é uma coisa que eu tenho receio um pouco é de... o processo... fazer aquele negócio de busca e apreensão, entendeu? Conversa com uma pessoa identificada como Adolfo: MILTON: (...) mas algumas coisas já foram resolvidas né... acusação de que houve superfaturamento... isso já foi... agora, ainda resta o assunto do envolvimento dos pastores, mas eu creio que, no devido tempo, vão ser esclarecidos.... Conversa com um familiar: MILTON: Não! Não é isso... ele acha que vão fazer uma busca e apreensão...em casa... sabe... é... é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? se houver indícios né... VÍDEOS: notícias de política
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24/06 - Palco de escândalo no MEC, FNDE não compensa inflação ao repassar verba de merenda; 'meu filho volta da escola com fome', diz mãe
Estudo mostra que valores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) estão defasados. G1 ouviu mães e educadores que relatam a dificuldade de alimentar as crianças e a falta de itens básicos nas refeições de colégios públicos. Roselaine da Silva, de 27 anos, está desempregada e é mãe três filhos, que estudam na rede pública de São Paulo. Ela conta que os mais velhos, de 8 e 10 anos, frequentemente chegam com fome da escola porque, apesar de receberem merenda, “lá tem muita criança para pouca comida", diz. Compartilhe esta reportagem pelo Whatsapp Compartilhe esta reportagem pelo Telegram “Voltam para casa às 18h30, pedindo mais. Não tenho muito o que fazer: peço ajuda para os vizinhos e faço um bolinho de chuva no lugar do jantar. Rezo para o dia seguinte ser melhor”, afirma. Este tipo de situação pode ser explicado, segundo especialistas, pela crise econômica e pelos baixos valores distribuídos no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Com o aumento da pobreza e da inflação, as famílias não estão mais conseguindo comprar comida. E o fato de a inflação não ser considerada [nos cálculos] do PNAE agrava a situação”, afirma Tati Andrade, especialista em saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ao analisar a importância das escolas no combate à fome e dos programas de auxílio à alimentação escolar. Quem estabelece anualmente quais as quantias transferidas aos estados e municípios é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão que é palco do escândalo que levou à prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, investigado por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em um esquema na liberação de verbas do MEC. Neste caso da alimentação escolar, como há um valor fixo pago por estudante matriculado, existe uma menor abertura para lobby e influências políticas na distribuição das verbas, afirma Ursula Peres, professora da EACH/USP e especialista em finanças públicas. As críticas feitas por estudiosos, aqui, são outras: valores defasados e baixo orçamento. Desde 2010, o governo federal não compensa as perdas da inflação quando repassa os valores do PNAE, mostram estudos publicados em outubro de 2021 pelo Observatório da Alimentação Escolar (ÓAÊ) em parceria com a Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca). Ou seja: os itens da merenda vão ficando cada vez mais caros, mas essa alta não é acompanhada pela verba distribuída para a compra das refeições. Como é a merenda na escola pública da sua região? Mande fotos, comentários ou vídeos! Roselaine e os filhos: David, Rakelly (ao fundo) e Laysla (à frente) Arquivo pessoal De acordo com a pesquisa - cujos apontamentos foram reforçados pelas instituições neste mês, em uma carta aos pré-candidatos à Presidência -, os valores (por aluno) deveriam ser atualizados da seguinte forma: Creche: de R$ 1,07 para R$ 1,89; Pré-escola: de R$ 0,53 para R$ 0,94; Ensino fundamental e médio: de R$ 0,36 para R$ 0,74. A ÓAÊ e a Fineduca propõem um reajuste no orçamento de 2023, já que, neste ano, o governo federal e o Congresso Nacional reservaram R$ 3,96 bilhões para o PNAE, parcela ainda menor do que os R$ 4,4 bilhões aprovados em 2021 (valores corrigidos pelo IPCA de janeiro). Procurados pela reportagem, o MEC e o FNDE não se pronunciaram até a última atualização deste texto. A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo afirmou que a denúncia de falta de fornecimento de alimentos é "infundada" e que uma nutricionista enviada à escola atestou na quinta-feira que "foi realizado o abastecimento geral de feira, pães, carnes e não perecíveis". Já a Secretaria Estadual disse que fornece alimentação para 3,5 milhões de estudantes e que, somando o PNAE e os complementos do governo do estado em 2021, houve investimento de R$ 1,03 bilhão na área. Nesta matéria, veja histórias de mães que, assim como Roselane, enfrentam dificuldades para alimentar as crianças, e de profissionais da educação que se queixam da falta de itens básicos nas merendas. LEIA TAMBÉM: PALCO DO ESCÂNDALO DO MEC: Entenda em infográfico como funciona o FNDE BLOQUEIO DE ORÇAMENTO: Infraestrutura na educação básica é área que mais sofre POLÊMICAS DE MILTON RIBEIRO: Foto em Bíblia, debandada no Inep e mais Sardinha enlatada de almoço O governo federal não é o único responsável pelo financiamento das merendas: os estados e municípios podem complementar os valores transferidos pelo PNAE. “Quem tem arrecadações [de impostos] mais altas consegue fazer aportes maiores. Os municípios mais pobres que dependem mais do PNAE”, diz Gabriele Carvalho, coordenadora de um dos programas de alimentação da ÓAÊ. “Com a inflação lá em cima e sem os reajustes, fica difícil cumprir a resolução do PNAE que combate a compra de alimentos ultraprocessados. Não tem jeito, eles acabam sendo mais baratos.” Alda Pilar, de 40 anos, sabe bem o que é isso: moradora de uma comunidade ribeirinha do Pantanal, na região de confluência do rio Paraguai com o rio Paraguai Mirim, ela luta para sustentar os 10 filhos e as duas netas. Os que estudam no colégio municipal da região descrevem o cardápio da merenda: sardinha enlatada. “Eles reclamam às vezes, porque já foi melhor. Parece que vai minguando cada vez mais”, conta. “Chegam da escola revirando as vasilhas aqui em casa para pegar o que tiver para comer. É difícil. O que ajuda é que planto mandioca e abóbora. Eu e meu esposo também vendemos isca, mas, com a seca, está puxado.” Sem sal e sem óleo na merenda, escola pede alimentos como prendas de festa junina Em condição de anonimato, a diretora de uma escola municipal relatou ao g1 que “sempre falta algo para as merendas dos alunos, como óleo e sal”. “[As crianças] perguntam para os professores: ‘nunca mais vai ter barrinha de cereal?’ O jeito é usar recursos próprios, porque, com a verba do PNAE, a gente não tem acesso. Organizo campanhas de arrecadação”, conta. “Antes da pandemia, estava faltando óleo, por exemplo. Pedimos para os alunos levarem como prenda para a festa junina.” A diretora diz que a situação das famílias “é de extrema miséria; uma tragédia”. "Com a onda de frio que veio, muitas crianças aqui estavam desesperadas. Na fila da merenda, na hora do almoço, repetiam várias vezes o prato, com muita fome. Só que nem sempre elas comem as frutas: levam pra casa e colocam na mochila, para a família.” 'Fica mais difícil de aprender com barriga vazia', diz mãe Marinês e seus três filhos Arquivo pessoal Marinês de Oliveira, de 30 anos, está desempregada e conta com o projeto social Associação Fênix, em São Paulo, para complementar a alimentação de seus três filhos. “Eles chegam da escola morrendo de fome. Antes, eu conseguia doação de cesta básica, mas agora tem bem menos. O que salva é o que eles comem lá no projeto”, diz. “De barriga vazia, fica difícil aprenderem. Eles me pedem bolacha e pão, porque veem um amiguinho comendo. Nem sempre entendem que a gente não tem. Acham que é ruindade, mas é porque está difícil.” Tati Andrade, especialista do Unicef, explica que a alimentação é ainda mais importante para quem está em fase de crescimento e de desenvolvimento. “Andar, correr, pular e aprender exigem boa nutrição", diz. Em Manaus, Samuel Oliveira, de 11 anos, tem consciência da dificuldade enfrentada pela mãe, Tânia. Ele volta da escola catando as latinhas que encontra no caminho, para depois vendê-las no ferro-velho e comprar pão ou ovos. Samuel faz judô no projeto social Associação Voz Ativa, em Manaus Arquivo pessoal A Associação Voz Ativa, projeto social que organiza atividades extracurriculares gratuitas, tenta arrecadar cestas básicas para ajudar a família de Samuel. O número de doações, no entanto, é cada vez mais baixo. Deslane, de 9 anos, irmã do menino, foi diagnosticada com desnutrição. “Me chamaram na escola e perguntaram se ela estava se alimentando bem”, conta a mãe. “Eu disse que não. Agora, a diretora, que é um anjo, deixa que ela traga uma parte da merenda para casa. Às vezes, é mingau, canja, bolacha com suco. Para quem não tem nada na geladeira, isso é negócio de rico.” Os irmãos Samuel e Deolane enfrentam dificuldades na alimentação escolar Arquivo pessoal Como funciona o orçamento do FNDE? O FNDE distribui verbas de três formas: Constitucionais - Como o próprio nome já indica, são repasses obrigatórios e previstos na Constituição. Acontecem de forma automática e com cronograma rigoroso, sem atrasos. Exemplo: Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Legais - Estão previstos em alguma lei e disciplinados em portarias ou resoluções específicas do FNDE. É tudo normatizado. Aqui, entra o PNAE, com seus valores pagos por aluno matriculado. Voluntários - Parte em que se desenha um cenário mais aberto e que torna o FNDE tão cobiçado por políticos. São feitos convênios para a liberação das verbas solicitadas, sem uma definição prévia de valores ou cronogramas fixos. Exemplo: Plano de Ações Articuladas (PAR) - entenda mais aqui. Vídeos e podcast Entenda o que é insegurança alimentar: O que é insegurança alimentar
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23/06 - Infraestrutura de instituições de educação básica é área que mais sofre com bloqueio de orçamento do MEC, mostra Todos Pela Educação
Bloqueio de R$ 3,6 bilhões da pasta foi decretado pelo presidente Jair Bolsonaro em maio. Na educação básica, verba congelada soma mais de R$ 1 bilhão. Fachada de escola municipal de educação básica em Ferraz de Vasconcelos (SP); setor é o que sofrerá mais com bloqueio de verbas, iz entidade Jonathan Andrade/Secom Ferraz O bloqueio de R$ 3,6 bilhões no orçamento do Ministério da Educação (MEC), estipulado em decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em 30 de maio, vai afetar ações voltadas à infraestrutura de instituições de educação básica em 2022. É o que mostra uma nota técnica publicada pelo Todos Pela Educação nesta quinta-feira (23). Pelas contas da entidade, só na educação básica, o bloqueio foi de mais de R$ 1 bilhão, sendo que R$ 817 milhões saíram das despesas discricionárias da área (aquelas que o gestor pode definir como aplicar, como contas de água e telefone, contratos de segurança e manutenção) e R$ 200 milhões, das emendas de relator do Orçamento da União (verba repassada pelo relator a pedido de parlamentares, mas sem justificativas formais). Do valor bloqueado, proporcionalmente, as ações mais afetadas serão aquelas voltadas ao apoio à infraestrutura da educação básica, como construções, ampliações, reformas de escolas e aquisição de equipamentos. De acordo com o documento, 29% de toda a verba que seria direcionada a estas ações foi bloqueada (cerca de R$ 200 milhões). Houve o congelamento de parte do orçamento que seria aplicado em ações de apoio ao desenvolvimento da educação básica, bolsas da educação básica, exames e avaliações, livros e materiais didáticos, entre outros. O MEC foi procurado para comentar sobre o impacto do bloqueio orçamentário da pasta, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Verba é gerida pelo FNDE, palco do escândalo do MEC A verba que seria usada em apoio à educação básica, produção de livros didáticos e aquisição de equipamentos e ônibus escolares é gerida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR). O órgão, que é responsável por executar políticas educacionais do Ministério da Educação, é palco de uma polêmica que levou à prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e de dois pastores que estariam envolvidos em um esquema para liberação de verbas do pasta. Eles acabaram depois soltos por uma decisão da Justiça. Segundo revelou o jornal "O Estado de S. Paulo", havia no órgão um "gabinete paralelo" que liberava as verbas discricionárias a municípios por intermédio dos pastores Gilmar Silva e Arilton Moura, que não tinham ligação com o MEC. De acordo com Milton Ribeiro em áudio obtido pelo jornal "Folha de S. Paulo", o pedido de privilegiar os municípios defendidos pelos pastores havia partido do presidente Jair Bolsonaro. Ribeiro deixou a gestão do órgão após a repercussão do caso VÍDEOS E PODCAST
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23/06 - O que é o FNDE? Entenda em infográfico como funciona o fundo envolvido na prisão de Milton Ribeiro
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) executa ações e programas da educação pública brasileira. Parte das verbas é transferida sob critérios questionados por especialistas. Milton Ribeiro EVARISTO SA / AFP O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (22), em uma operação que investiga tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ele acabou liberado por uma decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. LEIA TAMBÉM: EX-MINISTRO DA EDUCAÇÃO: Entenda por que Milton Ribeiro foi preso PALCO DO ESCÂNDALO: Por que o FNDE é considerado uma pérola tão disputada? Abaixo, entenda no infográfico como funciona este órgão, ligado ao Ministério da Educação (MEC). Infográfico explica como funciona o FNDE Arte/g1 O que é o FNDE? O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o órgão que coloca em prática a maior parte dos programas de educação básica do país -- como os de transporte escolar, merendas e compras de livros didáticos para escolas públicas. Ele é uma autarquia do Ministério da Educação e tem um dos maiores orçamentos da pasta. De onde vem o dinheiro do FNDE? A verba vem do salário-educação (contribuição paga por empresas) e de impostos das loterias. Como o FNDE funciona? São três tipos de direcionamento de verba pelo FNDE. O terceiro deles é o mais flexível, segundo Ursula Peres, professora da EACH/USP e especialista em finanças públicas. É ele que pode abrir brechas para problemas de administração. Veja a lista a seguir: Constitucionais - Como o próprio nome já indica, são repasses obrigatórios e previstos na Constituição. Acontecem de forma automática e com cronograma rigoroso, sem atrasos. Exemplo: Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Legais - Estão previstos em alguma lei e disciplinados em portarias ou resoluções específicas do FNDE. É tudo normatizado. Exemplos: no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate), o fundo transfere recursos com base no valor previsto para cada aluno matriculado. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) também já estabelece as quantias (em creches, R$ 1,07, por aluno, a cada dia letivo; na pré-escola, R$ 0,53; no ensino fundamental e médio, R$ 0,36). Voluntários - É aqui que se desenha um cenário mais aberto. São feitos convênios para a liberação das verbas solicitadas, sem uma definição prévia de valores ou cronogramas fixos. Exemplo: Plano de Ações Articuladas (PAR - entenda mais abaixo). Por que há espaço para lobby de políticos? Segundo especialistas, estes repasses voluntários são os mais vulneráveis a interferências. A cada ciclo do Plano de Ações Articuladas - PAR (de quatro anos), por exemplo, os municípios apresentam as necessidades de suas redes de educação. Uma escola precisa de computadores novos? Um bairro não tem creches em número suficiente? Os professores de determinada região desejam um curso de formação continuada? É por esse programa que essas demandas vão ser registradas. Tudo deve estar documentado, como a justificativa, a estimativa do investimento necessário, o mapa do terreno onde uma obra acontecerá etc. O objetivo é que o MEC e o FNDE entendam quais são as necessidades mais urgentes em educação. Pela última resolução a respeito do PAR, em 2020, seriam usados critérios como: Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ente que fez o pedido, vulnerabilidade socioeconômica e índice de distorção idade-série. "Na prática, não fica tão claro qual demanda que passou na frente. É mais difícil ter prestação de contas [nos repasses voluntários] do que nos legais ou constitucionais", afirma Peres. Conclusão: no escândalo do MEC, os favorecimentos supostamente ofertados por eles entrariam nesta categoria de investimentos voluntários. As demais modalidades do FNDE (repasses legais e constitucionais) não abrem espaço para alguém "vender senha na fila". Por que o FNDE está envolvido no escândalo que levou à prisão de Milton Ribeiro? Segundo o jornal "Estado de S. Paulo", os pastores evangélicos Arilton Moura e Gilmar dos Santos (que não ocupam cargos no governo) negociaram com prefeitos a possibilidade de liberar verba do FNDE mesmo sem seguir critérios técnicos. Em áudio revelado pela "Folha de S.Paulo", o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, fala abertamente sobre esse lobby em uma reunião com prefeitos e diz que o esquema é um pedido do presidente Jair Bolsonaro. Após a revelação do áudio, Ribeiro pediu a exoneração do cargo em 28 de março. Linha do tempo: relembre o caso que levou à prisão de Milton Ribeiro Por que Ribeiro foi preso? Vídeo mostra momento em que ex-ministro Milton Ribeiro é preso pela PF por volta das 7h Nesta quarta-feira (23), o ex-ministro foi preso. Ele é suspeito de praticar: corrupção passiva; prevaricação (quando um funcionário público "retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício" ou se o pratica "contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal"); advocacia administrativa (quando um servidor defende interesses particulares junto ao órgão da administração pública no qual exerce suas funções) e tráfico de influência.
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23/06 - Delegado aponta 'interferência' no caso Milton Ribeiro, e PF manda abrir apuração interna
Preso, ex-ministro da Educação teve 'honraria', disse delegado. Por ordem judicial, Milton Ribeiro deveria ter sido transferido para Brasília, mas permaneceu em SP até conseguir ser solto. Delegado da PF diz que houve interferência na condução do caso Milton Ribeiro A Polícia Federal divulgou nota nesta quinta-feira (23) na qual anunciou a abertura de um procedimento interno para apurar "boatos de possível interferência" na operação que levou à prisão o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro — ele foi solto na tarde desta quinta por ordem do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Na nota, a PF não esclarece o que seria a "possível interferência". Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a prisão de Ribeiro era um "sinal" de ele que não interfere na PF. "Considerando boatos de possível interferência na execução da Operação Acesso Pago e objetivando garantir a autonomia e a independência funcional do Delegado de Polícia Federal, conforme garante a Lei nº 12.830/2013, informamos que foi determinada a instauração de procedimento apuratório para verificar a eventual ocorrência de interferência, buscando o total esclarecimento dos fatos", diz o texto da nota. Mas, em mensagem interna a colegas da PF, o delegado Bruno Callandrini disse que houve "decisão superior" para que Ribeiro não fosse transferido para Brasília, conforme determinação judicial emitida na quarta-feira por um juiz federal. A TV Globo teve acesso à mensagem (leia a íntegra mais abaixo), depois de o jornal "Folha de S.Paulo" ter publicado a informação. Em razão da "decisão superior", escreveu o delegado, ele deixou de ter "autonomia investigativa e administrativa para conduzir o Inquérito Policial deste caso com independência e segurança institucional". "Falei isso ao Chefe do CINQ [Coordenação de Inquérito nos Tribunais Superiores, da Polícia Federal] ontem, após saber que, por decisão superior, não iria haver o deslocamento de Milton Ribeiro para Brasília e manterei a postura de que a investigação foi obstaculizada ao se escolher pela não transferência de Milton a Brasília à revelia da decisão judicial", escreveu o delegado na mensagem. De acordo com o delegado, foram concedidas ao ex-ministro "honrarias não existentes na lei". "O principal alvo, em São Paulo, foi tratado com honrarias não existentes na lei, apesar do empenho operacional da equipe de Santos que realizou a captura de Milton Ribeiro, e estava orientada, por este subscritor, a escoltar o preso até o aeroporto em São Paulo para viagem a Brasília", escreveu. Desembargador manda soltar ex-ministro de Bolsonaro Milton Ribeiro e outros quatro presos pela PF Ministro é solto Na tarde desta quinta, Milton Ribeiro deixou a carceragem da Polícia Federal na capital paulista. Ele foi solto por volta das 15h, depois de o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), cassar a prisão preventiva determinada pelo juiz federal Ricardo Borelli, da 15ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Na decisão, o juiz Borelli havia determinado a transferência de Milton Ribeiro para Brasília, onde seria ouvido em audiência de custódia no início da tarde. A Polícia Federal, no entanto, argumentou que, naquele momento, estava sem condições "logísticas" de transportar o ex-ministro de São Paulo para a capital federal. Ribeiro foi preso na quarta-feira (22) pela Polícia Federal. Ele é investigado por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do Ministério da Educação (MEC). O suposto esquema envolvia pastores que teriam prometido a prefeitos a liberação de verbas do ministério mediante pagamento de propina. Mensagem Leia abaixo a íntegra da mensagem que o delegado responsável pela investigações enviou a colegas: Muito obrigado a todos pelo empenho na execução da Operação Acesso Pago. A investigação envolvendo corrupção no MEC foi prejudicada no dia de ontem em razão do tratamento diferenciado concedido pela PF ao investigado Milton Ribeiro. Vejo a operação policial como investigação na essência e o momento de ouro na produção da informação/prova. O deslocamento de Milton para a carceragem da PF em SP * é demonstração de interferência na condução da investigação, por isso, afirmo *não ter autonomia investigativa e administrativa para conduzir o Inquérito Policial deste caso com independência e segurança institucional. Falei isso ao Chefe do CINQ ontem, após saber que, por decisão superior, não iria haver o deslocamento de Milton Ribeiro para Brasília, e, manterei a postura de que a investigação foi obstaculizada ao se escolher pela não transferência de Milton a Brasília à revelia da decisão judicial. As equipes de Gyn, Brasília, Belém e Santos, que cumpriram a missão de ontem, trabalharam com obstinação nas ruas e no suporte operacional, um trabalho hercúleo para o cumprimento dos mandados durante a Operação Acesso Pago, literalmente se esforçaram 24/7 e foram aguerridos em capturar todos os alvos. Faço referência especial às equipes de GYN que, mesmo após a prisão, ainda escoltaram os presos via terrestre, para a SR/PF/DF, incontinenti. No entanto, o principal alvo, em São Paulo, foi tratado com honrarias não existentes na lei, apesar do empenho operacional da equipe de Santos que realizou a captura de Milton Ribeiro, e estava orientada, por este subscritor, a escoltar o preso até o aeroporto em São Paulo para viagem à Brasília, Quantos presos de Santos, até ontem, foram levados para a carceragem da SR/PF/SP? É o que tinha a manifestar em lealdade a vocês que cumpriram a missão de ontem com o espírito do verdadeiro policial feceral. Abraço.
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23/06 - Bolsonaro veta projeto que reconhece ensino diferenciado em escolas rurais
De acordo com a proposta, seria reconhecida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) a modalidade em que estudantes da zona rural aprendem tanto conteúdos teóricos quanto aqueles relacionados à realidade do campo. Jair Bolsonaro durante o encontro da Cúpula das Américas, em Los Angeles, em 10 de junho de 2022 Lauren Justice/Reuters O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto de lei que incluiria na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) o ensino diferenciado em escolas da zona rural. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (23) do "Diário Oficial da União" (DOU). De autoria do deputado federal Helder Salomão (PT/ES), o texto havia sido aprovado pelo Senado em 31 de maio. Ele estabelecia que estados e municípios deveriam reconhecer a chamada "pedagogia de alternância", já aplicada em Escolas Família Agrícola (EFAs) e Casas Familiares Rurais (CFRs). Em resumo, é um sistema que busca proporcionar aos alunos do campo uma educação relacionada à comunidade em que vivem. As aulas são divididas entre: conteúdos teóricos do ensino fundamental e médio (como matemática e português); e experiências ligadas à família e ao trabalho técnico no campo. Dessa forma, o estudante recebe uma formação integral e humanista, voltada ao desenvolvimento sustentável da região onde vive. Como há um diálogo constante com os pais do aluno, todo o entorno é beneficiado pela "pedagogia de alternância". Ao vetar o projeto de lei, Bolsonaro alegou que "a proposta contraria o interesse público e incorre em vício de inconstitucionalidade ao substituir a expressão 'escolas rurais' por 'escolas do campo', de sentido mais restrito", deixando de lado as modalidades de educação indígena e quilombola. "Tal restrição (...) afronta o princípio da isonomia, pois restringe o público-alvo a ser contemplado e infringe o disposto no caput do art. 210 da Constituição, que estabelece a garantia de respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais, quando da fixação dos currículos", afirma o presidente, na justificativa ao veto.
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23/06 - Prefeito que ouviu pedido de propina em ouro ainda aguarda verba solicitada ao MEC, diz advogado
Ao g1, advogado que representa o prefeito Gilberto Braga, de Luís Domingues, afirmou que a verba seria usada para a construção de creches no município. Verba foi solicitada em 2021 e até o momento, o dinheiro não foi repassado. Prefeito de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (dir.), fala a senadores sobre pedido de ouro por pastor em troca de verba no MEC Reprodução/TV Senado O advogado do prefeito de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga, que recebeu pedido de propina em ouro de pastor ligado ao Ministério da Educação (MEC), disse ao g1, nesta quinta-feira (23), que o município ainda aguarda a liberação de recursos para a construção de duas creches. Abdom Marinho explicou que os pedidos foram feitos em 2021 pelo Município de Luís Domingues para o Ministério da Educação e a liberação da verba ainda está em tramitação. Questionado, o advogado não soube datar exatamente quando foi feito o pedido. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Luís Domingues, cidade localizada a 230 km de São Luís, é conhecida por abrigar garimpos ilegais. Parte da população vive da extração ilegal do ouro e a região também é conhecida pela produção de açaí. Veja também: Prefeito que ouviu de pastor pedido de propina em ouro diz temer pela própria vida Prefeito que recusou pedido de propina de pastor diz que aguarda há 1 ano e 3 meses verba reivindicada ao MEC Segundo o IBGE, a estimativa de salário médio mensal dos trabalhadores formais em Luís Domingues era de cerca de 1,8 salários mínimos em 2019. Da população empregada formalmente naquele ano, apenas 6,1% trabalhava na própria cidade. Pedido de propina O prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga, disse em um áudio divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" que um pastor pediu pagamentos – em dinheiro e em ouro – em troca da liberação de recursos para o município. O pedido de propina relatado por Braga teria sido feito por Arilton Moura, um dos pastores que teriam interferência na distribuição de verbas da Educação, foi revelado pelo prefeito ao jornal "O Estado de S.Paulo". FNDE: como funciona o órgão do MEC de onde sai a verba sob suspeita de ser negociada por pastores Moura é também um dos citados pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, em um áudio, obtido pela "Folha de S.Paulo", sobre um pedido do presidente Jair Bolsonaro para favorecer as indicações de pastores para aplicação de verbas públicas. O blog da Ana Flor conversou com o prefeito e o advogado dele que o representa, Abdom Marinho, também afirmou que o prefeito não fez qualquer depósito – e nem acreditou que o pastor Arilton Moura tivesse condições de encaminhar as demandas do município. Ao g1, por meio de nota na época, o prefeito Gilberto Braga confirmou a veracidade das declarações e afirmou que não deu "qualquer crédito às supostas propostas do pastor". Ex-ministro preso pela PF Milton Ribeiro JN O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso nessa quarta-feira (22) em uma operação da Polícia Federal (PF), em Santos (SP). Segundo o porteiro do prédio em que ele mora, o ex-ministro foi levado por volta das 7h. A prisão de Ribeiro foi determinada pela Justiça por causa de um suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC. Milton foi levado pela PF por volta das 7h do prédio onde mora em Santos Nina Barbosa/g1 Santos O ex-ministro é investigado por suspeita de corrupção passiva; prevaricação (quando um funcionário público 'retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício', ou se o pratica 'contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal'); advocacia administrativa (quando um servidor público defende interesses particulares junto ao órgão da administração pública onde exerce suas funções); e tráfico de influência. A investigação envolve um áudio no qual Ribeiro dizia liberar verbas da pasta por indicação de dois pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura, a pedido de Bolsonaro. Uma fonte da PF em São Paulo disse à TV Tribuna que Milton Ribeiro deve ser levado para Brasília.
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23/06 - Preso, Milton Ribeiro deve passar por audiência de custódia nesta quinta em SP; ex-ministro aguarda julgamento de habeas corpus
Preso no litoral do estado em operação que investiga prática de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do PNDE, Milton foi transferido para a sede da PF na capital ainda na quarta-feira (22). Audiência por vídeoconferência está prevista para 14h desta quinta (23). PF prende ex-ministro Milton Ribeiro por suspeita de tráfico de influência e corrupção no MEC O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro passou a noite carceragem da Polícia Federal em São Paulo e, nesta quinta-feira (23), deve passar por audiência de custódia da Justiça Federal em Brasília por videoconferência. Segundo a Justiça Federal no Distrito Federal, a audiência está marcada para as 14h. Além de Milton Ribeiro, devem ser ouvidos Helder Bartolomeu, Luciano de Freitas Musse, o pastor Gilmar Santos – que estão presos em Brasília – e, também por vídeoconferência, o pastor Arilton Moura, que está preso no Pará. Na noite desta quarta, a defesa de Milton Ribeiro apresentou um habeas corpus Tribunal Regional Federal da 1ª Região para tentar tirar o ministro da prisão. Mas, ainda não há previsão de quando o pedido será avaliado. Vídeo mostra momento em que ex-ministro Milton Ribeiro é preso pela PF por volta das 7h Ribeiro era esperado em Brasília para realização da audiência de custódia nesta quinta. A defesa do ex-ministro entrou com um pedido de vista para que ele fosse mantido em Santos, mas Justiça Federal negou o pedido para a permanência em São Paulo. Na decisão, o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal, determinou a imediata transferência do ex-ministro para a capital federal. Mesmo com a decisão da Justiça Federal de mandá-lo pra Brasília, a PF argumentou que não tinha logística pra fazer isso na quarta nem quinta-feira a tempo de Milton chegar no horário marcado para a audiência, às 14h. O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro foi preso no âmbito de uma operação, batizada de Acesso Pago, que investiga a prática de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação. A prisão de Ribeiro foi determinada pela Justiça por causa de um suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC. O ex-ministro é investigado por suspeita de corrupção passiva; prevaricação (quando um funcionário público 'retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício', ou se o pratica 'contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal'); advocacia administrativa (quando um servidor público defende interesses particulares junto ao órgão da administração pública onde exerce suas funções); e tráfico de influência. Em nota enviada à imprensa, os advogados de Milton Ribeiro defenderam que a prisão do ex-ministro "é injusta, desmotivada e indiscutivelmente desnecessária" e que "inexiste razão para a prisão preventiva editada". LEIA MAIS Foto em Bíblia, debandada no Inep, fala sobre crianças com deficiência e mais: as polêmicas de Milton Ribeiro FNDE: por que o fundo palco de escândalo é tão disputado no MEC Prefeito que recusou pedido de propina de pastor diz que ainda aguarda verba reivindicada ao MEC Entenda a investigação A investigação envolve um áudio no qual Ribeiro dizia liberar verbas da pasta por indicação de dois pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura, a pedido de Bolsonaro. "Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar", disse o ministro no áudio. Alguns prefeitos também denunciaram pedidos de propina – em dinheiro e em ouro – em troca da liberação de recursos para os municípios. Milton Ribeiro disse que pediu apuração dessas denúncias à Controladoria-Geral da União. Ribeiro já havia prestado depoimento à PF no final de março, quando confirmou que recebeu o pastor Gilmar a pedido de Bolsonaro. No entanto, ele negou que tenha ocorrido qualquer tipo favorecimento. Quem é Milton Ribeiro? Relembre o caso O inquérito foi aberto após o jornal "O Estado de S. Paulo" revelar, em março, a existência de um "gabinete paralelo" dentro do MEC controlado pelos dois pastores. Dias depois, o jornal "Folha de S.Paulo" divulgou um áudio de uma reunião em que Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, repassava verbas para municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva. Após a revelação do áudio, Ribeiro deixou o comando do Ministério da Educação. Registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) apontam dezenas de acessos dos dois pastores a gabinetes do Palácio do Planalto. 'Cara no fogo' Em vídeo, Bolsonaro chegou a dizer que botava "a cara no fogo" por Ribeiro e que as denúncias contra o ex-ministro eram "covardia" (assista abaixo). Já nesta quarta, questionado sobre a prisão do ex-ministro pela PF, Bolsonaro afirmou que Ribeiro é quem deve responder por eventuais irregularidades à frente do MEC. "Ele responde pelos atos dele", afirmou Bolsonaro em entrevista à rádio Itatiaia. O presidente disse ainda que "se a PF prendeu, tem motivo." Bolsonaro: ‘Eu boto a minha cara no fogo pelo Milton’
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22/06 - Preso, ex-ministro da Educação Milton Ribeiro é levado de Santos para a carceragem da PF na capital paulista
Preso em operação que investiga prática de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Ribeiro deve passar por audiência por videoconferência. PF prende ex-ministro Milton Ribeiro por suspeita de tráfico de influência e corrupção no MEC Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (22), em Santos, no litoral paulista, foi trazido para São Paulo, onde deve dormir na carceragem da sede da PF na Zona Oeste de capital e participar de audiência por vídeoconferência. Ele foi preso no prédio em que mora, em Santos, por volta das 7h, em investigação sobre suspeita de tráfico de influência e corrupção na pasta. (veja o vídeo acima). Ribeiro saiu do litoral por volta das 13h30 e chegou à superintendência da Polícia Federal na Lapa por volta das 16h. Vídeo mostra momento em que ex-ministro Milton Ribeiro é preso pela PF por volta das 7h Ribeiro era esperado em Brasília às 14h desta quinta-feira (23), para uma audiência de custódia. A defesa do ex-ministro entrou com um pedido de vista para que ele fosse mantido em Santos, mas Justiça Federal negou o pedido da defesa para a permanência em São Paulo. Na decisão, o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal, determinou a imediata transferência do ex-ministro para Brasília. Mesmo com a decisão da Justiça Federal de mandá-lo pra Brasília, a PF argumentou que não tinha logística pra fazer isso nesta quarta nem quinta-feira (23) a tempo de ele participar da audiência as 14h. Na noite desta quarta, a defesa entrou com pedido de habeas corpus do ex-ministro do Tribunal Regional Federal. O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro foi preso no âmbito de uma operação, batizada de Acesso Pago, que investiga a prática de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação. A prisão de Ribeiro foi determinada pela Justiça por causa de um suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC. O ex-ministro é investigado por suspeita de corrupção passiva; prevaricação (quando um funcionário público 'retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício', ou se o pratica 'contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal'); advocacia administrativa (quando um servidor público defende interesses particulares junto ao órgão da administração pública onde exerce suas funções); e tráfico de influência. Em nota enviada à imprensa, os advogados de Milton Ribeiro defenderam que a prisão do ex-ministro "é injusta, desmotivada e indiscutivelmente desnecessária" e que "inexiste razão para a prisão preventiva editada". LEIA MAIS Foto em Bíblia, debandada no Inep, fala sobre crianças com deficiência e mais: as polêmicas de Milton Ribeiro FNDE: por que o fundo palco de escândalo é tão disputado no MEC Prefeito que recusou pedido de propina de pastor diz que ainda aguarda verba reivindicada ao MEC Entenda a investigação A investigação envolve um áudio no qual Ribeiro dizia liberar verbas da pasta por indicação de dois pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura, a pedido de Bolsonaro. "Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar", disse o ministro no áudio. Alguns prefeitos também denunciaram pedidos de propina – em dinheiro e em ouro – em troca da liberação de recursos para os municípios. Milton Ribeiro disse que pediu apuração dessas denúncias à Controladoria-Geral da União. Ribeiro já havia prestado depoimento à PF no final de março, quando confirmou que recebeu o pastor Gilmar a pedido de Bolsonaro. No entanto, ele negou que tenha ocorrido qualquer tipo favorecimento. Quem é Milton Ribeiro? Relembre o caso O inquérito foi aberto após o jornal "O Estado de S. Paulo" revelar, em março, a existência de um "gabinete paralelo" dentro do MEC controlado pelos dois pastores. Dias depois, o jornal "Folha de S.Paulo" divulgou um áudio de uma reunião em que Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, repassava verbas para municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva. Após a revelação do áudio, Ribeiro deixou o comando do Ministério da Educação. Registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) apontam dezenas de acessos dos dois pastores a gabinetes do Palácio do Planalto. 'Cara no fogo' Em vídeo, Bolsonaro chegou a dizer que botava "a cara no fogo" por Ribeiro e que as denúncias contra o ex-ministro eram "covardia" (assista abaixo). Já nesta quarta, questionado sobre a prisão do ex-ministro pela PF, Bolsonaro afirmou que Ribeiro é quem deve responder por eventuais irregularidades à frente do MEC. "Ele responde pelos atos dele", afirmou Bolsonaro em entrevista à rádio Itatiaia. O presidente disse ainda que "se a PF prendeu, tem motivo." Bolsonaro: ‘Eu boto a minha cara no fogo pelo Milton’
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22/06 - Prefeito que recusou pedido de propina de pastor diz que aguarda há 1 ano e 3 meses verba reivindicada ao MEC
Manoel do Vitorinho (PP), de Boa Esperança do Sul (SP), afirma que Arilton Moura pediu R$ 40 mil em troca de verba. Pastor e ex-ministro Milton Ribeiro estão entre presos de operação da PF. O prefeito de Boa Esperança do Sul (SP), Manoel do Vitorinho (PP) Reprodução/EPTV O prefeito de Boa Esperança do Sul (SP), José Manoel de Souza (PP), conhecido como Manoel do Vitorinho, que recusou pedido de propina de R$ 40 mil de pastor ligado ao Ministério da Educação (MEC), disse ao g1, nesta quarta-feira (22), que há mais de um ano espera a liberação de verbas da pasta para ampliação de uma escola infantil e compra de ônibus escolar. A solicitação foi feita feita em 18 de março do ano passado, dia em que o prefeito diz ter rejeitado a oferta de Arilton Moura. O pastor teria pedido o suborno em troca de uma escola profissionalizante para o município. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Arilton é um dos presos em uma operação da Polícia Federal que investiga desvios de verbas no Ministério da Educação. O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro também está entre os presos. Ribeiro é suspeito de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em esquema para liberação de verbas do MEC. LEIA TAMBÉM: PF prende ex-ministro da Educação Milton Ribeiro Entenda por que Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, foi preso Prefeito de Boa Esperança do Sul relata que pastor pediu propina de R$ 40 mil Pedidos de verba protocolados no MEC O ministro da Educação, Milton Ribeiro, e o prefeito de Boa Esperança do Sul, Manoel do Vitorinho (PP) Reprodução/Facebook O prefeito Manoel do Vitorinho protocolou os pedidos de verba para a ampliação de uma escola de educação infantil do município e para compra de ônibus escolar em 18 de março de 2021, dia da reunião com o então ministro da Educação com cerca de 30 gestores municipais. Um ano e 3 meses depois, nenhuma verba chegou ao município. "Até hoje Boa Esperança do Sul não foi contemplada com nenhum recurso do MEC. Inclusive na semana passada a gente recebeu um e-mail [do MEC], onde a gente teve que responder se o município tinha recebido algum recurso do MEC ou não. Essa também é nossa indignação, o MEC não tem um sistema que consiga ver os municípios que foram contemplados? Porém a gente segue à disposição para falar a verdade", disse o prefeito ao g1 nesta quarta. Ele também falou sobre a prisão do ex-ministro. "Realmente concretiza tudo aquilo que a gente denunciou, pra que realmente fosse cumprido mandado de prisão é porque realmente tem provas documentais. Agora se isso vai acabar com a corrupção, acho uma pergunta meio difícil de te responder", afirmou. O prefeito já prestou depoimento sobre o caso na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Senado. Pedido de propina em março de 2021 O ministro da Educação, Milton Ribeiro, com o pastor Arilton Moura em 30/11/2021 Luis Fortes/MEC No dia em que fez os pedidos de verbas, após a reunião, o prefeito afirmou que o pastor Arilton fez a proposta de propina em um restaurante de hotel. "Depois de protocolar, ele convidou para almoçar no restaurante do hotel e disse ‘é que lá vai estar o pastor Arilton e o pastor Gilmar, eles vão falar um pouquinho sobre as demandas que vão liberar para os municípios’. Pegamos um táxi e fomos”, disse o prefeito à EPTV, em março deste ano. "Ele [Arilton] falou: 'prefeito, você sabe como as coisas funcionam, não dá pra ajudar todas as cidades, mas eu posso ajudar seu município'. Perguntei como e ele [Arilton] disse que era com uma escola profissionalizante. Respondi que isso não era uma necessidade do município e ele disse: ‘olha prefeito, eu consigo fazer um papel, um ofício agora, te libero a escola, mas em contrapartida você precisa depositar R$ 40 mil na conta da igreja evangélica'. Eu levantei, bati no ombro dele e falei ‘muito obrigado, pastor. Pra mim, dessa forma, não serve!’”, contou na ocasião. Pastor no MEC Arilton é um dos pastores com trânsito livre no MEC e relação próxima com o ministro Milton Ribeiro. Uma reportagem do jornal 'Folha de S. Paulo' mostrou áudio de Ribeiro, em reunião com prefeitos, dizendo que repassa verbas do MEC a municípios indicados pelos pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em nota divulgada em março, Ribeiro negou favorecimento a pastores e também que a prática ocorresse a pedido de Bolsonaro. Ministro da Educação diz em áudio que prioriza amigos de pastor a pedido de Bolsonaro Operação da PF A operação da Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta, em Santos (SP), o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Uma fonte da PF em São Paulo disse à TV Tribuna que Milton Ribeiro deve ser levado para Brasília. Segundo o porteiro do prédio em que ele mora, o ex-ministro foi levado por volta das 7h. Milton foi levado pela PF por volta das 7h do prédio onde mora em Santos Nina Barbosa/g1 Santos A prisão de Ribeiro foi determinada pela Justiça por causa de um suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC. O ex-ministro é investigado por suspeita de corrupção passiva; prevaricação (quando um funcionário público 'retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício', ou se o pratica 'contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal'); advocacia administrativa (quando um servidor público defende interesses particulares junto ao órgão da administração pública onde exerce suas funções); e tráfico de influência. A investigação envolve um áudio no qual Ribeiro dizia liberar verbas da pasta por indicação de dois pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura, a pedido de Bolsonaro. Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara.
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22/06 - 'Envergonha a todos nós', diz presidente da Comissão de Educação sobre prisão de Milton Ribeiro; veja mais repercussão
Senador Marcelo Castro (MDB-PI) falou sobre a operação contra o ex-ministro na abertura da sessão do colegiado. Prisão é o principal assunto do Congresso nesta quarta e oposição fala em CPI do MEC. O senador Marcelo Castro (MDB-PI), presidente da Comissão de Educação do Senado, afirmou nesta quarta-feira (22) que lamenta a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e disse que “providências precisam ser tomadas” para aprofundar as investigações. Ele afirmou ainda que a prisão "envergonha a todos nós" (mais abaixo nesta reportagem, veja mais da repercussão no Congresso sobre prisão do ex-ministro). Ribeiro foi alvo de operação da Polícia Federal nesta manhã. Ele é investigado por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC. A TV Globo apurou que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura também foram alvos da operação e presos. Eles são investigados por atuar informalmente junto a prefeitos para a liberação de recursos do Ministério da Educação. “Estou lamentando a prisão. Isso é uma coisa que envergonha a todos nós, mas evidente que providências precisam ser tomadas”, disse Castro na abertura da sessão do colegiado. Fernando Gabeira: ‘Dia histórico, em que o governo Bolsonaro recebe o selo de corrupção’ Repercussão no Congresso A prisão de Ribeiro é o principal tema discutido entre parlamentares no Congresso nesta quarta-feira. De acordo com o blog do Valdo Cruz, a oposição acredita que vai conseguir assinaturas para criar uma CPI do MEC. "Faltam apenas duas assinaturas, temos 25. Acredito que vamos conseguir as duas que faltam e outras para criar a CPI do MEC. Até aqui, o governo estava conseguindo barrar a criação da comissão, mas a prisão do ex-ministro reforça a necessidade da CPI", afirmou ao blog o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de criação da CPI do MEC. No plenário da Câmara, oposicionistas comentaram a prisão de Ribeiro. O deputado Afonso Florence (PT-BA) lembrou que, quando surgiram as denúncias, em março, o presidente Jair Bolsonaro disse que colocava a "cara no fogo" pelo então ministro. "Estou trazendo aqui a minha solidariedade ao presidente Bolsonaro. É um creme para a proteção das queimaduras que ele sofrerá. Falo dele e dos parlamentares que fazem a defesa do governo Bolsonaro", afirmou Florence. O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), evangélico assim como Ribeiro, disse que aqueles que defendem a fé, mas se envolvem com corrupção, acabam sendo destinados à vergonha. "O que nós devemos pensar neste dia, principalmente nós que somos evangélicos? Primeiro, que é um dia triste, mas também é um dia em que a palavra de Deus se cumpre, pois não há nada encoberto que não seja revelado. É o que disse o Senhor Jesus. E aqueles que defendem a fé, mas se misturam com a corrupção, o fim de todos eles será a vergonha", discursou o deputado. Ausência na comissão Quando estouraram as denúncias de irregularidades do MEC, no fim de março, a Comissão de Educação quis fazer uma audiência com os principais envolvidos no caso. O próprio Milton Ribeiro chegou a ser convidado pelo colegiado e informou que estava à disposição para prestar depoimento. No entanto, ele não compareceu Da mesma maneira, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura foram chamados a dar explicações , mas também não foram à comissão. Quando lembra da ausência dos investigados na comissão, Castro cita que essa atitude equivale a uma confissão de culpa (veja no vídeo abaixo): ‘Quem é convidado à Comissão e se recusa a vir assina uma confissão de culpa’, diz Marcelo Castro A Comissão de Educação não tem o poder investigatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e, por isso, não pode solicitar convocações de pessoas que não estão no primeiro escalão do governo nem pedir quebras de sigilo. O colegiado, por outro lado, tem a prerrogativa de convidar pessoas a prestar depoimento (e a presença é facultativa) e de cobrar informações de ministérios e órgãos de investigação. Ao cobrar providências nesta quarta, o senador Marcelo Castro não detalhou quais medidas devem ser tomadas. Prefeitos confirmaram pedidos de propina Em abril, a Comissão de Educação realizou uma audiência com prefeitos que confirmaram que o pastor Arilton Moura cobrava propina em dinheiro, ouro e até por meio da compra de bíblias para conseguir liberar verbas no Ministério da Educação. Segundo os prefeitos, ele também ajudava a viabilizar reuniões no MEC com o então ministro Milton Ribeiro e com o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes da Ponte. O pastor Gilmar Santos também foi citado entre os participantes das conversas. Os dois tinham trânsito livre no MEC. As cobranças se davam em troca da construção de escolas e creches, disseram os prefeitos. Eles reforçaram ainda que, após a negativa do pagamento de propina, a verba para as obras não foi empenhada.
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22/06 - Foto em Bíblia, debandada no Inep, fala sobre crianças com deficiência e mais: as polêmicas de Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação
No período em que ocupou o cargo de ministro da Educação, de julho de 2020 a março de 2022, Milton Ribeiro colecionou frases que foram amplamente criticadas, nomeações questionáveis e debandadas em entidades que funcionam sob a gestão do MEC. Quem é Milton Ribeiro? Ministro da Educação no governo do presidente Jair Bolsonaro de julho de 2020 a março de 2022, Milton Ribeiro acumulou polêmicas que vão de foto em Bíblia a interferência no Enem durante sua gestão. Ele deixou o cargo uma semana após a divulgação de um áudio no qual dizia liberar verbas da pasta por indicação de dois pastores a pedido de Bolsonaro. Nesta quarta-feira (22), em meio a operação batizada de Acesso Pago, que investiga a atuação dos dois pastores pastores suspeitos de montar um gabinete paralelo para liberação de verbas dentro do MEC., Ribeiro foi preso pela Polícia Federal. VÍDEO: Em março, presidente disse que botava a 'cara no fogo pelo Milton' CAMAROTTI: Planalto teme avanço nas investigações de gabinete paralelo Abaixo, relembre algumas polêmicas do ex-ministro: Foto em Bíblia Em março de 2022, Milton Ribeiro afirmou que autorizou a produção de Bíblias com a sua imagem e a distribuição gratuita delas em um evento de cunho religioso. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", no entanto, as obras com a foto de Ribeiro (ao lado da esposa) foram dadas aos convidados de um encontro do Ministério da Educação (MEC) em Salinópolis (PA), a 220 quilômetros de Belém. Na ocasião, segundo a reportagem, estavam prefeitos e secretários municipais, além dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, supostamente envolvidos no escândalo da pasta. Os dois também aparecem em fotos nesta edição da Bíblia. Ribeiro disse, em um post no Twitter, que descobriu, no final de outubro de 2021, que os livros estavam sendo distribuídos em eventos sem sua autorização. "Novamente agi com diligência e de forma tempestiva para evitar o uso indevido de minha imagem. Imediatamente, em 26 de outubro de 2021, enviei ofício desautorizando esse tipo de distribuição. Segue [sic] documentos comprobatórios", escreveu no Twitter. Debandada do Inep A menos de três semanas da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em novembro de 2021, 37 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC responsável pela prova, entregaram seus cargos na entidade. Em um ofício com o pedido de dispensa encaminhado à diretoria do Inep, os servidores justificaram a saída pela "fragilidade técnica e administrativa da atual gestão máxima" do órgão. Também mencionaram episódios de assédio moral, expostos em uma assembleia na ocasião da renúncia. Denúncia de tentativa de interferência no Enem No mesmo mês, servidores do órgão relataram uma tentativa de interferência na montagem do Enem. Na ocasião, parte dos profissionais afirmou que sofreu pressão psicológica e vigilância velada para que evitassem escolher questões polêmicas que eventualmente incomodariam o governo Bolsonaro. Eles não detalharam quais perguntas foram excluídas da avaliação, alegando que todas as informações acerca do Banco Nacional de Itens (o acervo de onde são tirados os conteúdos para o Enem) são sigilosas. Um grupo de parlamentares fizeram uma representação apresentando as acusações contra o Inep em novembro de 2021 e o Tribunal de Contas da União abriu um procedimento para analisar o caso. Procurado, o TCU afirmou que ainda não há uma decisão final sobre o assunto. Em dezembro, o relator negou o afastamento cautelar do presidente do Inep. Em uma audiência pública solicitada pela Frente Parlamentar de Educação, o presidente do Inep, Danilo Dupas, negou as acusações. Nomeações criticadas e crise na Capes Em abril de 2021, já durante a gestão de Ribeiro no ministério da Educação, Cláudia Mansani Queda de Toledo foi nomeada para coordenar a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A decisão foi criticada porque a reitora teve um curso de pós-graduação com recomendação de descredenciamento pela própria Capes em 2017 por não ter atingido a nota mínima para continuar em funcionamento. O ministro Milton Ribeiro e a presidente da Capes, Cláudia Mansani Queda de Toledo Twitter do ministro Milton Ribeiro O curso de mestrado "Sistema Constitucional de Garantias de Direitos", coordenado por Queda de Toledo, recebeu nota 2 no geral. Cerca de 4 meses depois, a própria Queda de Toledo fez uma nomeação que também foi criticada. Ela escolheu a advogada Lívia Palli Palumbo, de quem era professora e orientadora num curso de pós-graduação, para diretoria de Relações Internacionais da Capes. Além de ainda não ter concluído o doutorado na época da nomeação, Palumbo fazia o curso no Centro Universitário de Bauru (SP), instituição que é da família da presidente da Capes e mesma instituição em que Milton Ribeiro se graduou em direito. Já entre novembro e dezembro de 2021, 114 servidores renunciaram a suas funções na entidade. Na ocasião, as avaliações estavam paralisadas em razão de uma liminar obtida pelo Ministério Público Federal (MPF) diante de suspeita de irregularidades nos critérios de avaliação dos cursos. "Não há condições, neste momento, de se produzir uma avaliação dos programas de pós-graduação com a qualidade necessária para o cumprimento de seu papel de orientadora das políticas públicas para o desenvolvimento da pós-graduação brasileira", disseram os pesquisadores em carta de renúncia. Os servidores também criticaram a falta de ação da entidade para derrubar a liminar. Somente em dezembro, após a saída de boa parte dos pesquisadores, a decisão judicial foi derrubada, e os trabalhos foram retomados. Universidades 'para poucos' Vídeo: Milton Ribeiro defende que universidades sejam 'para poucos' Em 9 de agosto de 2021, Ribeiro declarou à TV Brasil que a "universidade deveria, na verdade, ser para poucos, nesse sentido de ser útil à sociedade". Ele defendeu que as verdadeiras "vedetes" (protagonistas) do futuro são os institutos federais, capazes de formar técnicos. "Tenho muito engenheiro ou advogado dirigindo Uber porque não consegue colocação devida. Se fosse um técnico de informática, conseguiria emprego, porque tem uma demanda muito grande", disse. Crianças com deficiência Na mesma entrevista, Ribeiro afirmou que, quando um aluno com deficiência é incluído em salas de aula comuns, ele não aprende e ainda "atrapalha" a aprendizagem dos colegas. Após repercussão negativa, o ministro tentou se justificar, mas proferiu outra frase considerada ofensiva. "Nós temos, hoje, 1,3 milhão de crianças com deficiência que estudam nas escolas públicas. Desse total, 12% têm um grau de deficiência que é impossível a convivência. O que o nosso governo fez: em vez de simplesmente jogá-los dentro de uma sala de aula, pelo 'inclusivismo', nós estamos criando salas especiais para que essas crianças possam receber o tratamento que merecem e precisam", afirmou, em visita ao Recife. Gays 'vêm de famílias desajustadas' Ministro da Educação diz que gays vêm de 'famílias desajustadas' Quase um ano antes, em entrevista publicada em 24 de setembro pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o ministro foi questionado sobre a importância da educação sexual na sala de aula. Ele disse que é importante mostrar "que há tolerância", mas que "o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo [termo considerado preconceituoso]" vêm, algumas vezes, de "famílias desajustadas". Para o ministro, discussões sobre gênero não deveriam ocorrer na escola. "Quando o menino tiver 17, 18 anos, vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser homossexual, eu respeito, mas não concordo", afirmou. "É claro que é importante mostrar que há tolerância, mas normalizar isso, e achar que está tudo certo, é uma questão de opinião." Professores trans Na ocasião, o ministro também afirmou que a população trans atuante na rede de ensino não pode incentivar os alunos "a andarem por esse caminho. Tenho certas reservas". Questões do Enem Meses antes, em junho de 2021, Ribeiro criticou o conteúdo cobrado em edições anteriores do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele citou uma pergunta sobre a diferença salarial entre os jogadores Neymar e Marta, e outra que aborda dialeto de gays e travestis (pajubá). E, na mesma entrevista, o ministro manifestou o desejo de ter acesso prévio ao exame para evitar o que chama de "questões de cunho ideológico". "Nós sabemos que, muitas vezes, havia perguntas objetivas ou até mesmo com cunho ideológico. Nós não queremos isso. Queremos provas técnicas", disse. Azitromicina, ivermectina e cloroquina Quatro dias depois de sua posse, Ribeiro anunciou que estava com Covid-19 e que trabalharia remotamente. Enquanto se tratava, declarou nas redes sociais que usava azitromicina, ivermectina e cloroquina. Afirmou que notou "diferença pra melhor de um dia pra outro".
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22/06 - Bolsonaro sanciona lei que estabelece regras para renegociação de dívidas do Fies
Podem ser renegociados os financiamentos contratados até o segundo semestre de 2017. Fachada do Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. FREDERICO BRASIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, com um veto a proposta que permite a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A sanção foi publicada na edição desta quarta-feira (22) do "Diário Oficial da União (DOU)". O presidente vetou um trecho que tira descontos concedidos no Programa Especial de Regularização Tributária da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O argumento é que a medida cria despesa sem apontar uma fonte de receita. A medida provisória que autoriza a renegociação foi editada pelo governo federal em dezembro de 2021 e entrou em vigor a partir de sua publicação. No entanto, para se tornar uma lei definitiva, a MP precisava ser aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente. O Fies é um programa pelo qual o governo federal paga as mensalidades de estudantes de graduação em instituições privadas de ensino superior enquanto eles cursam a faculdade. Por se tratar de um financiamento, o estudante precisa quitar a dívida posteriormente. Quando editou a medida, o governo explicou que 2,4 milhões de contratos do Fies foram realizados até 2017 e que o saldo devedor soma R$ 106,9 bilhões, com mais de 1 milhão de alunos inadimplentes. Em relação a contratos cujas parcelas estão atrasadas há mais de 90 dias na fase de amortização (18 meses após conclusão do curso), segundo o governo, há um rombo de R$ 7,3 bilhões de dívidas não pagas pelos universitários. A proposta beneficia estudantes com mais de 90 dias de atraso no pagamento das parcelas de financiamentos contratados até o segundo semestre de 2017. Dívidas acumuladas após esse período não entram neste programa de renegociação. Regras Desde o dia 7 de março, estudantes que estavam inadimplentes com o Fies foram autorizados a renegociar suas dívidas com Banco do Brasil ou Caixa. Os alunos deveriam seguir as regras publicadas inicialmente pelo governo, com descontos de até 92%. O Congresso, durante as votações, aumentou o percentual, que agora pode chegar a até 99%. O projeto deixa claro que aqueles inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) ou que tenham recebido o Auxílio Emergencial no ano passado poderão negociar uma redução de até 99% no valor das dívidas. Para o restante do público, o limite máximo de redução é de 77% e ser quitada dentro de 12 anos e seis meses. O Ministério da Educação (MEC) informou que a renegociação dos débitos irá até 31 de agosto de 2022. A renegociação está disponível em duas situações: dívidas que não foram pagas há mais de 360 dias, cujos recursos foram reservados e pagos pelo governo para tal função. Neste caso, serão incluídos créditos de difícil recuperação pela União; dívidas que não foram pagas há mais de 90 dias, mas cujo período de quitação dado ao estudante ainda não foi concluído, ou seja, o universitário ainda está em fase de pagamento. O prazo de 90 ou 360 dias é contado até o dia 30 de dezembro de 2021. Estudante com atraso superior a 360 dias: Inscritos no Cadastro Único ou que receberam auxílio emergencial em 2021: desconto de até 99% no valor consolidado da dívida para o pagamento integral do saldo devedor, podendo ser pago à vista ou em até 10 parcelas corrigidas pela taxa Selic. Demais financiados: desconto de até 77% no valor consolidado da dívida para o pagamento integral do saldo devedor. Estudantes com atraso superior a 90 dias e menor que 360 dias: À vista: desconto da totalidade dos encargos e 12% do valor principal; Parcelado: pagamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com redução de 100% de juros e multas. O estudante pode fazer simulações da renegociação com o banco com o qual possui o contrato do Fies. O Fies tem três fases para pagamento das parcelas. A primeira, enquanto o estudante está na universidade. A segunda, fase de carência, dura até 18 meses após a conclusão do curso. A terceira, fase de amortização, após esses 18 meses. VÍDEOS: notícias sobre política
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21/06 - Escola Técnica de Saúde da UFU abre seleção para novas turmas
São disponibilizadas 195 vagas em cursos técnicos em Uberlândia; inscrições vão até a próxima segunda-feira (27). Escola Técnica de Saúde da UFU está instalada no Campus Umuarama Milton Santos/Divulgação A Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de Uberlândia (Estes/UFU) abriu processo seletivo para estudantes que concluíram o ensino médio. Os interessados podem fazer as inscrições, que têm uma taxa de R$ 45,00, através de portal on-line até às 16h do dia 27 de junho. Segundo o edital, serão disponibilizadas 195 vagas em período integral para os cursos técnicos em: Análises Clínicas Enfermagem Controle Ambiental Saúde Bucal Prótese Dentária Segurança do Trabalho As taxas devem ser pagas ao final da inscrição, por meio de boleto bancário. Ainda conforme a universidade, os candidatos que se enquadrem em baixa renda podem solicitar a isenção do valor até às 23h59 do dia 22 de junho. As provas serão aplicadas das 13h às 16h do dia 17 de julho, em Uberlândia . As orientações como local de prova de cada candidato, datas e horários, critérios avaliativos e documentação necessária estarão disponíveis na Ficha do Candidato, disponibilizada no dia 11 do mesmo mês, além do edital, já publicado on-line. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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21/06 - Revalida 2022: inscrições para edição do 2º semestre estão abertas até 27 de junho
Exame possibilita a validação de diplomas de medicina expedidos no exterior. Candidatos farão a primeira etapa do processo em 7 de agosto em 8 capitais. Médico Revalida doutor estetoscópio saúde Unsplash As inscrições para o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) para o segundo semestre de 2022 já podem ser feitas. O prazo começa nesta terça-feira (21) e vai até 27 de junho. A taxa a ser paga é de R$ 410. Neste mesmo período, é preciso enviar a documentação exigida por meio do Sistema Revalida. A avaliação é exigida para revalidar diplomas de medicina expedidos por universidades estrangeiras e permitir que os profissionais possam atuar no Brasil. LEIA TAMBÉM: Sisu do 2º semestre: inscrições começarão em 28 de junho Fraude: saiba como funciona o mercado de venda de TCCs Enem 2022: 3,4 milhões se inscreveram; número é 10% maior que em 2021 São duas etapas (teórica e prática) que abordam, de forma interdisciplinar, cinco grandes áreas de conhecimento: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina da família e comunidade (saúde coletiva). A primeira fase será aplicada em 7 de agosto, em oito capitais: Brasília, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Salvador e São Paulo. No momento da inscrição, o participante deverá indicar a cidade onde deseja fazer a prova. O que é o Revalida A prova faz parte do processo de revalidação de diplomas de medicina expedidos por universidades estrangeiras. Se for aprovado nas duas fases, o candidato passa a poder exercer a profissão no Brasil. Para participar, é necessário: ser brasileiro(a) ou estrangeiro(a) em situação legal de residência no Brasil; enviar imagens do diploma (frente e verso), como solicitado pelo sistema de inscrição; ter registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) emitido pela Receita Federal do Brasil; ser portador de diploma médico expedido por instituição de ensino superior estrangeira, reconhecida no país de origem pelo seu ministério da educação ou órgão equivalente, autenticado pela autoridade consular brasileira ou pelo processo de Apostilamento de Haia, regulamentado pela Convenção de Apostila da Haia, tratado internacional promulgado pelo Brasil por intermédio do Decreto nº 8.660, de 29 de janeiro de 2016. Calendário do Revalida Inscrição: 21 a 27/06/2022 Pagamento da taxa de inscrição: 21 a 27/06/2022 Solicitação de atendimento especializado e tratamento por nome social: 21 a 27/06/2022 Resultado da solicitação de atendimento especializado: 05/07/2022 Envio do diploma: 21 a 27/06/2022 Resultado da análise do diploma: 05/07/2022 Recurso para pedidos negados: 05 a 11/07/2022 Resultado do recurso: 15/07/2022 1ª etapa da aplicação da prova: 07/08/2022 Divulgação das versões preliminares do gabarito: 10/08/2022 Divulgação versões definitivas definitivos: 13/09/2022 Resultado definitivo (P2) e resultado final da 1ª etapa: 07/10/2022 Vídeos
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20/06 - Sisu do 2º semestre abre consulta de vagas; inscrições começarão em 28 de junho
Candidatos podem fazer busca por município, curso ou instituição de ensino. É possível ter acesso ao número de vagas e às regras do processo seletivo de cada universidade. Página de consultas de vagas do Sisu. Reprodução Página de consultas de vagas do Sisu. Reprodução Os candidatos que querem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o segundo semestre deste ano já podem consultar quantas serão as vagas disponíveis e quais as regras do processo seletivo de cada universidade (como notas mínimas exigidas ou regulamento para cotas sociais). O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou essas informações no site do programa. Ao acessá-lo, basta digitar o nome do curso, da instituição de ensino ou do município de interesse. Abaixo, você verá: Total de vagas ofertadas no semestre Cursos com maior número de vagas Instituições com maior número de vagas Cronograma do segundo semestre Mas atenção: por enquanto, é possível apenas fazer essa pesquisa prévia. As inscrições para o Sisu 2022 só começam efetivamente em 28 de junho, e vão até 23h59 (horário de Brasília) de 1º de julho. Total de vagas Neste semestre, serão ofertadas 65.932 vagas em 2.043 cursos de 73 instituições públicas de ensino superior, de acordo com o MEC. Cursos com maiores ofertas Pedagogia Administração Matemática Ciências Biológicas Química Direito Física Medicina Engenharia Civil Engenharia Elétrica. Instituições com maior número de vagas Universidade Tecnológica Federal do Paraná Universidade Federal Fluminense Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade Federal do Maranhão Universidade Estadual da Paraíba Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal do Amazonas Universidade Federal do Piauí Universidade Federal do Espírito Santo Cronograma do Sisu Inscrições: de 28 de junho a 1º de julho Resultados: 6 de julho Matrículas: de 13 a 18 de julho Vídeos e podcast
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20/06 - Projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora volta à pauta em novo período legislativo da Câmara
Objetivo da matéria, segundo autor, é garantir o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino. Entenda como funciona e o que é. Projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora recebe pedido de vista - imagem de arquivo Reprodução/TV Câmara Municipal de Juiz de Fora Após receber 5 pedidos de vista nas reuniões ordinárias de maio, o Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora retorna à pauta da Câmara Municipal nesta segunda-feira (20) para o período legislativo referente ao mês. A proposta, de autoria do vereador Sargento Mello Casal (PTB), foi aprovada em 1ª discussão no dia 28 de abril. Desde então, ela retornou ao plenário do Legislativo para novas discussões, mas não chegou a ser votada devido a sucessivos pedidos de vista para análises mais detalhadas da matéria. Leia também: Saiba o que é linguagem neutra, que usa, por exemplo, 'todxs' e 'amigues' Após aprovação em 1ª discussão, projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora volta à pauta na Câmara; entenda De acordo com o vereador Sargento Mello, o objetivo do PL nº 117/2021 é garantir “aos estudantes do município de Juiz de Fora o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino”. Na justificativa do projeto, o vereador ressaltou que apesar das mudanças no comportamento da população, o ensino da língua padrão deve ser respeitado. “Muito embora a sociedade possa a vir passar por alterações de comportamento, a linguagem da norma padrão não é mutável como o comportamento humano, devendo ser mantido mesmo diante das transformações sociais. (...) o projeto em epígrafe é de suma importância uma vez que visa a garantia de direito ao acesso a língua portuguesa padrão dentro das normas e orientações emanadas pelos órgãos dos entes federativos responsáveis pelo ensino dentro da esfera de competência de cada um”. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em 1ª discussão no dia 28 de abril. Antes de ser aceita, a matéria havia recebido 3 pedidos de vista e um de sobrestamento. Na mesma data, ele retornou ao plenário para a 2ª discussão, mas novamente recebeu pedido de vista. No retorno à pauta do Legislativo, o PL contou com duas emendas substitutivas, ambas de autoria do vereador Sargento Mello. Uma delas prevê aplicação de multa de R$ 1.000 para quem violar a lei e a outra determina que as denúncias sejam encaminhadas à ouvidoria geral do município. Mas o que é o gênero neutro? É a substituição dos artigos feminino e masculino por um "x", "e" ou até pela "@" em alguns casos. Assim, "amigo" ou "amiga" virariam "amigue" ou "amigx". As palavras "todos" ou "todas" seriam trocadas, da mesma forma, por "todes", "todxs" ou "tod@s". A mudança, como é popular principalmente na internet, ainda não tem um modelo definido. Os defensores do gênero neutro também defendem a adoção do pronome "elu" para se referir a qualquer pessoa, independente do gênero, de maneira que abranja pessoas não-binárias ou intersexo que não se identifiquem como homem ou como mulher. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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18/06 - Casos de Covid-19 aumentam 1.471% em escolas de Piracicaba: 'voltem a usar máscara', alerta infectologista da Unicamp
Número de notificações passou de sete, em abril deste ano, para 110 registros até primeira semana de junho de 2022, segundo levantamento feito pelo g1. Médica alerta sobre importância da vacinação contra Covid-19 Reprodução/TV TEM Os casos de Covid-19 em escolas das redes pública e particular de ensino de Piracicaba (SP) passaram de sete notificações, em abril deste ano, para 110 registros na primeira semana de junho, segundo levantamento feito pelo g1 a partir dos dados disponíveis no Sistema de Informação e Monitoramento da Educação (Simed) e de informações solicitadas à prefeitura. A diferença aponta aumento de positivação para doença em 1.471% no período. As aulas seguem presenciais em todas as escolas da cidade e não há previsão de mudança nos protocolos. A médica infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Raquel Silveira Bello Stucchi, aconselha o retorno do uso das máscaras de proteção contra Covid-19 em locais fechados, incluindo as escolas, ainda que a medida não seja obrigatória. "É importante que, independente da legislação vigente no município, as pessoas voltem a usar a máscara nos ambientes fechados", alertou. "As crianças, por exemplo, ficam na escola meio período, pelo menos, algumas em tempo integral, em espaços de sala aula em que falam bastante. Para elas não adoecerem, para não transmitirem aos seus familiares, aos profissionais, esse cuidado é necessário", reiterou. A prefeitura afirmou que reforça recomendação de uso de máscaras e que deverá analisar a situação em caso de novo surto. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo disse que segue todas as medidas sanitárias e direciona recursos para compra de materiais de higiene. Rede Municipal de Ensino A rede municipal de ensino de Piracicaba teve 92 casos positivos de Covid-19 no período relacionado e lidera o número de ocorrências, sendo 64 confirmações em maio deste ano e 28 registros até o dia 9 de junho. Em abril, foram registrados cinco infecções pela doença entre profissionais e alunos das 124 unidades escolares locais, aponta levantamento da prefeitura feito a pedido do g1. Os casos, afirma a Secretaria Municipal de Educação (SME) de Piracicaba, estão distribuídos entre as escolas e regiões, não havendo foco de proliferação da doença. A Pasta afirmou, em documento enviado à reportagem, que segue orientação da Vigilância Epidemiológica (VE). "Portanto, para este momento, não há alteração ao protocolo seguido por nossas unidades escolares. A SME, a exemplo de toda estrutura da Prefeitura Municipal de Piracicaba, reforçou a recomendação para o uso de máscaras de proteção em ambientes fechados ou com aglomeração de pessoas", afirmou. "Até o momento as aulas continuam sendo presenciais, e em caso de novo surto, a Secretaria irá discutir a melhor forma de conduzir a situação, sempre seguindo as orientações dos órgãos de saúde municipais e estaduais", concluiu. Rede Estadual de Ensino As escolas da rede estadual de ensino em Piracicaba totalizaram 15 casos positivos de Covid-19 entre servidores e alunos no período de 8 de maio a 4 de junho deste ano, intervalo que compreende quatro semanas epidemiológicas na plataforma Painel Covid-19 do Simed, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Em abril, dois casos entre profissionais das unidades foram notificados no sistema de monitoramento. Do total de confirmações na rede estadual, dois casos de Covid-19 são de alunos com idades entre 11 e 14 anos. Os outros 13 registros indicam positivações em servidores de onze unidades de ensino, com faixas etárias de 20 a 60 anos. Entre as escolas particulares, houve três casos notificados por três unidades de ensino, no intervalo de maio a junho deste ano, de acordo com o Sistema de Informação e Monitoramento da Educação da plataforma Painel Covid-19. Covid: vacinas fornecem 'altos níveis de proteção' contra doenças graves e mortes para todas as variantes, diz OMS Alunos com Covid frequentam aulas em escola estadual da Zona Oeste de SP após médico de UBS dar atestado de apenas 4 dias Sindicato dos Professores O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino do Estado de São Paulo (Apeoesp) contabiliza 1.472 casos de Covid-19 em 209 escolas de toda rede desde o dia 11 de maio deste ano, com infecção de 780 docentes, 79 funcionários e 447 estudantes. Em Piracicaba, segundo a categoria, foram registrados 36 casos no período, sendo quatro na E.E Carolina Mendes Thame, 22 na unidade E.E. José Martins de Toledo, com seis professores, um funcionário, duas funcionárias, oito alunos e cinco alunas); dois professores na EE Dr. Dario Brasil; um professor na E.E. Pedro Moraes Cavalcanti e sete na E.E. Mirandolina de Almeida Canto (um professor, cinco professores e um funcionário). A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) não confirmou o balanço de casos enviados pela Apeoesp. Os números diferem das notificações no sistema de monitoramento oficial. A Seduc-SP afirmou ao g1 que as escolas da rede seguem os protocolos de sanitários contra Covid-19. A Pasta disse que repassa recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-Paulista) às unidades de ensino para aquisição de materiais e itens de higiene. "As escolas continuam seguindo os protocolos sanitários, como higienização constante das mãos, higienização e ventilação dos ambientes, uso obrigatório da máscara no transporte escolar e recomendável nos ambientes da escola, identificação e afastamento dos casos e monitoramento de seus contactantes", esclareceu em nota. Cobertura vacinal: 'índice preocupante', analisa especialista A médica infectologista da Unicamp, Raquel Silveira Bello Stucchi, faz um alerta para a importância do uso contínuo de máscaras em locais fechados e reiterou que a desobrigação ocorreu em momento inadequado. "O momento em que se deu flexibilização do uso de máscaras pelo Ministério da Saúde e Estado de São Paulo foi absolutamente inapropriado", criticou a pesquisadora. Infectologista Raquel Stucchi, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, aconselha retorno do uso de máscaras de proteção contra Covid-19 Ricardo Lima A infectologista, que também é consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica as razões pelas quais a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras não foi acertada. A médica lista, pelo menos, três fatores que contribuíram para o cenário, já previsto, de aumento nas transmissões da Covid-19. "Primeiro, pela proximidade do outono e inverno, períodos em que se espera dias mais frios e quando as pessoas costumam ficar em ambientes fechados, sem circulação de ar natural. Segundo, porque já conhecíamos o poder das subvariantes da ômicron, que já circulavam nos Estados Unidos e na Europa. Era só uma questão de tempo para chegar ao Brasil . O terceiro fator é baixa adesão às doses de reforço da vacina", lembrou Raquel Silveira Bello Stucchi. Além de aconselhar as pessoas pelo retorno do uso das máscaras de proteção contra Covid-19 em ambientes fechados, a médica reforça a importância de se completar o esquema vacinal. As crianças acima de cinco anos devem ter esquema vacinal básico de três doses. Raquel Silveira Bello Stucchi salienta que as crianças podem adoecer gravemente em decorrência da Covid-19. Em caso de sintomas respiratórios é necessário fazer o isolamento de dez dias até que se descarte a possibilidade da doença após realização de testes. "Isso serve para adultos e crianças", alertou. Variantes: 'vacinas são eficazes' A infectologista salienta que as vacinas protegem contra variantes da Covid-19 que circulam atualmente. "Apesar de terem sido planejadas no início da pandemia, as vacinas continuam eficazes contra todas variantes e subvariantes da ômicron - e isso é maravilhoso. Ocorre que, para que essas cepas que circulam atualmente não causem doenças mais graves, é preciso um nível mais alto de proteção, de células de defesa [de anticorpos]. O que nos dá isso são as doses de reforço da vacina", explicou. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias no g1 Piracicaba
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18/06 - Atriz de 'Pose' que aprendeu a programar sozinha vem ao Brasil divulgar startup de TI que criou para ajudar pessoas trans como ela
Angelica Ross veio falar sobre a Trans Tech Social e cantar na Marcha Trans, em São Paulo. Ela gravou um recado especial para os leitores do g1. Angelica Ross, de “Pose”, deixa recado para população trans brasileira Quem viu Angelica Ross brilhando na série "Pose" como a atrevida Candy talvez se surpreenda ao saber que o primeiro sucesso na vida da atriz foi como programadora. Com 20 anos, "estava cansada de ser mandada embora dos empregos quando as pessoas percebiam que eu era trans”, contou a atriz ao g1 na chegada ao Brasil para eventos do mês do orgulho LGBTQIAP+ (e ela deixou um recado especial para a comunidade trans que vê esta reportagem; confira no vídeo acima). Parecia que o único caminho para se manter seria a prostituição ou o entretenimento adulto, saída comum para muitas mulheres trans e travestis em todo o mundo diante da rejeição da família, na escola e do mercado de trabalho. REALIDADE DURA: pessoas trans vivem sob 'tolerância frágil', diz pesquisadora FOTOS: Angelica Ross participa da Marcha Trans em SP Angelica chegou a trabalhar para um site adulto, mas foi percebida de forma diferente pela dona, que acabou decidindo pagar para que ela garantisse não o faturamento, mas o bom funcionamento da página. “Ela me achou esperta”, conta Angelica. “Aprendi sozinha a programar em HTML e CSS. Comecei com o básico e fui indo passo a passo, vendo tutoriais. E me tornei webmaster.” Angelica Ross, como Candy (à esq), na série "Pose" Divulgação Angelica passou a trabalhar na área como freelancer enquanto também perseguia a carreira de atriz. “Em tecnologia, não importava qual era minha aparência ou como era a minha voz”, completa. “Então, percebi que era um plano que eu podia dividir com outras garotas.” A promessa foi cumprida de forma mais ampla alguns anos depois. Em 2014, Angelica criou a startup Trans Tech Social, com a intenção de oferecer treinamento na área para pessoas trans e com não-conformidade de gênero. Guia para carreira em TI: profissões, salários, por onde começar Não foi fácil. "Pose”, que proporcionou a ascensão em sua carreira artística, só estreou quatro anos depois, em 2018. “Não sou Caitlyn Jenner. Eu não nasci rica”, diz Angelica. "Quando criei a Trans Tech, eu não tinha dinheiro. Mas eu tenho um privilégio que chamam de passabilidade [ela usa a expressão inglesa "cis-assumed", que significa que sua aparência faz com que pessoas a vejam como uma mulher cisgênera por causa de estereótipos estéticos]. As pessoas não acham que sou trans", explica. "Então, dependendo da forma como eu me apresentava, as pessoas pensavam: 'Ah, ela tá bem, não precisa de nada'. Quando eu tentava levantar dinheiro [para o projeto] ninguém queria que o dinheiro fosse também para me pagar um salário." “Até hoje eu não tenho nenhuma remuneração por comandar a Trans Tech; todo o dinheiro [obtido pelo projeto] vai para lá", afirma a atriz de 41 anos. "Eu sempre tive que trabalhar também fora dali para mostrar para a minha comunidade que eu não quero tirar nada deles.” Angelica Ross na Marcha Trans 2022 em São Paulo Celso Tavares/g1 A startup, com sede nos Estados Unidos, se prepara para se tornar global. Atualmente, tem apoio de Google.org, Fundação Linux e da comunidade LesbiansWhoTech, entre outros, mas também recebe doações em dinheiro. Conheça Gabriela Augusto, que batalha pela empregabilidade trans no Brasil O foco não é só ensinar programação, mas todo tipo de tecnologia que possa ajudar uma pessoa trans a dar um passo além: desde a montagem do currículo a administração de redes sociais, declaração de impostos, etc. “Quando falo em tecnologia, não é só programação. Se a pessoa faz maquiagem e aprende a usar uma ring light, uma câmera, a fazer vídeos para as redes sociais, pode ter mais seguidores e chegar a ser uma referência no assunto, abrir um canal no YouTube e monetizar os vídeos”, exemplifica a atriz. Uma parceria com a plataforma de empregos Upwork permite encontrar vagas como freelancer ou mesmo em empresas que busquem o perfil. Também há um trabalho de mentoria. E Angelica não tem problemas em dizer que a tecnologia pode até ajudar quem ainda esteja recorrendo ao sexo para sobreviver. “Talvez a gente não esteja anunciando ‘Olha, estamos fazendo coisas para sites de sexo’. Mas, se eu posso ensinar uma garota a ter seu próprio site, ela pode até continuar a trabalhar com sexo, mas [fazendo isso online] ela estará segura e ninguém vai tocá-la." Angelica Ross, atriz da série 'Pose', dá palestra em São Paulo sobre sua startup Trans Tech Social Daniela Villar Para o pesquisador e artista social Pri Bertucci, que está à frente da Feira Trans, em São Paulo, da qual Angelica participou no último dia 10, já existe uma evolução na entrada de pessoas trans no mercado de trabalho. "Segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), recentemente a gente estava com 94% de pessoas trans fora do mercado de trabalho formal. Há 3, 4 anos atrás eram 99%, então quer dizer que algo está acontecendo", afirma. "Estão começando a contratar, né? O nosso trabalho de décadas está tendo resultado. A gente tem aqui, por exemplo, uma pessoa que participou de um evento nosso em 2018 e foi contratada por uma grande multinacional. Saiu de estagiária e foi efetivada. É muito lindo ver isso." Angelica Ross ao lado de Pri Bertucci em palestra na Feira Trans, no último dia 10, em São Paulo Daniela Villar Uma semana depois de fazer a concorrida palestra na Feira Trans, Angelica Ross participou na última sexta-feira (17) da Marcha Trans, no Centro da capital paulista, também organizada por Bertucci. Ali encontrou expoentes da comunidade no Brasil, como a vereadora de São Paulo Erika Hilton, e ofereceu mais um talento: o de cantora. Angelica Ross canta no trio da Marcha Trans, no Centro de SP Celso Tavares/g1 Angélica Ross e Erika Hilton na 5ª Marcha do Orgulho Trans Celso Tavares/g1 Mais histórias sobre a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho: Gabriela Augusto, mulher trans, comanda a Transcendemos, consultoria em diversidade e inclusão Especial Mais que uma Letra: ‘Empresas não estão preparadas para pessoas trans’, diz produtora Profissão Repórter mostrou a batalha travada por pessoas trans na busca por uma oportunidade formal de emprego em março de 2022
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16/06 - Governo diz ao STF que sigilo de 100 anos sobre visita de pastores ao Planalto é 'medida corriqueira'
Documento enviado por Bolsonaro e AGU diz que decisão é 'usual' e se baseia em interpretação do GSI sobre a Lei Geral de Proteção de Dados. Mendonça é relator da ação no Supremo. O governo Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira (16) que o Supremo Tribunal Federal arquive a ação que questiona a imposição, pela Presidência da República, de sigilo de 100 anos para informações sobre visitas ao Palácio do Planalto. A regra afeta, por exemplo, dados sobre a presença dos pastores suspeitos de favorecer a liberação de verbas do Ministério da Educação para prefeitos aliados, a pedido do presidente Bolsonaro. A ação foi apresentada pelo PSB ao STF após o Planalto decretar o sigilo sobre as reuniões entre Bolsonaro e os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos. Os religiosos são suspeitos de comandar um gabinete paralelo no Ministério da Educação. De acordo com as denúncias, o suposto gabinete intermediava recursos da Educação em troca de propina em dinheiro, ouro e até compra de Bíblias. Depois que as denúncias se tornaram públicas, a TV Globo pediu ao Palácio do Planalto os registros de entrada e saída de Moura e Santos. Planalto impõe sigilo a encontros de Bolsonaro com pastores do MEC Inicialmente, o Planalto se recusou a informar os dados. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) alegou que os dados não poderiam ser fornecidos para não violar a Lei Geral de Proteção de Dados, mesmo com uma orientação diferente da Controladoria-Geral da União (CGU). A CGU já tinha se posicionado a favor de informar os registros de acesso a órgãos do governo para atender ao interesse público. O GSI mudou de posição e decidiu divulgar os dados, citando o entendimento da CGU. O PSB acionou o STF pedindo a cassação de toda e qualquer imposição de sigilo que não esteja em conformidade com o texto constitucional e pedindo, ainda, que a Presidência seja proibida de usar a norma excepcional de sigilo para "proteção estratégica eleitoreira, de campanha ou que não evidencie qualquer interesse público". Argumentos O presidente Jair Bolsonaro, por meio da Advocacia-Geral da União, prestou informações nesta quinta ao STF por determinação do relator do caso, ministro André Mendonça. O governo afirma que os dados sobre os encontros dos pastores já foram divulgados e que a negativa inicial para fornecer as informações foi por limites na interpretação da lei, que já foram superados. “Observando-se a Nota de Esclarecimento emitida pelo GSI em 13/04/2022, em anexo, percebe-se, de pronto, que não houve qualquer 'decretação', mas sim uma medida corriqueira, usual, baseada na interpretação do GSI acerca dos dispositivos da Lei 13.709/2018 (Lei Geral da Proteção de Dados Pessoais - LGPD) e da Lei no 12.527/2011”, diz o texto. A Advocacia disse que “questão da divulgação de dados encontrou limites na interpretação da legislação pátria sobre o tema e essa foi a razão objetiva da primeira negativa de prestação de informações”. O documento ressalta, no entanto, que a restrição inicial foi” alterada em razão de manifestação da Controladoria-Geral da União”. Mendonça determina que governo explique sigilo em visitas de pastores ao Planalto Visitas Segundo o GSI, o pastor Arilton Moura esteve 35 vezes no Palácio do Planalto entre 2019 e fevereiro deste ano. Na maior parte das vezes, Arilton foi sozinho, mas em dez visitas, o pastor Gilmar Santos entrou no Palácio com ele. Em duas delas, o destino registrado era o Gabinete Adjunto de Agenda, do gabinete pessoal do presidente Jair Bolsonaro. Estes dois encontros foram registrados na agenda oficial do presidente. Em outras três vezes, o pastor Arilton foi ao gabinete do vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Em uma delas, Gilmar estava com ele. Juntos, os pastores também estiveram seis vezes na Casa Civil e uma vez na Secretaria de Governo. A Secretaria, aliás, foi o lugar mais visitado por Arilton: 16 vezes. A Secretaria de Governo é um dos órgãos responsáveis pela articulação política e liberação de verbas. Registros do GSI apontam 35 acessos de pastor envolvido em suposto esquema do MEC a gabinetes do Planalto
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15/06 - STF atende estados do Nordeste e muda critério de repasse do salário-educação
Contribuição sobre as folhas de pagamento será distribuída com base apenas no número de alunos de cada estado e município. Local de arrecadação dos recursos não será mais considerado. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15), por 7 votos a 4, que os repasses do salário-educação aos estados devem seguir apenas o critério da proporção do número de alunos matriculados na rede de ensino – e não mais a arrecadação dos entes. Segundo os ministros, a decisão valerá a partir de 2024, em razão de os orçamentos atuais já estarem em planejamento. O salário-educação é uma contribuição social de 2,5% de folha de pagamento devida por empresas. O repasse é feito pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação. Atualmente, o montante é dividido entre estados e municípios com base em dois critérios: o número de alunos matriculados na rede pública; o estado ou município onde a verba foi arrecadada. Assim, os maiores valores vão para unidades da federação que mais arrecadam impostos. Os nove estados da região Nordeste entraram com ação no STF questionando o critério com base na arrecadação, argumentando que são prejudicados pelo atual critério de divisão. Segundo os autores, se a distribuição é feita de acordo com a arrecadação local, a finalidade da contribuição – reduzir desigualdades regionais e sociais – deixa de ser cumprida. Já estados do Sudeste e Sul foram contra a mudança, sob risco de perda de receita. O julgamento já havia começado no plenário virtual, em que os ministros inserem seus votos no sistema da Corte, em 2018. Os votos dos ministros Relator do processo, o ministro Edson Fachin votou por acolher o pedido dos estados. Segundo Fachin, emenda constitucional definiu que as cotas do salário-educação devem ser distribuídas proporcionalmente ao número de alunos matriculados na educação básica nas redes públicas de ensino – por isso, as normas usadas pelo FNDE ficaram incompatíveis com a Constituição. "Os estados cujos recursos financeiros são maiores conseguem fornecer ensino em todos os níveis com qualidade substancialmente maior que os estados mais pobres”, afirmou. O voto foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio Mello (hoje aposentado), Rosa Weber, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Nunes Marques. O ministro Alexandre de Moraes divergiu e foi acompanhado por Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Dias Toffoli. Para esse grupo, o critério do FNDE é constitucional. Em relação à aplicação da decisão, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, defendeu normas de transição para que haja “uma mudança de sistema a partir de uma gradação”. Por isso, sugeriu aplicar o entendimento apenas a partir de 2024, que foi acolhida por unanimidade. “Se antes havia uma relação direta entre a arrecadação e o respectivo recebimento a título de repasse, hoje essa lógica não encontra mais guarida, a meu ver, no texto constitucional”, disse Mendes. VÍDEOS: notícias sobre política
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15/06 - UFJF convoca 538 aprovados pelo Pism para o segundo semestre
As vagas são para os cursos do campus-sede, em Juiz de Fora, e para o campus avançado de Governador Valadares. Provas do Pism 2022 da UFJF em Juiz de Fora - imagem de arquivo Alexandre Dornelas/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta quarta-feira (15) a lista de convocações de aprovados do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) para o segundo semestre letivo. No total, foram convocados 538 candidatos, e as vagas são para os cursos do campus-sede, em Juiz de Fora, e para o campus avançado de Governador Valadares. Segundo a instituição, os convocados devem fazer a pré-matrícula on-line a partir das 12h desta quarta-feira, até às 23h59 do próximo domingo (20). Além disso, os estudantes devem, obrigatoriamente, encaminhar a documentação exigida remotamente entre os dias 27 e 30 de junho. A UFJF informou que o candidato que enfrentar qualquer dificuldade na realização da pré-matrícula deve enviar e-mail para cdara@ufjf.edu.br e relatar a situação. Não serão aceitas matrículas após o período estabelecido. A primeira lista de reclassificação do Pism está prevista para ser divulgada no dia 6 de julho. No total, serão divulgadas sete listas de reclassificação e o cronograma pode ser acompanhado na página da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara), na aba Cronograma de Matrículas e Reclassificações. Documentos A UFJF informou que no regulamento de matrícula estão listados todos os documentos a serem providenciados pelos convocados. A lista é extensa e varia de acordo com o grupo de acesso, cota escolhido no Pism. A documentação a ser entregue e demais disposições devem ser observadas na página da Cdara. Alguns cursos têm calendários diferentes e, consequentemente, iniciam as atividades em datas distintas. Em caso de dúvidas, é recomendável que os aprovados procurem as coordenações de cursos para obterem outras informações. A lista de aprovados está disponível no site da UFJF. Leia também: Pism 2022: provas da UFJF terminam com quase 85% de participação dos candidatos VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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15/06 - Com corte do MEC, Colégio Pedro II não sabe como vai pagar contas de água e de luz
Redução no orçamento também afeta o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, no RJ. Colégio Pedro II sofreu um corte no orçamento de R$ 2,2 milhões Alba Valéria Mendonça/g1 O corte no orçamento das universidades federais feito pelo Ministério da Educação, no dia 9 de junho, afeta também outras instituições de ensino, como o Colégio Pedro II (CPII) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ), no Rio de Janeiro. No caso do CPII, o impacto vai ser de R$ 2,2 milhões a menos na parcela do orçamento destinada à manutenção, pagamentos de contratos de serviços terceirizados, contas de água e de energia elétrica, além da aquisição de material e bens de consumo dos 14 campi. Em nota publicada no site do colégio, o reitor Oscar Halac destaca que esse corte faz parte do montante de R$ 92 milhões, que foi retirado dos orçamentos dos institutos federais e dois Cefets e remanejados para outras ações do governo federal. UFRJ poderá fechar as portas após corte de verbas do governo federal, diz reitora Halac diz que em 2022, o orçamento aprovado para o CPII foi de R$ 62,7 milhões. Mas que agora, com a retirada integral do equivalente a 3,6% da verba para custeio e manutenção da instituição, será muito difícil honrar contratos discricionários obrigatórios, como o pagamento de contas de água e energia elétrica. “Com esse corte e o bloqueio na ordem em que está, todo o sistema educacional federal terá muita dificuldade em honrar seus contratos discricionários e obrigatórios e talvez até sofra solução de continuidade. Lamento profundamente o tratamento que vem sendo dispensado ao sistema público federal de ensino”, pontuou o reitor. No IFRJ, campis Rio de Janeiro e Nilópolis serão os mais impactados IFRJ, campus Rio de Janeiro, no Maracanã, na Zona Norte será um dos mais impactados com o corte de orçamento feito pelo MEC Alba Valéria Mendonça/g1 A situação se repete nos 16 campi do IFRJ — incluindo o prédio da reitoria. Segundo o reitor Rafael Almada, o corte do orçamento foi realizado sem um planejamento específico de quais ações seriam cortadas, por isso gerou um impacto direto muito grande. Almada lembrou que o MEC já havia realizado um corte no orçamento da assistência estudantil, que iria impactar nas bolsas dos nossos estudantes em vulnerabilidade social. Um valor de R$ 700 mil. "Assim que percebemos, o IFRJ solicitou que bloqueassem custeio, mas não a bolsa dos estudantes. O MEC atendeu. O impacto com esse corte agora no IFRJ será de R$ 3.845.157. O campus que mais perderá orçamento é o campus Rio de Janeiro e o campus Nilópolis. Os que menos perdem orçamento é o campus Mesquita e o campus São João de Meriti", disse o reitor. Além de despesas de custeio, como contas de água e de energia, a redução impacta consideravelmente as ações institucionais, nos valores dos contratos administrativos. "Observamos margem de funcionamento até o mês de novembro sem que ocorra paralisação de serviços públicos prestados pelo IFRJ. As aulas continuam normalmente, a pandemia já impactou em muito os nossos estudantes, por isso não iremos suspender as aulas presenciais", disse Almada. Já em relação a obras, ele diz que os orçamentos de investimentos já estão sendo cortados desde 2014. Com isso, eles estão sendo alinhados a emendas parlamentares e execuções descentralizadas pelo governo federal. Desta forma, nenhum investimento está diretamente ligado ao orçamento. Almada diz que o Conselho Nacional dos Institutos Federais (Conif) emitiu uma nota em que reforça a importância de reversão destes bloqueio e cortes para a manutenção dos compromissos institucionais. "Outra possibilidade é o MEC, em diálogo com as instituições, juntos identificarem quais sãos as rubricas do orçamento que vão impactar no pagamento de contas essenciais, como água e energia elétrica. Assim, reduziremos em muito o impacto", disse o reitor do IFRJ.
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14/06 - Com corte de R$ 2,3 milhões no orçamento, UFSCar pode 'paralisar atividades' neste ano
MEC anunciou que metade do valor bloqueado será remanejado para outros órgãos do governo para custear despesas obrigatórias. No total, R$ 220 milhões serão tirados da educação. Campus da UFSCar em São Carlos 2020 Gabrielle Chagas/g1 A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) analisa a possiblidade de precisar paralisar as atividades neste ano, já que na quinta-feira (9) o Ministério da Educação (MEC) anunciou um corte de cerca de R$ 2,3 milhões do orçamento de custeio da universidade que tem quatro campi no Estado de São Paulo (SP). A universidade vê o corte como 'extremamente alarmante'. Procurado pelo g1, o MEC não se manifestou até a publicação da reportagem. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram No fim de maio, o governo federal havia anunciado um bloqueio de 14,5% das verbas orçamentárias para as universidades e institutos federais. No dia 3 de junho, o bloqueio foi reduzido pela metade, totalizando 7,2%. Para a UFSCar, o bloqueio que era de pouco mais de R$ 9 milhões caiu para R$ 4,6 milhões. Na última semana, entretanto, o MEC informou que metade desse valor de bloqueio será remanejado para outros órgãos do governo federal para o pagamento de despesas obrigatórias. O que significa um corte de R$ 2.344.634,75 no orçamento da universidade. A reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira Ely Venâncio/EPTV Somando todas as instituições de ensino superior, o valor chega a R$ 220 milhões. "A possibilidade de a UFSCar precisar paralisar suas atividades por falta de orçamento de custeio, que tem sido denunciada pela atual administração superior desde o ano passado, está cada vez mais próxima de se tornar uma realidade em 2022. Este novo corte é extremamente alarmante, tornando insustentável a situação da UFSCar", se posicionou a universidade por meio de nota. Bloqueio de verba pelo MEC: UFSCar vê situação 'preocupante' e vai priorizar bolsas e terceirizados Como fica agora Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Fabio Rodrigues/g1 O orçamento, que já tinha um déficit de R$ 14 milhões, cai de R$ 41 para R$ 38 milhões. Caso não haja o desbloqueio do restante do valor passível de reversão, que é de R$ 2.344,634,75, o orçamento da universidade pode chegar a R$ 36 milhões. De acordo com a UFSCar, a medida compromete seriamente o funcionamento diário e impacta, direta e indiretamente, o andamento de importantes obras, manutenções de infraestrutura, além de ações do Programa Nacional de Assistência e Permanência Estudantil (PNAES). "Gerando prejuízos não só a toda a comunidade universitária, mas à sociedade e ao futuro do nosso país", publicaram. A UFSCar também disse que, junto com as demais instituições federal e com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), irá intensificar os esforços para reverter totalmente o bloqueio e lutar pela recomposição do orçamento ao menos nos patamares de 2019, corrigido pela inflação. Déficit orçamentário Campus da UFSCar em São Carlos Reprodução/EPTV Para 2022, o orçamento previsto era de R$ 51,4 milhões. Deste total, R$ 41,3 milhões serão usados como verba de custeio, para a manutenção, pagamento de água, luz, serviços terceirizados e compra de materiais dos quatro campi. Apesar de aumento no orçamento, UFSCar estima déficit de R$ 14 milhões em 2022 Os outros R$ 10,1 milhões serão usados no Programa de Assistência Estudantil (PNAES), revertidos em bolsas de moradia e auxílio alimentação para os estudantes em situação de vulnerabilidade. Apesar do repasse ser maior do que nos anteriores, antes de ser anunciado o bloqueio orçamentário, a UFSCar já havia informado que previa um déficit de R$ 14 milhões. VÍDEOS: Reveja as reportagens dos telejornais da EPTV Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara.
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13/06 - Colégio de Aplicação CAp-Coluni tem edital divulgado para exame de seleção em Viçosa
As inscrições ocorrem a partir do dia 16 de agosto no site da instituição até 7 de outubro. Saiba como se inscrever. Colégio de Aplicação CAp-Coluni em Viçosa, foto de arquivo Nathalie Guimarães/g1 O Colégio de Aplicação CAp-Coluni divulgou na última semana o edital para o preenchimento de 150 vagas para a 1ª série do Ensino Médio em Viçosa. As inscrições ocorrem a partir do dia 16 de agosto no site da instituição até 7 de outubro. De acordo com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), as provas acontecerão no campus do município no dia 19 de novembro, das 13h às 18h. Conforme o edital, poderão participar aqueles que "tenham concluído o ensino fundamental e possuam o certificado de conclusão, obtido pela via regular ou por suplência" ou "estejam cursando o nono ano do ensino fundamental". VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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13/06 - Covid-19: UNEB e UEFS voltam a recomendar o uso de máscaras após aumento de casos
Recomendação é válida para todos os alunos, professores, funcionários e visitantes das unidades. Recomendação é válida para todas as unidades da UNEB, em Salvador e interior do estado Henrique Mendes / G1 Bahia Alunos, professores, funcionários e visitantes da Universidades do Estado da Bahia (UNEB) devem fazer uso de máscaras para acessar as dependências das unidades. A recomendação é da reitoria da instituição e vale para os campi de Salvador e do interior do interior do estado. Ufba decide manter obrigatoriedade do uso de máscaras; entenda USO DE MÁSCARAS: Veja detalhes do decreto que desobriga a proteção na Bahia A decisão também se estende à Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), cidade a cerca de 100 quilômetros da capital A decisão foi tomada pelo Comitê de Biossegurança (COBIO) da UNEB por causa do aumento de casos da Covid-19 nos municípios onde a universidade desenvolve as atividades. De acordo com a instituição , há uma série de ações para o acolhimento da comunidade acadêmica e para garantir as condições de biossegurança, em todas as unidades, “sempre pautada pela preservação da vida e pela confiança na ciência”. Bahia tem mais de 2.600 mil casos ativos da Covid-19 Divulgação/Governo da Bahia De acordo com o último boletim publicado pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), no domingo (12), o estado tem 2.615 pessoas com o vírus ativo da Covid-19. Nas 24h anteriores à divulgação dos dados, foram registrados 186 casos conhecidos da doença e nenhuma morte. Dos 1.554.649 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.522.078 já são considerados recuperados e 29.956 tiveram óbito confirmado. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 Ouça 'Eu Te Explico' 🎙
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13/06 - Alta de casos de Covid: devo mandar as crianças para escolas?
Infectologistas defendem que ambiente escolar é seguro, mas adultos precisam reforçar o uso de máscara e protocolos sanitários. Pedagoga vê riscos em volta das atividades remotas, mas recomenda atenção. Nas últimas semanas, a média móvel dos casos de Covid-19 voltou a subir no país, chegando mais de 30 mil casos por dia no começo de junho. Muitas cidades voltaram a recomendar o uso da máscara e municípios como Araraquara e São José do Rio Preto, no interior de SP, voltaram a exigir o uso da proteção em locais fechados e com aglomeração. Em maio, escolas particulares de Belo Horizonte (MG) anunciaram a suspensão temporária das aulas presenciais em algumas turmas após confirmação de casos de Covid-19. Em Analândia (SP), a prefeitura também suspendeu as atividades presenciais da rede municipal. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Mais recentemente, um levantamento feito pelo sindicato que representa os professores da rede estadual de São Paulo mostrou que os casos de Covid-19 aumentaram mais de 300% nas últimas semanas. Isso tem feito pais e responsáveis se questionarem: É ou não é seguro mandar os filhos para as aulas presenciais? O pediatra e infectologista Marcelo Otsuka é categórico e diz que crianças sem comorbidades ou outros impedimentos médicos devem continuar frequentando as aulas. "O ambiente escolar permanece sendo o mais seguro, especialmente para as crianças que já estão com o cronograma vacinal completo ou que vão tomar a segunda dose em breve", diz. Para o especialista, que é coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o que precisa de atenção neste momento é a manutenção dos protocolos sanitários especialmente por parte dos adultos que estão em volta das crianças. "Precisamos ter em mente que os adultos ainda são os principais responsáveis por transmitir o vírus para as crianças, portanto devemos manter os cuidados que já conhecemos. Assim, as crianças podem permanecer frequentando a escola, que é onde devem estar". Alunos de escolas da cidade de Plácido de Castro Arquivo/Prefeitura de Plácido de Castro Marcelo Otsuka reforça que nem todas as crianças devem frequentar o ambiente escolar indiscriminadamente, uma vez que certos casos demandam análise médica. "Algumas crianças não podem ser vacinadas, então têm essa camada de proteção a menos. Crianças com doenças como câncer que fazem tratamento quimioterápico, com doença imunossupressora como aids, ou com imunodeficiências primárias (que têm distúrbio no sistema imune e estão sujeitas a terem infecções recorrente) precisam de atenção maior e dependem da avaliação de um especialista". Da mesma maneira, o aluno que está com sintomas de Covid ou tem alguém na família com o vírus deve permanecer em casa pelo período de isolamento. "São estes cuidados que vão garantir que os casos de Covid voltem a cair", completa o médico. Riscos de prejuízo pedagógico são maiores, dizem especialistas Renato Kfouri, pediatra e infectologista que preside o Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, concorda que os responsáveis devem continuar estimulando as crianças a irem à escola. "Neste momento, o risco educacional de ficar fora da escola é maior para o aluno. Os prejuízos pedagógicos observados nos últimos anos e o atual momento pandêmico mostram que a escola é o melhor lugar para as crianças", diz o especialista. Segundo ele, considerar a suspenção das aulas presenciais e voltar com as atividades remotas é infundado se os demais estabelecimentos continuarem abertos e funcionando sem restrições. "Não faz sentido estarmos com estádios de futebol, comércio e academias abertos e fechar as escolas. Se for uma situação de lockdown, aí, sim, é recomendado que as aulas presenciais sejam suspensas", explica. "Nestes momentos de maior circulação do vírus, devemos ter mais cuidado em todos os ambientes, inclusive nas escolas, e abusar das medidas não farmacológicas como manter o distanciamento, lavar as mãos, manter o uso de máscaras. Mas, deixar de mandar a criança para a escola só vai impedi-la de ter um desenvolvimento educacional fundamental", completa. Vacina crianças escolas Maceió Pedro Farias/Ascom Semed Além disso, completar o esquema vacinal contra a Covid é fundamental, de acordo com o especialista. "O que fez com que essas novas ondas tivessem menos casos graves e menos mortes foi a vacinação. É essa medida que vai impedir que as crianças -- e os adultos também -- adoeçam do vírus", finaliza. A pedagoga Salete Ohana é especialista em gestão escolar e acredita que é preciso cuidado e atenção neste momento. Ela defende que é necessário analisar as mudanças sutis no pandemia, em especial no ambiente escolar. "Com casos de Covid aumentando, é indispensável que as autoridades fiquem atentas para tomar as devidas precauções. O objetivo principal deve ser garantir a segurança dos alunos e diminuir os impactos ao aprendizado", analisa. Para Ohana, o formato de aula presenciai é a melhor opção, desde que as autoridades sanitárias mantenham os protocolos para garantir a tranquilidade nas escolas. "Não podemos pensar apenas no desempenho acadêmico de nossas crianças se não há segurança no ambiente em que estão inseridos. Mas não dá para desconsiderar este aspecto. Portanto, é preciso pensar em conjunto", conclui. Escolas devem reforçar os protocolos contra a Covid Em abril, o Colégio João Paulo II, de Aracaju (SE), registrou cinco casos de Covid entre alunos e funcionários e chegou a discutir com pais e infectologistas sobre qual protocolo adotar. A decisão de manter as aulas presenciais foi quase unânime. "Entendemos que o importante é manter os alunos na sala de aula, aprendendo, e ainda assim mantendo a segurança", conta a pedagoga Camila Figueiredo, orientadora da escola. Para isso, a escola reforçou a orientação sobre o uso de máscara para os funcionários e para corpo discente e faz intervalo revezado entre as turmas para evitar aglomeração. "São cuidados simples que fazem toda a diferença", diz Camila. Apesar de alguns pais terem sugerido o retorno das aulas remotas, a decisão foi de reforçar os cuidados e o controle. "Nossos funcionários fazem teste duas vezes por mês e seguem as orientações sanitárias. Para os alunos, contamos com a colaboração dos pais para orientar e reforçar a importância de manter os cuidados. E se o aluno ou algum familiar tem algum sintoma, orientamos que fique em casa e acompanhe o conteúdo pedagógico pelo material que disponibilizamos em nossa plataforma, podendo falar com o professor quando necessário", explica. Outro motivo que levou a escola a decidir pelas aulas presenciais foi a queda no aprendizado dos alunos durante os meses de aulas remotas. "Em 2020 e 2021, notamos que a taxa de participação e aprendizado dos alunos caiu muito, mesmo que tenhamos adotado uma ferramenta prática e interativa de aulas e atividades neste período", conta. A orientadora diz que os alunos estão mais participativos, mas que foi possível sentir o impacto que os meses longe da sala de aula causaram. "Notamos alunos que regrediram na escrita e leitura, outros que ficaram introvertidos ou estavam com dificuldade de concentração. Voltar com as aulas presenciais foi fundamental para reverter estes problemas e retornar com as atividades on-line poderia ser ainda mais prejudicial para eles", avalia. VÍDEOS
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12/06 - Cotas em mestrado e doutorado dobram em 3 anos, mas bolsas congeladas e provas de idiomas são desafios para candidatos
Pesquisa mostra que em 2021, pela primeira vez na história, mais da metade dos programas de pós-graduação em universidades públicas no Brasil já tinham algum tipo de ação afirmativa. Há reserva de vagas, oportunidades extras ou bônus nas notas de pretos, pardos, indígenas, quilombolas, mães, LGBTQIA+ e egressos de escola pública, entre outros grupos. 'Nosso mestre preto acadêmico', diz cartaz segurado por Wescrey Arquivo pessoal “Eu, negro e de família pobre, estou no doutorado de uma universidade pública. Meus binóculos foram trocados: vejo agora um horizonte diferente”, diz Wescrey Pereira, de 33 anos. Ele é cotista na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) desde o mestrado, em 2016, quando a instituição implementou a política de ações afirmativas na pós-graduação. Compartilhe esta reportagem no Whatsapp Compartilhe esta reportagem no Telegram Desde então, o número de alunos beneficiados nesta etapa de ensino aumentou significativamente. Em 2021, pela primeira vez na história, mais da metade dos cursos de mestrado e doutorado de universidades públicas do Brasil tiveram cotas ou vagas extras reservadas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas, transexuais, mães, pessoas com deficiência ou estudantes de baixa renda. É o que mostra o estudo da pesquisadora Anna Venturini, publicado no “Observatório de ações afirmativas na pós-graduação", com base na análise de todos os editais de seleção publicados pelas instituições de ensino. Dos 2.817 programas existentes, 54,3% apresentaram ações afirmativas no processo seletivo no ano passado – basicamente o dobro do registrado em 2018 (26,8%). Não existem levantamentos relativos ao número de alunos. LEIA TAMBÉM: 'Eu chamo de business', diz vendedora de TCCs; saiba como funciona o mercado que frauda trabalhos acadêmicos Aos poucos, a academia deixa de ser “a torre de marfim isolada da sociedade”, como define Luiz Augusto Campos, pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). Segundo ele, as ações afirmativas são ainda mais importantes se levarmos em conta que “boa parte da produção científica do Brasil vem da pós-graduação”. “Se só tiver homem branco de classe média alta lá, sobre o que serão as pesquisas? Seria um apartheid cognitivo”, diz. De fato, desde que mais grupos sociais passaram a entrar nos programas de mestrado e doutorado, a diversidade de trabalhos passou a chamar a atenção dos professores. É uma percepção qualitativa, já que não há, até o momento, estatísticas que dimensionem a mudança nas pautas. “Temas de dissertações e teses estão trazendo problemáticas que até então não apareciam, como as de equidade de gênero e de raça”, conta o professor Gustavo Monaco, presidente da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Direito da USP. Nesta reportagem, você verá: quais as explicações para o aumento no número de ações afirmativas; como funcionam as cotas na pós-graduação; que obstáculos os cotistas ainda enfrentam (como bolsas de estudo congeladas e exigência de idiomas estrangeiros). Por que cada vez mais universidades adotam cotas na pós-graduação? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, há duas explicações principais para a ampliação das políticas de cotas. A primeira é uma portaria publicada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2016, orientando todas as universidades federais a enviarem propostas de inclusão de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência na pós-graduação. “Apesar de não ter sido algo obrigatório, foi entendido assim por muitas instituições. A medida acabou tendo um papel indutor muito importante”, explica Venturini. Wescrey diz que sua vida mudou após a entrada na universidade Arquivo pessoal O segundo fator decisivo é o maior número de alunos pretos, pardos e de baixa renda na graduação, graças à Lei de Cotas, que completa 10 anos. A Universidade de São Paulo, por exemplo, vem aumentando a porcentagem de vagas reservadas para egressos de escola pública: em 2021, eles já formavam a maioria dos alunos ingressantes na instituição. Quanto maior for a participação destes grupos nas faculdades, maior será o número de potenciais alunos de mestrado e doutorado. “Eles colocam uma pressão maior para entrarem na pós, por meio de movimentos sociais e estudantis”, afirma Venturini. Há ainda uma outra hipótese para a ampliação das ações afirmativas. Em junho de 2020, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, prestes a deixar o cargo, revogou a portaria de 2016 e acabou com o incentivo às políticas de cotas na pós-graduação. A decisão dele, no entanto, foi cancelada pelo MEC dias depois. A repercussão nas redes sociais foi grande e fez com que o assunto voltasse a ser discutido e, na visão de especialistas, pode ter estimulado a ampliação de cotas em programas de graduação. “Weintraub chamou atenção para um tema que estava meio adormecido, e o tiro saiu pela culatra”, diz Campos, da UERJ. Como funcionam as ações afirmativas na pós? Segundo a pesquisa de Venturini, dos 1.531 programas de pós-graduação com ações afirmativas, 73% aplicam exclusivamente o sistema de cotas, ou seja, reservam uma parte das vagas para determinados grupos sociais e/ou étnico/raciais. Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, desde agosto de 2021, 25% das vagas são para pretos, pardos, indígenas e quilombolas. Já na Universidade Federal Fluminense (UFF), o mestrado em ensino ofertou 41 vagas no primeiro semestre de 2022, sendo 8 para ampla concorrência e 33 para cotas (pessoas com deficiência, autodeclarados LGBTQIA+, professores de escola pública, indígenas, quilombolas, estrangeiros, estudantes de baixa renda e mulheres com filhos de até 14 anos). Há ainda outras duas modalidades de ação afirmativa: a concessão de um bônus na nota do candidato em alguma etapa do processo seletivo e a criação de vagas suplementares (ou seja, extras) para incluir determinado grupo. O pró-reitor de Ações Afirmativas da Universidade Estadual da Bahia, Marcelo Pinto, conta que a instituição mistura dois tipos de políticas: reserva 40% das oportunidades para negros e cria 5 vagas a mais para cada outro grupo (indígenas, ciganos, quilombolas, pessoas com deficiência e transexuais). As dificuldades Mariana Lucena enfrentou dificuldades como cotista no mestrado Arquivo pessoal Embora as ações afirmativas tenham crescido no mestrado e no doutorado nos últimos anos, ainda há obstáculos para garantir a entrada e a permanência destes grupos nos cursos de pós-graduação. Domínio de idiomas A piauiense Mariana Lucena, de 34 anos, concluiu recentemente o mestrado na Universidade Federal do Pará, por meio de ações afirmativas. “Tive muita dificuldade na prova de proficiência em língua estrangeira. Era eliminatória; fiquei muito angustiada. Fora que depois, durante o curso, os professores passavam vários textos em inglês. Eu e outras pessoas negras ficávamos constrangidas, porque estávamos ao lado de gente que estudou nas melhores escolas privadas de Belém”, conta. Mariana Lucena fez mestrado na UFPA por meio de ações afirmativas Arquivo pessoal A pesquisadora Anna Venturini explica que a Capes exige que todos os alunos (cotistas e não cotistas) terminem os cursos dominando idiomas estrangeiros: um no mestrado e dois no doutorado. “Assim, eles poderão internacionalizar as pesquisas e publicar artigos em revistas de outros países. O problema é que alguns programas exigem fluência em outra língua logo no processo seletivo, em uma prova eliminatória”, diz. Nasce aí um obstáculo para quem não teve condições financeiras de fazer cursos de inglês fora da escola. Em geral, na rede pública brasileira, falta padronização nas aulas de idiomas estrangeiros, os materiais didáticos são insuficientes, a carga horária é baixa, e os professores não recebem a formação adequada, como mostrou um estudo divulgado pelo British Council em 2015. Diante disso, as instituições de ensino superior vêm tentando corrigir a defasagem: a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), por exemplo, montou um curso especial de línguas estrangeiras para os alunos cotistas, cobrando mensalidades de valor simbólico. Na Universidade de São Paulo (USP), a Faculdade de Direito aceita alunos que saibam ao menos uma língua, além do português, no mestrado, e duas no doutorado, entre inglês, francês, alemão e italiano. Mas, para não excluir os candidatos de ação afirmativa, foi implementada uma mudança na avaliação. "Antigamente, só ia para a segunda fase quem tivesse tirado no mínimo 7 na prova de idiomas. Agora, os alunos que tirarem entre 5 e 7 podem avançar e ganhar a chance de refazer a prova um ano depois", explica Monaco. "Neste período, eles recebem apoio do centro acadêmico para melhorar." Bolsas de estudo Huri Paz é mestrando em sociologia da USP Arquivo pessoal Huri Paz, de 25 anos, está no 1º ano do mestrado de sociologia da USP, após ser aprovado na política de cotas para autodeclarados pardos. Ele gostaria de se dedicar exclusivamente à sua pesquisa, mas o valor da bolsa de auxílio é inferior ao que ele ganha trabalhando na Afro-Cebrap (núcleo de pesquisa racial). "É uma pena, porque as ações afirmativas cresceram justamente quando o orçamento caiu. Não tem como largar meu emprego para ganhar R$ 1.500 de bolsa", diz. "O jeito é ter aula só à noite, quando já estou exausto." Atualmente, a Capes e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) pagam os tais R$ 1.500 para quem se dedicar (na maioria das vezes, exclusivamente) ao mestrado e R$ 2.200 para o doutorado. Há 9 anos, não já reajustes nos benefícios. "Fica difícil se manter em cidades grandes, como São Paulo e Rio. O aluno acaba precisando escolher entre ajudar a família ou aceitar uma bolsa de valor pouco atrativo", explica Anna Venturini. "O trabalho do pesquisador no Brasil é muito precarizado", complementa Campos. Ao g1, a Capes afirmou que "reconhece como legítimo o pleito dos pós-graduandos no sentido de aumentar os valores pagos pelas bolsas de estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado". Escreveu também que "determinou estudos de viabilidade e de compatibilidade orçamentária e financeira com o objetivo de aumentar os valores das bolsas, [...] levando em conta o contexto de responsabilidade fiscal". Até a última atualização desta reportagem, o CNPq não havia se pronunciado. Resistência na área de exatas A pesquisa do Observatório de ações afirmativas na pós-graduação mostra que determinadas áreas do conhecimento têm porcentagens menores de programas com cotas, bônus ou vagas suplementares. Veja o gráfico abaixo: “Os programas dessas áreas mais duras [como engenharia] têm mais dificuldade de ver qual o benefício da diversidade”, diz Venturini. “Mas estudos mostram que os ganhos são para a ciência como um todo.” Campos dá um exemplo: "Na UFRJ, alunos estavam estudando estruturas de engenharia de favela, que são muito mais complexas, pela densidade demográfica. "As contribuições [de turmas mais plurais] são percebidas nas exatas também." Nada indica que haja queda no desempenho das universidades Um ponto comum na discussão sobre políticas de cotas gira em torno da qualidade das universidades. Será que, aceitando alunos de outros grupos sociais, como os egressos de escolas públicas, haverá uma queda de nível no desempenho das turmas? Por enquanto, não há dados que permitam concluir se as notas na pós-graduação e o ritmo de publicação de artigos subiram ou caíram depois da adoção das ações afirmativas. Nas graduações, nas quais as cotas existem há mais tempo, pesquisas mostram que não houve comprometimento na excelência dos cursos. Em 2020, a Unesp, por exemplo, coletou dados de 30 mil alunos (cotistas e não cotistas) e concluiu que não houve diferenças significativas no desempenho acadêmico dos dois grupos. Monaco, da Faculdade de Direito da USP, também reforça que, na graduação, nenhum prejuízo foi constatado. "Os alunos [cotistas], em geral, são muito dedicados e têm excelente desempenho", conta. "Não temos dados da pós, mas sou um entusiasta das ações afirmativas. Vejo com bons olhos." Mas, se já há cotas nas faculdades, haveria necessidade de prolongar o benefício para o mestrado e o doutorado? Anna Venturini explica que a questão foi levantada por professores e pró-reitores ao longo de sua pesquisa. "Não dá para acreditarmos que todo mundo sai equalizado da graduação. As oportunidades continuam diferentes. Em geral, os cotistas precisam trabalhar e estudar, então terão mais dificuldade para se dedicar às atividades acadêmicas." Mariana, mestre pela UFPA, diz que ainda ainda há um abismo. "No meu mestrado, os textos em inglês eram xerocados. Eu precisava digitar tudo para traduzir no computador", conta. "A situação da desigualdade na pós melhorou nos últimos anos, mas sempre como resultado de muita luta." Vídeos
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12/06 - Datafolha: Metade dos brasileiros é a favor das cotas raciais em universidades; 34% são contra
Pesquisa mostra que apoio é maior entre mais jovens, escolarizados e com maior renda. Aprovação também cresce entre pretos, pardos e pais com filhos em escolas particulares. Pesquisa ouviu 2.090 pessoas a partir de 16 anos em 130 municípios. A Universidade de Brasília (UnB) foi a primeira do pais a adotar o sistema de cotas raciais UnB Agência Dados do último levantamento do instituto Datafolha, divulgado neste domingo (12) pelo jornal "Folha de S.Paulo", apontam que 50% da população brasileira é a favor das cotas raciais em universidades públicas. Entre os entrevistados, 34% se posicionaram contra. Outros 3% se mostraram indiferentes e 12% não souberam responder. A pesquisa ouviu 2.090 pessoas a partir de 16 anos em 130 municípios, entre 8 e 14 de março deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo a "Folha de S.Paulo", a pesquisa foi feita em parceria com o Cesop-Unicamp sob a coordenação da Ação Educativa e do Cenpec. Em geral, o apoio às cotas é maior entre os mais jovens, escolarizados e com maior renda. A concordância também é superior entre a população preta (53%) e parda (52%) do que entre brancos (50%). A aprovação passa para 60% entre pessoas com filhos que estudam em escolas particulares, que não são beneficiados pelo mecanismo. Entre os pais de filhos em escolas públicas, há a maior falta de opinião sobre o tema: 11% desse grupo dizem não saber opinar sobre a questão, contra 3% no outro grupo. A pesquisa Datafolha também fez perguntas sobre a abordagem da discriminação racial nas escolas e respeito às crenças religiosas. A maioria dos entrevistados (81,4%) concorda totalmente que a discriminação racial deve ser discutida nas escolas. O respeito a todo tipo de crença e prática religiosa na escola pública é apoiado por 93,7%. Lei de 2012 A Lei de Cotas foi sancionada em 2012. A partir dela, todas as universidades federais do Brasil passaram a adotar a ação afirmativa de forma escalonada até chegarem, em 2016, à reserva de 50% das vagas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública. A legislação determina que o preenchimento dessas vagas siga a mesma proporção da população de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência do estado onde fica instituição de ensino, seguindo os dados do censo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A própria lei prevê que ela passe por revisão até agosto deste ano, quando o programa completa dez anos. Parlamentares defensores da medida têm receio de que o debate em meio à campanha eleitoral provoque "retrocesso". Eles defendem o adiamento da revisão. O presidente Jair Bolsonaro (PL) já criticou a política, mas até agora não houve movimentações em seu governo para alterá-la. A pesquisa Datafolha mostra que a aprovação às cotas é maior entre pessoas que consideram o governo Bolsonaro péssimo (57%) do que entre aqueles que avaliam seu desempenho como ótimo (31%).
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11/06 - UFJF e UFV estão entre as melhores universidades do país, aponta ranking internacional
A informação é do 'QS World University Rankings 2023'. Pesquisa avaliou mais de 2 mil instituições em 100 países. Campus em Juiz de Fora da UFJF, foto de arquivo Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora As universidades federais de Viçosa (UFV) e Juiz de Fora (UFJF) estão entre as 35 melhores do Brasil. A informação é do ranking "QS World University Rankings 2023", que avaliou mais de 2 mil instituições e classificou 1.422. Nesta edição, foram considerados 8 indicadores: reputação acadêmica; reputação entre empregadores; proporção de docente por aluno; citações científicas; proporção de estudantes estrangeiros; corpo docente internacional; rede internacional de pesquisa; empregabilidade. Ranking Nacional Confira abaixo os detalhes da pesquisa: UFJF: 14º lugar no ranking nacional e entre as 1.200 melhores do mundo; UFV: 28º lugar no ranking nacional e entre as 1.400 melhores do mundo; UFSJ : a instituição não foi citada na pesquisa. Entrada do Espaço Multiuso da UFV em Viçosa, foto de arquivo UFV/Divulgação Ainda segundo o levantamento, a Universidade de São Paulo (USP) foi a melhor colocada, seguida pela Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Outras universidades mineiras classificadas: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): 7º lugar no ranking nacional e 701ª-750ª posição mundial; Universidade Federal de Uberlândia (UFU): 27º lugar no ranking nacional e 1.201ª-1.400ª posição mundial; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas): 35º lugar no ranking nacional e acima de 1.401ª na posição mundial. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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10/06 - Sisu do 2º semestre: UFAL e IFAL ofertam mais de 2,7 mil vagas
Inscrições vão de 28 de junho a 1º de julho. Sisu do 2º semestre tem mais de 3 mil vagas para instituições públicas de Alagoas Reprodução A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) estão ofertando 2.748 vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre de 2022, de acordo com o Portal Nacional da Educação. As inscrições irão de 28 de junho a 1º de julho. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram (Erramos: o g1 errou ao informar na publicação desta reportagem que o Ifal tem 780 vagas disponíveis . O número correto é 280. Sendo assim, o total de vagas em Alagoas é 2.748. O erro foi corrigido às 18h05.) O Sisu utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 para selecionar alunos que estudarão em instituições de ensino públicas. Quantidade de vagas por instituição A Ufal disponibilizou 2.468 vagas (clique aqui para conferir as vagas por curso). O Ifal disponibilizou 280 vagas (clique aqui para conferir as vagas por curso). Cronograma do Sisu do 2º semestre Inscrições: de 28 de junho a 1º de julho Resultados: 6 de julho Matrículas: de 13 a 18 de julho VÍDEO: estudante nota 980 na redação do Enem diz que estudar com foco vale a pena G1 em 1 minuto: estudante nota 980 na redação do Enem diz que estudar com foco vale a pena Assista aos vídeos mais recentes do g1 AL Veja mais notícias da região no g1 AL
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10/06 - Após interdição de cozinha e protestos, USP de Piracicaba troca empresa fornecedora de marmitas e amplia oferecimento
Vigilância suspendeu funcionamento em maio. Alunos se reuniram com diretor, prefeito do Campus e pró-reitora para entregar reivindicações durante ato. Universitários que moram na Casa do Estudante da USP de Piracicaba dependem da alimentação fornecida pela instituição Claudia Assencio/g1 Após protestos e interdição da cozinha industrial terceirizada que fornecia refeições para o Restaurante Universitário (RU) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq) anunciou que uma nova empresa de refeições será responsável pelo fornecimento das marmitas, entregues aos alunos em caráter emergencial a partir desta quinta-feira (9). A Prefeitura do Campus Luiz de Queiroz informou ao g1 que também ampliou o oferecimento de marmitex, que atualmente são 200 refeições a mais no almoço e de mais 50 refeições no jantar. A partir de 9 de junho de 2022, segundo a instituição, a média de distribuição passou para 730 marmitas das 11h às 13h30 e 320 refeições, das 17h30 às 19h, sem entrega aos sábados. Até o dia 8 de junho, a média de distribuição de refeições era de 530 no horário do almoço e 270 no jantar. As reservas continuam sendo feitas por aplicativo. "Estamos atendendo, prioritariamente todos os alunos de graduação bolsistas do auxílio alimentação selecionados através do programa de Apoio a Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) e alunos de pós-graduação que apresentam vulnerabilidade socioeconômica, indicados pela APG-Cena e Esalq, para esses alunos será mantida a reserva, através do WhatsApp. Trabalhamos para restabelecer o mais rápido possível o atendimento para todos os aluno", diz a instituição em comunicado. Grupo formado por alunos e professoras da Esalq em Piracicaba durante reunião com dirigentes da USP por melhoria da alimentação no campus João Xavier/Arquivo pessoal Os alunos, representados pelo grupo GT Rucas, celebraram a mudança. "Todos tiveram acesso à alimentação de qualidade nesta quinta-feira, esperamos que se mantenha assim", afirmou Stefany Correa, de 21 anos, mora da Casa do Estudante da Esalq. Em documento enviado ao g1, os universitários afirmaram que, em reunião realizada com dirigentes da universidade, a "Reitoria da USP foi enfática e assumiu publicamente que desconhecia a situação calamitosa que se passava no Restaurante Universitário (RU) da Esalq" e que "não compreendia quais os termos listados nos editais licitatórios conduzidos pela direção da instituição", declara em trecho do texto. Reunião No último dia 6 de junho, a empresa terceirizada que fornecia a alimentação aos alunos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) tinha voltado a entregar marmitas ao restaurante da Esalq. A cozinha industrial tinha sido interditada pela Vigilância Sanitária no dia 27 de maio de 2022. Uma reunião entre os dirigentes e alunos da instituição foi realizada ainda na segunda-feira (6). Universitários e representantes da Prefeitura do Campus, da Pró-Reitoria de Graduação, da Diretoria da Faculdade de Saúde Pública da USP, bem como da Coordenadoria de Administração Geral (Codage) da universidade participaram do encontro. Uma comitiva de dirigentes da instituição compareceu ao local onde a comida é preparada, na manhã desta segunda-feira, para vistoriar as condições do espaço e se certificar das adequações realizadas após orientação da Vigilância Sanitária. O g1 conversou com o prefeito do campus da Esalq, Roberto Arruda de Souza Lima, que integrou o grupo. Ele afirmou que mudanças estruturais foram feitas na cozinha industrial. "A Vigilância Sanitária já tinha atestado as condições que permitiram o retorno ao fornecimento das marmitas, mas nós também viemos visitar o local. A alimentação voltou a ser distribuída nesta segunda-feira", disse. Vigilância Sanitária Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Saúde afirmou que a Vigilância Sanitária (Visa) fez nova fiscalização à cozinha da empresa na tarde de sexta-feira (3). "A empresa fez todas as adequações necessárias e recebeu autorização da Visa para retomada das atividades na cozinha industrial. Nova fiscalização a empresa deve acontecer no prazo de 30 dias", disse no documento. Informativo sobre o retorno ao fornecimento das marmitas aos alunos do campus da Esalq em Piracicaba Reprodução Reservas por aplicativo De acordo com informativo enviado pela Prefeitura do Campus Luiz de Queiroz aos alunos, a instituição prevê que quantidade de marmitas pode não ser suficiente e orienta a realização de reservas, feitas previamente por aplicativo. A entrega da alimentação, segundo texto, será feita por ordem de chegada e não haverá fornecimento aos sábados. Ato de estudantes para fim da terceirização do restaurante da USP, em Piracicaba Bruno Fernandes Atos pedem 'desterceirização' do restaurante universitário Cerca de 400 estudantes da Esalq fizeram um ato para cobrar que o restaurante universitário (RU) da instituição deixe de ser terceirizado na última sexta-feira (3). A reivindicação ocorre depois que a empresa que realizava o serviço foi interditada, no final de maio, e relatos de má qualidade da alimentação servida. Os estudantes se reuniram no hall do prédio Departamento de Engenharia da Esalq, por volta das 14h. Após início da manifestação, o grupo conseguiu falar com o diretor, prefeito do Campus e a pró-reitora da USP. Durante o diálogo com o grupo, os dirigentes garantiram ações para fornecer alimentação de qualidade e informaram que o restaurante será reaberto "o mais rapidamente". Em nota, a Esalq informou que foi proposto a realização de uma reunião na próxima segunda-feira (6), no gabinete da pró-reitoria de graduação da USP em São Paulo. Para ela, foram convidados representantes dos alunos de graduação e de pós-graduação, além de dirigentes do campus Luiz de Queiroz. "A expectativa é promover a busca conjunta de solução para o problema de funcionamento do Restaurante Universitário, dentro daquilo que a legislação permite", acrescentou a universidade. Dirigentes compareceram a ato de estudantes na Esalq Bruno Fernandes Interdição e queixas sobre qualidade No dia 27 de maio, a Esalq informou ao g1 que a cozinha industrial da empresa terceirizada, responsável pelo entrega das marmitas na unidade de ensino, foi interditada. "A cozinha, localizada fora do Campus e não pertencente à USP, é de responsabilidade da empresa licitada. Os alimentos servidos no Campus vinham sendo fiscalizados de acordo com as normas legais e com rigor, inclusive com a realização de análises laboratoriais. A Prefeitura do Campus está fortemente empenhada na busca alternativas possíveis para o mais rápido restabelecimento do fornecimento de alimentação aos alunos", diz a Esalq, à época. Três dias após a interdição, o campus providenciou marmitas em caráter emergencial aos alunos, no dia 30 de maio, principalmente aos bolsistas e àqueles em condições de vulnerabilidade social. Cozinha que fornece marmitas para estudantes da USP de Piracicaba é interditada A equipe da EPTV esteve no campus da USP na cidade na manhã do dia 30 de maio e conversou com alguns alunos sobre a situação. A estudante Mariane de Moura falou da insuficiência na quantidade de marmitas para atender a todos os que dependem da alimentação. "Às vezes, não dá tempo de reservar e quando não conseguimos, realmente ficamos sem marmita porque existe um horário limite para retirar. As filas são muito grandes e eles não conseguem cobrir a demanda que temos", disse. "Muitas vezes, achávamos cabelo e unha. Já achamos pedra. A carne e o arroz já vieram crus", afirma a universitária Tainá Novaes. A universitária Aline Oliveira também narrou a baixa qualidade dos alimentos. "A comida não estava boa, o arroz sempre duro, o feijão bem seco. Não era uma marmita que conseguíamos comer", criticou. No dia 30 de maio, a Vigilância Sanitária afirmou que recebeu duas denúncias sobre as condições de higiene, esteve no local onde as marmitas eram preparadas e constatou irregularidades. Segundo o órgão, assim que todas as readequações forem realizadas e ocorrer nova vistoria, as atividades podem ser retomadas. A empresa responsável nega as denúncias e afirma que uma nutricionista acompanha todo processo de produção dos alimentos fornecidos a Esalq. Alunos durante atos pela qualidade da alimentação no campus da USP em Piracicaba e fim da terceirização do restaurante universitário Claudia Assencio/g1 O que diz a Esalq Em nota, também no final de maio, a Esalq afirmou que enviou repetidas advertências a empresa responsável e que segue em "continuo esforço para fornecimento de alimentação, ao menos aos mais vulneráveis, a PUSP-LQ está adotando todas as providências possíveis, dentro da legalidade e com o devido senso de urgência e responsabilidade". A instituição afirma ainda que foi realizado pregão para contratação de novo serviço de entrega de marmita, mas que não teve sucesso porque a empresa vencedora não apresentou a documentação completa e foi considerada inabilitada. A Prefeitura do Campus da Esalq afirma ainda que os alunos bolsistas do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) serão atendidos com entrega de marmitas, dentro do teto de despesas permitido pela legislação vigente. Alunos da Esalq em Piracicaba durante protesto no campus contra a terceirização do restaurante universitário Claudia Assencio/g1 VÍDEOS: Fique por dentro do que acontece nas cidades Veja mais notícias no g1 Piracicaba
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09/06 - 66% dos diretores de escolas públicas acreditam que o cargo deveria ser ocupado após múltiplas etapas de seleção
Enquanto a maior parte dos gestores são indicados ao cargo pelas secretárias de educação, apenas 5% dos entrevistados acreditam que o método é o mais indicado. Pesquisa foi realizada pelo Datafolha. Cerca de 66% dos diretores de escolas públicas do país acreditam que o gestor escolar deveria ser escolhido em múltiplas etapas de seleção. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Datafolha a pedido do Todos Pela Educação e Itaú Social, divulgada nesta quarta-feira (8). 46% dos entrevistados acreditam que a melhor maneira de escolher um diretor é por meio de uma certificação dos candidatos pela secretaria de educação municipal ou estadual, combinada com consulta à comunidade escolar. Outros 22% disseram que o cargo deveria ser ocupado após um processo seletivo com análise de currículo, avaliações e entrevistas. 15% dos diretores responderam à pesquisa, afirmando que o concurso público é o melhor método de seleção, 11% disseram que a escolha deveria ser feita unicamente por consulta à comunidade escolar e 5% disseram que a indicação deve ser feita unicamente pela secretaria de educação. 1% dos entrevistados disse que seleção poderia ser de outra maneira. De acordo com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), mais da metade dos diretores de escolas públicas sejam designados apenas por indicação da secretaria de educação, sem considerar critérios técnicos. LEIA TAMBÉM Sisu do 2º semestre: inscrições começarão em 28 de junho Fraude: saiba como funciona o mercado de venda de TCCs Enem 2022: 3,4 milhões se inscreveram; número é 10% maior que em 2021 Os entrevistados também consideraram que o processo de seleção para a gestão escolar deveria considerar a competência dos candidatos. 93% dos diretores concordam totalmente ou em parte com a afirmação. Gabriel Corrêa, líder de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, defende que o cargo de diretor demanda profissionais bem preparados para cumprir a função altamente complexa. "Critérios técnicos precisam ser considerados nessa escolha, como as próprias diretoras e diretores brasileiros afirmam. Junto a isso, investir na formação e ampliar o apoio dado à gestão escolar são medidas cruciais para a melhoria da qualidade do ensino público”, diz. Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, concorda. "Dirigir uma escola é gerir uma organização extremamente complexa. Além da seleção com base em critérios técnicos, é preciso que as secretarias de Educação preparem, acompanhem seu desempenho e assegurem que o incremento salarial associado ao cargo de direção seja compatível”. Além disso, 27% dos gestores acreditam que a formação acadêmica na graduação ou pós graduação foi útil na preparação para o cargo. 44% disse concordar parcialmente com a afirmação, enquanto 16% e 12% discordaram em parte ou totalmente, respectivamente. O levantamento foi feito com 418 diretores de escolas públicas dos níveis fundamental e médio. As entrevistas foram feitas por telefone entre 7 e 10 de fevereiro com gestores de todo Brasil. VÍDEOS
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08/06 - Revalida 2022: inscrições para edição do 2º semestre começam em 21 de junho
Exame possibilita a validação de diplomas de medicina expedidos no exterior. Candidatos farão a primeira etapa do processo em 7 de agosto. Revalida possibilita a validação de diplomas emitidos no exterior AdobeStock As inscrições para o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) ficarão abertas de 21 a 27 de junho, segundo edital publicado na terça-feira (7) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A taxa a ser paga é de R$ 410. Neste mesmo prazo, é preciso enviar a documentação exigida por meio do Sistema Revalida. O processo possibilita que candidatos que se formaram no exterior no curso de medicino validem o diploma no Brasil para poderem exercer a profissão aqui. LEIA TAMBÉM: Sisu do 2º semestre: inscrições começarão em 28 de junho Fraude: saiba como funciona o mercado de venda de TCCs Enem 2022: 3,4 milhões se inscreveram; número é 10% maior que em 2021 São duas etapas (teórica e prática) que abordam, de forma interdisciplinar, cinco grandes áreas de conhecimento: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e medicina da família e comunidade (saúde coletiva). A primeira fase será aplicada em 7 de agosto, em oito capitais: Brasília, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Salvador e São Paulo. No momento da inscrição, o participante deverá indicar a cidade onde deseja fazer a prova. Calendário do Revalida Inscrição: 21 a 27/06/2022 Pagamento da taxa de inscrição: 21 a 27/06/2022 Solicitação de atendimento especializado e tratamento por nome social: 21 a 27/06/2022 Resultado da solicitação de atendimento especializado: 05/07/2022 Envio do diploma: 21 a 27/06/2022 Resultado da análise do diploma: 05/07/2022 Recurso para pedidos negados: 05 a 11/07/2022 Resultado do recurso: 15/07/2022 1ª etapa da aplicação da prova: 07/08/2022 Divulgação das versões preliminares do gabarito: 10/08/2022 Divulgação versões definitivas definitivos: 13/09/2022 Resultado definitivo (P2) e resultado final da 1ª etapa: 07/10/2022 Vídeos
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07/06 - OBMEP: alunos vazam supostos gabaritos durante a prova de olimpíada de matemática
Segundo regulamento, exame pode ser aplicado em todos os turnos. Portanto, alunos que fizeram a prova durante a tarde puderam ter acesso aos gabaritos publicados durante a manhã. IMPA nega que gabaritos tenham sido divulgados. Alunos que participavam nesta terça-feira (7) da primeira fase da 17ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), promovida pelo governo federal no país todo, publicaram supostos gabaritos das provas ainda durante o horário de realização do exame. Em diversas publicações nas redes sociais, usuários compartilhavam listas das respostas e até imagens dos gabaritos preenchidos. O regulamento permite que a prova seja aplicada em todos os turnos. Portanto, alunos que realizaram a prova durante a tarde puderam ter acesso aos gabaritos vazados durante a manhã. Suposto gabarito da 17ª OBMEP. Reprodução/Redes sociais Suposto gabarito da 17ª OBMEP Reprodução/Redes sociais Suposto gabarito da 17ª OBMEP. Reprodução/Redes sociais O exame é realizado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e aplicado e corrigido pelas escolas. Pelo regulamento, é proibida a entrada de alunos portando aparelhos eletrônicos como celulares, smartphones, tablets, iPods, entre outros. Procurado pela reportagem, o IMPA negou que os gabaritos tivessem sido vazados e reforçou a proibição de uso de celular durante o exame. "O regulamento da OBMEP proíbe o uso de celulares durante a realização da prova e a divulgação das respostas. Se comprovada a violação, a escola e os alunos podem ser desclassificados." A entidade ainda informou que em edições anteriores já houve divulgação de questões falsas e de respostas incorretas para a prova. LEIA TAMBÉM 8 exemplos de redações nota mil do Enem 2021 Professores analisam estrutura de textos que atingiram pontuação máxima Segundo o instituto, mais de 18,1 milhões de alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio estavam inscritos para realizar as provas. Os gabaritos e as provas estavam separadas por três níveis, de acordo com o grau de escolaridade do aluno: Nível 1: caderno amarelo para 6º e 7º anos do fundamental; Nível 2: caderno rosa para 8º e 9º anos do fundamental; e Nível 3: caderno azul para os três anos de Ensino Médio. Os resultados da classificação para a segunda fase devem ser divulgados em 2 de agosto. As provas serão aplicadas em 8 de outubro. VÍDEOS
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07/06 - Unicamp 2023: prazo para pedir isenção na taxa do vestibular é prorrogado; veja regras
Candidatos podem solicitar gratuidade no site da comissão organizadora até 20 de junho. Nesta edição, quem não for contemplado paga R$ 192; inscrições serão entre agosto e setembro. Estudante na 1ª fase do vestibular 2022 da Unicamp Julio Cesar Costa / g1 A Unicamp decidiu estender até 20 de junho o período para pedido de isenção na taxa de inscrição do vestibular 2023. Ele deve ser realizado pelo candidato interessado por meio do site da comissão organizadora (Comvest), desde que ele faça parte de um dos quatro grupos contemplados pela universidade estadual para concessão do benefício - veja abaixo detalhes e cronograma do exame. O prazo teve início em 16 de maio e, inicialmente, seria encerrado nesta nesta terça-feira. A taxa neste ano subiu para R$ 192, o que significa acréscimo de R$ 12 no comparativo com a edição anterior. A isenção também ficará disponível ao estudante que tenha o perfil indicado e se inscreva na modalidade do vestibular que usa notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a seleção. LEIA MAIS Entenda quem pode conseguir isenção na taxa do vestibular, como pedir e qual prazo Unicamp registra queda no desempenho médio em português, e alta para matemática Unicamp tem queda de aprovados da rede pública, mas alta de negros Unicamp quebra paradigma e prevê lista de livros no vestibular com 'Alice', Cartola, Krenak e Chimamanda Saiba por que a Unicamp terá pela 1ª vez nos vestibulares obras escritas em outros idiomas além do português A expectativa da Comvest é receber pelo menos 8 mil inscrições. Neste ano, além de oferecer concessão para os três grupos beneficiados em edições anteriores, a universidade também decidiu incluir a modalidade de bolsistas em escolas particulares, que sejam de famílias de baixa renda. Quem pode solicitar? Candidatos de famílias de baixa renda - até um salário mínimo e meio bruto mensal por morador do domicílio (até 6.680 benefícios); Bolsistas em escolas particulares, mas de famílias de baixa renda (até 150 benefícios); Funcionários da Unicamp/Funcamp (até 100 benefícios); Candidatos dos cursos noturnos de licenciatura ou tecnologia (ilimitado); Pré-requisito Todos os candidatos precisaram concluir ou já ter finalizado em 2022 o ensino médio, informou a comissão. A lista de candidatos será divulgada também no site da Comvest, em julho. Na edição anterior do vestibular, a Unicamp concedeu 8,3 mil isenções. Quando serão as provas? A a primeira fase do vestibular 2023 terá provas em 6 de novembro, e a segunda fase será realizada pela primeira vez no mês de dezembro, nos dias 11 e 12 - período em meio à realização da Copa do Mundo no Catar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro. O calendário foi definido de maneira conjunta entre responsáveis pelos vestibulares das universidades públicas de São Paulo, para evitar que datas coincidam e facilitar a participação de candidatos. Obras literárias A lista de obras literárias obrigatórias no vestibular 2023 é a mesma do exame anterior: "Carta de Achamento do Brasil" - Pero Vaz de Caminha; "Niketche – uma História de Poligamia" - Paulina Chiziane; "Tarde" - Olavo Bilac; "Bons dias" - Machado de Assis; "Sonetos escolhidos" - Luís de Camões; Sobrevivendo no inferno" - Racionais MC's; "O seminário dos ratos" - Lygia Fagundes Telles (ficou de fora em 2021 após redução); "O marinheiro" - Fernando Pessoa; "A falência" - Júlia Lopes de Almeida; "O ateneu" - Raul Pompeia; VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.
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